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Terça-feira, 17 de Maio de 2016

QUATRO DÉCIMAS AO "MEU" TEJO

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Não aceito o preconceito,

nem penso que haja, em verdade,

quem exalte a liberdade

pr`a pôr-lhe, depois, defeito,

mas uma outra coisa aceito

e outra, ainda, se me evade

neste limbo entre a saudade

daquilo que sei ter feito

e este jeito tão sem jeito

de usar a realidade;

 

Uma mão tecendo a tela,

outra, prescrutando o fio,

fino, frágil, fugidio,

que não uso como trela

e que não me prende à cela

do passado e do tardio,

pois, correndo como um rio,

me transforma em barco à vela,

em jangada, em barca-bela,

em bote, em escuna, em navio,

 

Quando em mim me centro agora

que a coragem me estremece,

é porque, hoje, me parece

que, assim, mais se me demora

o momento de ir-me embora...

raramente me acontece

fazer, de um poema, a prece

ou a tábua salvadora

de quem é dona e senhora

de mão que, escrevendo, tece,

 

Mas, se humana... que fazer

se, sentindo que fraquejo,

mostro que ainda desejo

por mais uns tempos viver?

Faço tudo o que puder;

prolongo o curso do Tejo,

remo mais um metro, arquejo...

Ah, dê lá por onde der,

não vou deitar a perder,

do meu rio, tão grato beijo!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 17.05.2016 - 16.45h

 

 


rematado por Maria João Brito de Sousa às 16:33
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