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Segunda-feira, 12 de Março de 2018

NO FIO DA NAVALHA

MAROMBA.jpg

 

Quase nunca em desespero,

Empunho a vara do espanto

E enfrento o medo sem pranto

Que o não aceito, nem quero,

Pois se outra vida não espero,

Espero, ainda que em quebranto,

Equilibrar, por enquanto,

Este tanto em que me esmero;

Um deslize e volto ao zero,

Piso em falso e... tombo tanto



Que o próprio ar se me esquiva,

Muito embora este meu Tejo,

Este Tejo que protejo

E me tornou criativa,

Possa erguer-se em onda altiva

Pra receber-me num beijo

Já que, vendo o que eu mal vejo,

Sabe que quanto eu desejo

É, pelo fio, chegar viva



Ao cabo desta navalha

Que a vida me concedeu

Porque, à maromba*, fui eu

Quem, mais falha, menos falha,

Com mais gralha, ou menos gralha,

A moldou e a escolheu

Sem fazer grande escarcéu;

“Num agulheiro, achei palha”...

Vá, dá cartas e baralha,

Que eu mais não tenho de meu!





Maria João Brito de Sousa – 12.03.2018 – 16.22h

 



*MAROMBA – do árabe mabruma, vara usada pelo equilibrista para se manter na corda bamba, situação dificilmente suportável

 

Imagem retirada da Web, via Google

 


rematado por Maria João Brito de Sousa às 17:21
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