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http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt

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EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

por muito pequenos que pareçam ser... NOTA - ESTE BLOG JAMAIS SERVIRÁ CAFÉS! ACABO DE DESCOBRIR QUE OS DOWNLOADS SE PAGAM CAROS...

TOCAR, SONDAR, PRESSENTIR...

27.08.10 | Maria João Brito de Sousa

 

Tocar, sondar, pressentir

Tantas coisas intangíveis,

Como são alguns segredos,

Pode fazer ressurgir

Fantasmas bem mais temíveis

Que os rastos de antigos medos…

 


No entanto, seduzido,

Já não consegues parar

E a “sondagem” continua

Até que, por fim rendido,

Estarás a imaginar

Que estás a brincar na rua,

Que chegou um estranho vulto,

Que ele entrou na brincadeira,

Que a rua é grande demais…

E depois, como um insulto,

A cena é tão verdadeira

Que corres para os teus pais…

Não lhes falas do que viste

- ou do que julgaste ver… –

Mas tens medo e vais ficando…

Podes dizer que estás triste

Ou cansado de correr,

Mas só estarás constatando:

 


“- Tocar, sondar, pressentir

Tantas coisas invisíveis

Com a ponta dos meus dedos,

Fez-me, agora, descobrir

Monstros enormes, terríveis,

E eu… protegi-me dos medos!”

 

 


Ao menino que brincava perto da janela do quarto,

ao processo natural de aprendizagem, aos traumas infantis, aos mineiros chilenos que ainda estão subterrados e à Vida. A essa extraordinária aventura que é a Vida e da qual tudo isto faz parte.

Para o bem e para o mal.

 

 

Maria João Brito de Sousa - 26.08.2010 - 22.31h

DESAFIO

17.08.10 | Maria João Brito de Sousa

 

“Sinto uma alegria extrema,

Faz-se Verão, mesmo em Janeiro,

Quando escrevo um bom poema,

Um poema verdadeiro!”


Não entendo estas contendas!

Eu sinto que o principal,

Nestas coisas da Poesia,

Não é só descobrir “lendas”

Deste nosso Portugal…

É encontrar, dia a dia,

Um poema que arrebate,

O poeta que o criou

E ficar em comunhão…

Não entendo que um combate

Seja melhor do que eu sou!


Deixo a minha opinião

Para alguém que, partilhando

Destas minhas convicções,

Queira glosar estes versos…

Quase sempre é poetando

Que se encontram soluções

Para os casos mais diversos…

Eu prefiro a sintonia!

Aceito qualquer diferença

Em estilo e em qualidade…

Só me interessa a Poesia

E nem vos peço licença

Para tomar tal liberdade;


“Sinto uma alegria extrema,

Faz-se Verão, mesmo em Janeiro,

Quando escrevo um bom poema,

Um poema verdadeiro!”

 

 


Maria João Brito de Sousa – 15.08.2010 – 21.04h

NÃO ME LEVEM A SÉRIO!

16.08.10 | Maria João Brito de Sousa

 

Não me levem muito a sério!

[levem-me a sério demais…]

Posso ser perturbadora,

Deitar abaixo um império

Só por causa de uns pardais

E, a seguir… ir-me embora!


Nunca se importem comigo!

Tudo o que digo é loucura

[tudo o que digo é verdade…]

E, mesmo que esteja em perigo,

Pinto o quadro, ato a moldura,

Sem achar que isso é vaidade…


Não me ouçam porque, se ouvirem,

[ouçam mesmo que eu me cale…]

Incorrerão em pecado

Pois se as palavras caírem

Nos ouvidos de um que fale…

[não liguem… está tudo errado!]

 

 


Maria João Brito de Sousa – 15.08.2010 – 14.42h

DIGITALIZANDO,ANDO,ANDO...

12.08.10 | Maria João Brito de Sousa

 

Sempre a digitalizar

Horas e horas sem fim,

Temo poder-me enganar,

Digitalizar-me a mim…


Se me torno digital

Quem digitalizará

Este universo real

Das imagens que aqui há?


Devo ter muito cuidado,

Trabalhar com parcimónia

Sem descurar o teclado

Mas sem fazer cerimónia,


Pois são tantas as imagens

Que as nem posso imaginar!

Passo as horas na contagem

Do que aqui tento guardar…


Uma antiga, outra nem tanto…

E devo, ou não, separá-las?

Guardar uma em cada canto

Pr`a poder, depois, estudá-las?


Se recordar é viver,

Eu estou a viver mil vidas…

Que bem me está a saber!

E tenho honras garantidas!


O pior é encontrar,

Neste caos que me rodeia,

Matéria pr`a navegar

Nesta histórica epopeia…


É que, sempre a trabalhar,

Tenho receio de, assim,

Ficar confusa, trocar,

E arquivar-me antes do fim…

 

 

 


Maria João Brito de Sousa – 10.08.2010 – 19.11h

 

BOM LEITOR, NUNCA SE CANSA... ou BAILINHOS

11.08.10 | Maria João Brito de Sousa

 

Tu dás-me um “bailinho” a mim,

Eu dou-te um “bailinho” a ti

E as coisas vão-se arrastando…

Se, antes de chegar ao fim,

Acreditar que perdi,

Faço as malas, vou andando…


Esta moda dos “bailinhos”

Pode até ser criativa,

Dá-nos muito que fazer,

Mas… alguns são adivinhos!

Eu cá, apenas estou viva

E sem pressa de morrer…


Porém… bailemos então!

Passo em frente, passo atrás,

Se nos compõe esta dança…

Eu nunca digo que não

E ao leitor… tanto faz!

Bom leitor, nunca se cansa!

 

 


Maria João Brito de Sousa – 10.08.2010 – 21.52h

 

 

IMAGEM LITERALMENTE ROUBADA DA INTERNET - VIA GOOGLE

 

POUCA-TERRA, POUCA-TERRA...

09.08.10 | Maria João Brito de Sousa

 

“Pouca-terra, pouca-terra”…

Tanta terra falta ainda,

Tanto rio por navegar,

Tanto cume de alta serra,

Tanto trilho que não finda,

Tanta estrada e tanto mar!


 

E, do comboio que passa,

“Pouca-terra, muita-pressa”,

Na melopeia de infância,

Não consinto uma ameaça;

Tento ver que terra é essa,

Quero medir-lhe a distância!


 

“Pouca-terra” – mais que fosse! –

Quanta insondável lonjura

Vai no triste olhar que fica…

Tanta curva amarga ou doce

Na transitória procura

A que o mundo se dedica…


 

“Pouca-terra”… e, afinal,

Tanto, ainda por cumprir

Nas distâncias que prevejo…

Pouca terra? Não faz mal,

Muito mais terra há-de vir!

[pouca terra e... tanto Tejo!]

 

 


 

 

Maria João Brito de Sousa – 08.08.2010 – 15.35h


 

Aos comboios da “Linha do Estoril”, sempre presentes, desde os primórdios da minha infância.

 

Revisto e ligeiramente reformulado a 24.11.2013