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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2015

QUATRO DÉCIMAS INEXPLICÁVEIS

 

QUINO.jpg

 

Isto que ferve - ou me gela.. -

no que me resta das veias

espraiado pelas areias

do que um poema revela,

este meu sangue sem sela,

nem rédeas - pois recusei-as,

libertei-me, ou libertei-as

a mim, às rédeas a ela... -

este meu sangue, à cautela,

preso à vida por ideias,

perde-me, a mim, preso às teias

de uma mera Klebsiela



Mas, porque um sopro lhe resta,

quer galopar, o teimoso,

investe ao sabor do gozo

que o fogo do verbo empresta,

mais corre e mais se encabresta,

por instantes glorioso

se o verso vem pressuroso

fazer-lhe uma simples festa

e a rima lhe acorre, honesta,

esquecendo o sangue viscoso...



E nasce! Tinha razão,

o verbo, em não desistir,

em ser teimoso e fruir

da sua imensa paixão...

Tanto pode a compulsão

que consegue desmentir

tudo quanto reduzir

fronteiras ou dimensão

do que, sem ter explicação,

consiga fazer-se ouvir...



Razões pr`a ser-se poeta?

Não as conheço, mas quis,

por instantes, ser feliz,

correr sem ter uma meta

das que, com razão, prometa

fazer aquilo que diz...

E faço um rabisco a giz

ou traço a forma inconcreta

da cauda de algum cometa

sem rota, nem directriz...



Maria João Brito de Sousa - 09.10.2015 - 16.08h





 


rematado por Maria João Brito de Sousa às 17:19
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