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http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt

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EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

por muito pequenos que pareçam ser... NOTA - ESTE BLOG JAMAIS SERVIRÁ CAFÉS! ACABO DE DESCOBRIR QUE OS DOWNLOADS SE PAGAM CAROS...

TEMPESTADE NO MAR

25.08.20 | Maria João Brito de Sousa | ver comentários (6)
TEMPESTADE NO MAR * I * Que grande, o mar nesse dia! E como as velas vergavam Enquanto os homens tombavam À conta da ventania Sem saber se esse seria O dia em que não voltavam... As companheiras rezavam Mas nenhum deus as ouvia Que o mar irado rugia Bem mais do que elas (...)

BEM ME CALHAS, MAL ME FALHAS!

19.08.20 | Maria João Brito de Sousa | ver comentários (6)
BEM ME CALHAS, MAL ME FALHAS! I * Bem me calhas, se não falhas! Se de ti não vir sinais, Vão-se-me os sonhos reais E não sei viver de tralhas, Por isso vê se trabalhas, Ó Musa dos imortais, Dos sonetos que não trais, Do saber com que retalhas Texturas e fios de malhas, Desfa (...)

AGORA(S)

10.08.20 | Maria João Brito de Sousa | ver comentários (7)
AGORA(S) (esquiço) * No percurso de uma hora Tiquetaqueiam segundos E em cada hora há mil mundos Que se perdem tempo afora; * Todo o "depois" foi "agora" E os "agoras" moribundos Breves embora fecundos Num segundo vão-se embora * Porque o tempo é movediço, Escorre-no (...)

MOTE E MOTIVO

08.08.20 | Maria João Brito de Sousa | ver comentários (6)
"Quero um mote pra viver"!, Proclamei em tempos idos, E Mote passei a ser, Vi meus desejos cumpridos! * Não sei se mote, ou motivo, "Quero um mote pra viver"!, Passei a ser mote vivo E nada mais quero ser * Que esta coisa de escrever, Guarda-ma a Vida em arquivo; "Quero (...)

PONTO A PONTO, PEÇA A PEÇA

06.08.20 | Maria João Brito de Sousa | ver comentários (6)
PONTO A PONTO, PEÇA A PEÇA... * I * Ponto a ponto construídas Por mãos hábeis e seguras, As peças ganham costuras E em breve serão vestidas Ajustadas e medidas Sobre corpos. Mil mesuras, Quem sabe?, algumas censuras E eis as peças convertidas Em roupagens coloridas; Gola (...)

CORRER ATRÁS DE GAIVOTAS

03.08.20 | Maria João Brito de Sousa | ver comentários (4)
CORRER ATRÁS DE GAIVOTAS I Corria atrás das gaivotas Dando um nome aos sentimentos Só parando por momentos Pra farejar novas rotas E os ecos de algumas notas Já desfeitas em fragmentos Da pungência dos talentos Que nunca pagaram cotas Mas disputam, sem batotas, Um (...)

SEREIAS, CARAVELAS E PONTUAIS NAUFRÁGIOS

21.07.20 | Maria João Brito de Sousa | comentar
SEREIAS, CARAVELAS E PONTUAIS NAUFRÁGIOS * Lá, onde o meu mar me acusa de o não saber confrontar, uma sereia confusa apontou-me um outro mar * Minh`alma tonta, inconclusa, que não sabe recusar, num arroubo de alma lusa, dessa vez, ousou negar! * Que a sereia me seduza (...)

RESPONDO COM VOZ DE FADO

13.07.20 | Maria João Brito de Sousa | ver comentários (6)
RESPONDO COM VOZ DE FADO*  Respondo com voz de fado Que se o fado ganhou voz Foi por ter sido cantado E tão amado por nós*  E se assim, desenganado, Canta e se espalha veloz Em tão magoado trinado Espelhando saudade atroz *E em tão grande dor espelhado Como (...)

CENÁRIO(S)

27.06.20 | Maria João Brito de Sousa | ver comentários (2)
CENÁRIO(S) * Anjos de asinhas de estanho Mostram sorrisos rasgados Em simetria traçados E excessivos em tamanho. * Um dragãozinho comprado No chinês, por baixo preço, Exibe um corpo alongado Sobre um tapete algo espesso. * Junto à janela da sala De um vaso de dúbio gosto Brota uma planta que exala

ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE

25.06.20 | Maria João Brito de Sousa | ver comentários (5)
      ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE * (décimas à minha Mistral) * I * Pra vos falar com franqueza, A minha amiga Mistral Continua a passar mal... Que insustentável tristeza! Depois de tanta despesa E da ida ao hospital, Não está nem a dar sinal De se mostrar menos presa À aflição que mais a lesa;