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http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt

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EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

por muito pequenos que pareçam ser... NOTA - ESTE BLOG JAMAIS SERVIRÁ CAFÉS! ACABO DE DESCOBRIR QUE OS DOWNLOADS SE PAGAM CAROS...

O POEMA

20.01.11 | Maria João Brito de Sousa

Deste quase desespero,

Muito além do que eu comando

Num momento indescritível,

Nasce um verso que não espero,

Nunca sei como, nem quando,

De um parto quase impossível…


Mas surge e ninguém o trava,

Nem força alguma o impede

De dar voz à voz que tem!

Tudo oferece, mas gostava,

Que o pedisse quem não pede

Por nunca avisar que vem…


Com força avassaladora

Dá-me mais que o que promete

No segundo em que nascer

Mas, a seguir, vai-se embora

Tão veloz quanto um foguete

Que acabou de se acender…


É do mundo, e nunca o foi,

Sabe tudo, e nada sabe;

É sempre paradoxal!

Quantas vezes me não dói

E, muito embora se apague,

Queima-me e não me faz mal…


Ninguém lhe aponta uma estrada

Ou lhe propõe um caminho

A que queira dar ouvidos!

Sabe que a hora é chegada

E faz-se à vida sozinho,

Mesmo entre irmãos já nascidos…


Cabe em mim, mas dele me sobra

Mais do que em mim vai cabendo,

Embora o Tempo acrescente

Cada instante que ele me cobra,

Pois, quando o estiverem lendo,

Florirá como a semente!

 

 

 


Maria João Brito de Sousa – 19.01.2011 – 22.49h