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http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt

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EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

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ESTRELAS CADENTES

07.07.10 | Maria João Brito de Sousa

 

Trago poemas nas veias

E, dos poemas que trago,

Moldo o barro das ideias

De que nasce o mesmo barro…

 

São mil poemas-cadentes

Cravados como punhais,

Cicatrizes transparentes

De quem já viveu demais,

De quem desistiu da vida

Dos neutrões e dos protões

E, ficando assim, perdida,

Se alimentou de canções,

 

De quem não quis, querendo crer

Que o que na vida importava

Era só permanecer

Nas palavras que deixava,

Nesses poemas-cadentes,

Cravados como punhais

Com marcas inaparentes

De quem parte, mas quer mais…

 

Trago poemas nas veias

E, dos poemas que trago,

Moldo o barro das ideias

De que nasce o mesmo barro…

 

 

Maria João Brito de Sousa

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