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http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt

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EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

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O MEU ABRAÇO! - Em treze sextilhas feitas à pressa, em cima do joelho

20.05.13 | Maria João Brito de Sousa

 

 

Poemas, em clandestino,

Irão ter um bom destino

Que não a velha gaveta

E eu vou tendo bons motivos

Para os conservar bem vivos

Pois não são coisa obsoleta…

 

Sei que os devo partilhar

Por isso não vão ficar

A enfeitar-me a mesinha

Ou a servir de suporte

Pr`a caneta ou pr`ó desnorte

Que de nós já se avizinha,

 

Mas, assuntos pessoais

Ou questões menos banais

Ficam pr`ó espaço concreto

Da conversa pessoal,

Olhos nos olhos, falando,

Esclarecendo e questionando

Como faz qualquer mortal…

 

Se a ligação se mantém

E caso eu me sinta bem

Porque a saúde melhora,

Decerto vos deixarei

Uns poemas que criei

Como o que publico agora

 

Mas, de momento, o que faço

É deixar um grande abraço

E o meu agradecimento

Neste Horizontes da paz

Que tanta falta me faz

E que aind`hoje sustento

 

Meu sorriso, persistente,

Mostra bem que estou consciente

Da decisão que tomei,

Mas a minha gratidão

Não se esgota nesta acção

De dizer o que pensei

 

E friso; só a presença

Pode fazer a diferença

E garantir que isto mude

Pois mantenho, com firmeza,

Que tenho toda a certeza

Das razões desta atitude 

 

Mas não estando bem segura

De que a “coisa” tenha cura

Sem nenhuma explicação,

Dir-vos-ei que, inversamente,

Só me darei por contente

Se descoberta a razão 

 

“Do outro lado da estória”!

Tenho paciência e memória

E aguardo, muito serena,

Sem guardar qualquer rancor

As presenças que melhor

Mostrem que valeu a pena

 

Invadir privacidades,

Sugerir prioridades,

Impedir publicações

Sem perguntar-me, sequer;

- Amiga, pretende, ou quer,

ouvir as minhas razões?

 

Não conheço, à “estória”, a fonte

Mas tendo um largo horizonte

De suspeitos desta “acção”,

Decidi que, desta forma,

Tendo o silêncio por norma,

Não entro em contradição

 

E mantenho o meu juízo

Porque dele muito preciso!

Faz-me falta, dá me jeito

E produz, naturalmente,

Sonetos e sono justo

Que outros tantos só a custo

Alcançam, mesmo à tangente…

 

Doente - mas bem-disposta! –

Sei bem que ninguém desgosta

De conhecer a razão

Que levou esta poeta

A tornar-se tão… “secreta”

Por auto preservação!  

 

 

Maria João Brito de Sousa – 18.05.2013 – 21.26h

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