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http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt

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EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

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POUCA-TERRA, POUCA-TERRA...

09.08.10 | Maria João Brito de Sousa

 

“Pouca-terra, pouca-terra”…

Tanta terra falta ainda,

Tanto rio por navegar,

Tanto cume de alta serra,

Tanto trilho que não finda,

Tanta estrada e tanto mar!


 

E, do comboio que passa,

“Pouca-terra, muita-pressa”,

Na melopeia de infância,

Não consinto uma ameaça;

Tento ver que terra é essa,

Quero medir-lhe a distância!


 

“Pouca-terra” – mais que fosse! –

Quanta insondável lonjura

Vai no triste olhar que fica…

Tanta curva amarga ou doce

Na transitória procura

A que o mundo se dedica…


 

“Pouca-terra”… e, afinal,

Tanto, ainda por cumprir

Nas distâncias que prevejo…

Pouca terra? Não faz mal,

Muito mais terra há-de vir!

[pouca terra e... tanto Tejo!]

 

 


 

 

Maria João Brito de Sousa – 08.08.2010 – 15.35h


 

Aos comboios da “Linha do Estoril”, sempre presentes, desde os primórdios da minha infância.

 

Revisto e ligeiramente reformulado a 24.11.2013

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