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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2019

TALVEZ UM FADO

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TALVEZ UM FADO

*



(Memórias de minha mãe, subindo a escada)



I



Oiço um longínquo rumor

De passadas vagarosas

Muito embora, pressurosas,

Se aproximem, dor a dor,

De mim, que as já sei de cor,

De mim, que as sei dolorosas.



II



São passadas muito antigas

Que me ecoam na memória

Sem derrota, nem vitória,

Compondo estranhas cantigas

Sempre que, ó tempo, me instigas

A recontar-lhes a história.



III



São refrão. Sempre o refrão

De um esforço recompensado

Fazendo de um passo dado

Mais uma repetição

Da mesma eterna canção

Que talvez se chame fado.

*



Maria João Brito de Sousa – 05.01.2019 – 16.01h






rematado por Maria João Brito de Sousa às 16:21
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2 comentários:
De jabeiteslp a 4 de Janeiro de 2019 às 21:04
É bom recordar
às vezes de coisas até
que já não sabemos lembrar

Boa e feliz noite
bom fim de Semana agasalhado brrrrrr
Beijinhos


De Maria João Brito de Sousa a 4 de Janeiro de 2019 às 21:15
Assim é, Anjo. No entanto, este tipo de memória afectiva tende a durar enquanto dure a nossa vida e é o último a desaparecer, mesmo nos casos de demência de Alzheimer.

Está um frio de rachar... já tive de ligar o aquecedor, ainda que no minímozinho para não acrescentar muitos KW à conta da EDP...

Noite aconchegada para ti

Beijinhos


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