.EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

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Sábado, 1 de Dezembro de 2018

DÉCIMO ANIVERSÁRIO DO BLOG

É com uma reedição, por pontual ausência da Musa, que eu assinalo o décimo aniversário deste blog dedicado à poesia em redondilha maior.

 

Não fosse a nossa amiga Azoriana e este décimo aniversário teria passado sem que eu desse por ele. Obrigada, Azor!

 

 

14143817_ESzUu.jpeg

Nas teias que o luar tece
Por cima dos pinheirais, 
Vez por outra me acontece
Ver longe e ver muito mais,
Mas, de quanto me aparece,
Nunca vi – nunca, jamais! –,
Nessas visões que ele m`oferece,
Razões que fossem normais…



Vi segredos bem guardados
De vontades por escrever
Atrás de mil cadeados
Qu`inda estão por conceber
Nos traços desencontrados
De enigmas por resolver,
Tão estranhamente esboçados
Que eu nunca pude entender
Por que me foram mostrados
Se não pedira pr`ós ver



Vi, nessas teias benditas
Que o luar teceu pr`a mim,
As mil coisas nunca escritas
Por mãos que fossem assim.



Vi verdades, nessas teias
Que o luar me quis mostrar
E, depois de as ler, deixei-as
Pr`alguém que as soubesse achar.



Vi letras de prata pura
Descrevendo esses pinheiros
Com a toda a casta ternura
Dos seus rebentos primeiros



Vi a vida que começa
No recomeço da vida!
Vi puzzles, peça por peça,
Sem me apressar na partida
E, como alguém que tropeça
Em causa desconhecida,
Vi tudo a crescer sem pressa
Ou foi-me a vista traída
Tal qual fosse apenas essa
A razão de eu estar perdida,
Sem certezas nem promessa
De encontrar uma saída…


Nas teias que o luar tece
À noite, sobre os pinhais, 
Vez por outra me acontece
Ver longe e ver muito mais,
Mas, de quanto me aparece,
Não pude encontrar, jamais,
Nas transgressões que fornece,
Questões que fossem banais

 

*

 

Maria João Brito de Sousa - 04.04.2012

 

 

 


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Terça-feira, 20 de Novembro de 2018

"ÃOS" & "ADES"

ÃOS e ADES.png

“ÃOS” & “ADES”

*

(Décimas)

 

I

Basta de toxicidade!

Tanta desinformação

Só nos traz é confusão...

Por onde passa verdade

Se a verdade é que se evade,

Aos poucos, da nossa mão?

Vejo é manipulação

Da nossa humana vontade...

Nada há que menos me agrade

Do que toda esta inversão

 

II

 

Dos preceitos da razão

E da nossa idoneidade.

Onde estás, ó liberdade

De julgamento e de acção

Se sujeita à suspeição

E às grilhetas da saudade,

Só recordas  falsidade

E a falta de isenção?

No olho do furacão

Da devassidão de Sade?

 

III

 

Venha mais honestidade

Pôr cobro a tal maldição!

Sem saber se sim, se não,

Sem raízes, nem idade,

Não vem o campo à cidade,

Nem a cidade tem chão

Onde se estenda um colchão

Pra morrer com dignidade;

Mora a pura ansiedade

Neste espaço em convulsão

 

IV

 

Onde mesmo a diversão

Perde a sua alacridade

E conduz a sociedade

À grande alienação,

Já que irmão agride irmão

Sem causa, nem piedade,

Com toda a brutalidade

E sem grande hesitação.

“Sempre assim foi”, pensa então

Quem assiste à mortandade

 

V

 

Com a naturalidade

De quem canta uma canção,

Ou compra uma promoção

Barata e sem qualidade

Por bem menos de metade

Do custo de produção...

Haverá comparação,

Ou será que a realidade

Preza a conflitualidade

E lhes nega uma outra opção?

 

VI

 

Não mudo de direcção

Que esta minha sobriedade

Não sente a necessidade

De, pra já, meter travão...

Vejo mal, mas a questão

Não está na visibilidade

E sim na capacidade

De, dessa limitação,

Ter a perfeita noção,

Actuando em conformidade;

 

VII

 

Assim, perco em quantidade

O que ganho em devoção,

Mas a minha obrigação

É manter serenidade

E alguma objectividade

Enquanto cumpro a função

E renego a tentação

Da frustração que me invade

Quando, em plena claridade,

Vejo o breu da escuridão

 

VIII

 

Sem encontrar explicação

Pra tanta desigualdade...

Palpo ainda a densidade,

Mas não palpo a pulsação

De quem diz ter compaixão

Por esta comunidade

Que eu, há uma eternidade,

Amo, torrão a torrão,

Palmo a palmo, grão a grão,

Com toda a sinceridade

 

IX

Serei, talvez, raridade,

Ou apenas a excepção

Que leva à confirmação

De uma generalidade...

Sou-o de livre vontade,

Jamais por imposição,

Pois todo o meu coração

É um hino à liberdade;

Toda sou genuinidade

E, às vezes, contradição,

 

X

 

Mas quer tenha, ou não, razão

Dar-lhe-ei continuidade;

Meia de mim faz metade

De uma só, que faz questão

De viver na solidão,

Por mais que vos desagrade

Esta peculiaridade

Que julgais provocação,

Quando é somente a assumpção

Desta minha identidade.

 

*

 

Maria João Brito de Sousa – 20.11.2018 – 11.11h

 

 

Imagem retirada daqui


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Domingo, 18 de Novembro de 2018

OITAVAS MUITO SOLTAS

DEVERIA.jpg

OITAVAS MUITO SOLTAS

*

 

 

Não ando daqui pr`ali

sem saber o que fazer;

Tendo em conta o que perdi,

nada mais tenho a perder

e se, à esquerda, o coração

me empurrou para o seu lado,

não fui sem ter consultado

razões que tinha a razão.

 

II

 

Muito embora estando inútil,

nunca fui barata tonta,

nem delego em ganho fútil

questões de tão grande monta

quanto a própria poesia

que de tantos vai brotando

sem que muitos vão notando

que ela produz mais-valia.

 

III

 

Quem dá tudo quanto pode,

nunca a mais é obrigado

e, caso alguém se incomode,

responda que já foi dado

tudo o que tinha pra dar,

pois dando o que não tivesse

muito estranho me parece

que não estivesse a aldrabar.

 

IV

 

Minha musa entrou em greve

por falta de condições...

Sem ela, fiquei mais leve,

mas também sem mais opções

senão esta de ir escrevendo

quanto me venha à ideia;

Apagou-se-me a candeia

antes do sol estar nascendo.

*

 

Maria João Brito de Sousa – 18.11.2018 – 19.35h

 

 


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Sábado, 17 de Novembro de 2018

ALERGIAS...

Perdigão.jpg

ALERGIAS

*

 

Qual perdigão, perco o pio

e sem pio, qual perdigão,

fico toda frustração,

sinto a alma por um fio;

já não choro, já não rio,

já não gemo de paixão,

já não sinto a compulsão

de cantar ao desafio,

sinto febre, tenho frio...

que tremenda rouquidão!

*

 

Perdigão não perde a pena,

perde-se em pura afonia;

cada pio, cada agonia

que do piado lhe acena

vale por uma centena

de sorrisos de alegria...

Tem, Perdigão, alergia

a uma flor; a açucena

e não é nada pequena

essa incómoda avaria.

*

 

Maria João Brito de Sousa – 17.11.2018 – 14.29h

 

Imagem retirada daqui

 


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Domingo, 11 de Novembro de 2018

O DESCANSO DA MUSA

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O DESCANSO DA MUSA

 

(Oitavas)

*

 

É desejável que a Musa

descanse de quando em quando,

como a maré, recuando

assim que a Lua se escusa

a atraí-la e já confusa,

decide i-la libertando,

por uns tempos abdicando

da ilusão de que a usa...

 

*

Ganha a Musa, que descansa,

ganha a Lua, que não ousa

perturbar o que repousa

de tão agitada dança...

Repousada, mais alcança

quando em versos se descosa

e não duvido que a prosa

ganhe mais, se nos não cansa...

*

 

Como a maré, se vazia,

como a terra, se em pousio,

já não escrevo ao arrepio

da força que me movia.

Por que razão deveria

desfazer os nós do fio

sem parar, sem um desvio,

se sinto a Musa arredia?

*

 

Quando voltar, voltará,

não quero forçá-la a nada!

Sei que volta renovada,

vai dar mais do que ora dá

e a pausa lhe mostrará

não ter sido pressionada.

Vai, Musa! Estás libertada

do que te prendeu por cá!

*

 

 

Maria João Brito de Sousa – 11.11.2018 – 11.50h

 


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Sábado, 10 de Novembro de 2018

HISTÓRIAS DE CASAS II

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HISTÓRIAS DE CASAS II

(Décimas)

*

 

Mudas, nunca as casas foram...

Todas nos contam segredos

de tristezas ou folguedos

das gentes que nelas moram.

Das janelas que as decoram,

espreitam sonhos, espreitam medos,

alguns tímidos e quedos,

outros que, acenando, imploram

a atenção dos que demoram

a olhá-los, dos lajedos.

*

 

Têm códigos perfeitos,

mas fáceis de decifrar

por quem as queira escutar

e não tenha preconceitos,

mas todos ficam sujeitos

a saber interpretar

o que uma casa contar

sobre os seus sonhos e feitos

e até sobre os seus direitos

a falar, ou a calar.

 

*

 

Aprendi-lhes a linguagem

quando era pequenina

e a minha casa de esquina

sem porteiro, nem garagem,

repetia uma mensagem

qu`inda agora me fascina:

  • “Toda a luz que me ilumina

    Foi crescendo à tua imagem,

    Porque eu fui escora/ancoragem

    Do que tu foste, em menina.”

    *

 

Maria João Brito de Sousa – 09.11.2018 – 14.10h

 


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Terça-feira, 30 de Outubro de 2018

ALGUNS HÃO-DE ABRIR-SE EM FLOR...

Alguns abrirão em flor.jpg

 

ALGUNS HÃO-DE ABRIR-SE EM FLOR …

(Décimas)

*

Nem só a rosa tem espinhos;

Cactos dão espinhos e flores

na singeleza das cores

das areias dos caminhos,

nunca sendo tão daninhos

quanto certos ditadores

que, armando-se em salvadores,

vão maltratando os vizinhos

que não fiquem caladinhos,

nem lhes teçam mil louvores...

*



Tendo picos, como os cactos,

hei-de usá-los, com certeza,

contra a mentira, a torpeza

e outros tantos desacatos

bem comprovados por factos

e ouvidos com clareza,

pois não vou na correnteza

das intrigas e boatos

como alguns bandos de ratos

que da pressa foram presa...

*



Tenho picos? Picarei

sempre que for necessário

ir em sentido contrário

ao da flor que vos mostrei,

porque este pouco que sei

não tem nada de arbitrário

e tornou-se proletário

quando, inteirinha, troquei

o estatuto do que herdei

por um posto sem salário.

*



Picarei, mesmo sabendo

que a mim mesma causo dor

e que, seja como for,

mais e mais me irá doendo...

Pico tão só porque entendo

que bem mais dói, por temor,

ter de “dançar” ao sabor

do som que outros vão regendo...

Sou cacto, mas não me rendo,

que alguns hão-de abrir-se em flor!

*





Maria João Brito de Sousa -30.10.2018 – 14.12h







 


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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

HISTORIETA

historieta.jpg

 

  • HISTORIETA

  • *

  • (Décimas)

  • *

  •  

  • Asso a maçã do pecado,

  • ficam-me as culpas queimadas,

  • que às maçãs, quando “bispadas”,

  • toda a gente as põe de lado...

  • Não seria, Adão, tentado

  • a provar maçãs sagradas

  • caso as visse, assim, estragadas

  • depois de Eva as ter assado,

  • tanto e tão demasiado

  • que ficassem esturricadas

  •  

  • II

  •  

  • Ou mesmo carbonizadas,

  • parecendo terem brotado

  • de um fogo antes engendrado

  • para culpas já julgadas...

  • Muitas águas são passadas

  • depois de Adão ser tentado

  • e haver cedido ao seu fado.

  • Hoje as Evas, (des)culpadas,

  • compram maçãs nas bancadas

  • de qualquer supermercado.

  • *

  •  

  • Maria João Brito de Sousa – 19.10.2018 – 17.32h

 


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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2018

APOSTAR NA PREVENÇÃO

CALADA.jpg

 

APOSTAR NA PREVENÇÃO



(Décimas)

*

 

I

 

Era de chumbo, este céu,

e de chumbo se mantém...

quanto ao temporal, porém,

creio que se arrependeu

ou perdeu força e morreu

toda a fúria que o sustém,

Pois não tendo pai, nem mãe,

foi da fúria que nasceu

e da raiva em que cresceu

nunca saberá ninguém.



II



Continuo preparada,

não vá vir ele a caminho

deste florido cantinho

e, com súbita rajada,

arrasar toda a fachada

deste meu pequeno ninho...

Não me fio e nunca alinho

na vitória antecipada;

antes sou desconfiada

e, da rosa, aguardo o espinho.

*



Maria João Brito de Sousa – 11.10.2018 – 11.54h











 


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Sábado, 6 de Outubro de 2018

NÃO ME APETECE...

Não me apetece.jpg

 

NÃO ME APETECE!



(Décimas)

 

I

 

 

Por trás de um “não me apetece”,

há todo um mundo indizível,

quase, quase inacessível

ao que a razão nos oferece

e, ao coração, aborrece

por lhe não ser perceptível,

nem ser, de todo, sensível

ao que olha e que reconhece...

Por isso, a ambos parece,

nada apetecer, credível.



II



Pode-se lá descobrir

que motivos há por trás

desse sentir-se incapaz

de pensar, de reflectir,

se o coração não sentir

e a razão não for audaz?

Pensa-se, então, “tanto faz,

acordar, estar a dormir,

a chorar, ou a sorrir...

tudo o que hoje quero é paz!”



III



Insista, porém! Insista,

porque há sempre uma razão

pra nem mesmo o coração

ter o seu ponto vista

e pra que a razão desista

de encontrar a solução

por não ter resposta à mão...

Importa é que encontre a pista,

que pense mais, que resista

ao vazio da sensação!





Maria João Brito de Sousa – 06.10.2018 – 11.20h

 


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