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http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt

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EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

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O ABRAÇO DO COMETA II

12.10.09 | Maria João Brito de Sousa

Olhou-me lá do alto da tristeza

E afastou-se depois, sem se voltar

Até se diluir noutro horizonte…

Só depois disso eu vi que estava presa,

Só depois disso eu me tentei soltar

E só depois bebi daquela fonte…

 

Há quantos, quantos anos eu julgava

Estar livre e ser senhora dos meus dias,

Das horas de ninguém que vão passando

E, tanto quanto lembro, imaginava

Poder-me rir das vãs filosofias

Dos muitos que por cá as vão deixando…

 

Então chegou o tempo, o dia, a hora

De mudar o meu rumo e de escolher

Entre a sobreviver e ser poeta.

Escolhi a Poesia e vim-me embora!

Agora sei que existe outro viver

Depois de cada abraço de cometa…

 

 

NOTA - Este poema, em sextilhas, mantém o decassílabo heróico do soneto clássico. É a minha primeira experiência nesta forma de estruturar um poema que eu penso não ter sido muito utilizada.

 

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