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Sábado, 22 de Outubro de 2016

IMPROVISOS

Eu remo, meu capitão!.jpg

 

“- Eu remo, meu capitão,

Mas, cá por dentro, o meu medo

Vai-me soprando, em segredo,

Rumores de conspiração

Que dizem que remo em vão,

Que, mesmo em frente, um rochedo

Nos abalroa tão cedo,

Quão tarde eu diga que não...

Forças do braço e da mão,

Não nos salvam... reze um credo!”

 

“ -  Segue em frente, ó remador

Que agoiras tal desventura!

Não cabe à glória futura

Ter espaço pr`a espanto e dor!

Eu, que sou teu superior,

Quero é cega compostura,

Remada firme e segura,

Coragem, esforço e suor!

Esquece os presságios, que horror!

Obedece,  ó criatura!”

 

Três ondas não são galgadas,

Eis que um rochedo letal

Vem pôr o ponto final

Nas controvérsias lançadas,

Porque, pr`ás ondas, são nadas;

Medo ou glória... é tudo igual...

Montanhas de água com sal,

Não são partes int`ressadas

Das causas  reivindicadas

Por carne humana e mortal...

 

Porém, naquilo que eu escrevo,

Cada enredo é todo meu

E  juro que não morreu

O que remava, a quem devo

A mesma história em que o levo

Ao ponto onde ele recolheu,

Duma barrica e de um pneu,

Qualquer coisa a que me atrevo

Chamar, com estúpido enlevo,

Jangada... e vinda do céu!

 

Enredos efabulados,

Vindos de onde eu decidir,

Mesmo absurdos, podem vir!

Há sempre uns versos guardados

Nos tempos mais inspirados

E, enquanto a rima fluir,

Nunca os nego a quem pedir...

Aqui vos ficam lançados

Num final dos mais“forçados”

Com“metro”  pronto a escandir...

 

 

Maria João Brito de Sousa – 18.01.2015 – 18.58h


rematado por Maria João Brito de Sousa às 12:22
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