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http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt

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EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

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POEMETO CONTRA-RELÓGIO

04.05.13 | Maria João Brito de Sousa

 

 

POEMETO A “CONTRA-RELÓGIO”

 

 

 

 

A noite chega tão tarde

Que nem o verso aproveita

Toda a chama que nele arde

Quando tão tarde se deita

E a simples compensação

De dormir “mais um pedaço”,

Só basta aos que não farão

Nem metade do eu faço!

 

Tudo o que faço me custa

Muito mais que a qualquer um

Por comparação, “mui” justa,

Com quem não “fizer nenhum”…

 

Tenho a tensão “abalada”,

Tenho anticorpos no sangue,

Estou anti coagulada…

Dou dois passos… fico exangue!!!

 

Mas, mesmo exangue, não paro

Pois meus queridos animais

Estão, também, num tal “preparo”

Que exigem cada vez mais…

 

Agora, cheia de sono,

Terei de ir buscar areias

Pr`aqueles que não abandono

Pelas ruas sempre cheias

Dos casos de negligência

Ou mesmo incapacidade

De quem, face à indigência,

Os “descarta” na cidade…

 

Ando tão devagarinho

Apesar de muito querer

Apressar o meu caminho

Pr`a depressa os socorrer

Que, às vezes, me sinto farta

Dos vagares do próprio passo

Mas se o corpo me descarta

Toda esta pressa em cansaço

Nem vale a pena ter pressa

Porque a “mazela” é mais forte;

Não há nada que a impeça

De me impor; Vagar ou… Morte!

 

 

Maria João Brito de Sousa – (a contra-relógio) 21.04.2013- 17.27h


Imagem - Eu, o Kico e o Garfield - Fotografia de Carlos Ricardo

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