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http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt

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EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

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INTERMITÊNCIAS E MORTE

06.07.10 | Maria João Brito de Sousa

 

Naquele preciso momento

Do desfraldar dos milénios,

Sem que alguém o predissesse,

Abriu-se a porta do Tempo

E, à revelia dos génios,

Não mais houve quem morresse.

 

Ouvi que se apaixonara

A Morte por um Mortal

Que era músico amador,

Que a paixão lhe saiu cara,

Que acabou por correr mal

Esse baptismo de amor…

 

Gostaria de o ter lido

Mas tão só ouvi dizer

Que o enredo foi narrado

Por alguém que ao ter morrido

Deixou de a tentar deter

E desistiu, já cansado.

 

Mas a Morte, arrependida,

Envergou mantos de luto

Por tão estranho narrador

E fez questão de que a Vida

Tornasse eterno o seu fruto

De Poeta e de Escritor.

 

Há estranhas intermitências

Nestes humanos percursos

E a criação produtiva

Explode em claras transcendências,

Sem sujeitar-se aos recursos

Da convicção punitiva.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 30.06.2010

 

 

 

A José de Sousa Saramago

 

 

 

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

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