.EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

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Domingo, 29 de Julho de 2018

IMPACTO AMBIENTAL

Ruídos ambientais.jpg

 

IMPACTO AMBIENTAL

*



Aos gritos e palavrões,

Troquei-os por dois perdões

Num dia de tempestade;

Sopravam estranhas monções

E nenhuma alma se evade

À santíssima Trindade,

Quando enfrenta vagalhões...

*

Pedi, portanto, perdão

Por, não tendo para o pão,

Ter-me feito ao meu caminho...

Não ouvi nem sim, nem não,

Que o mar em redemoinho

Cuspiu muralhas de linho

Sobre a minha embarcação...

*



Perdão!, gritei para o mar!

Tanto me dava gritar,

Quanto ter estado calado,

Pois ninguém veio ajudar

E o mar redobrava o brado

Tumultuoso e zangado,

Sem tempo pra perdoar...

*

Os perdões foram pedidos,

Mas não foram concedidos,

Que isso tenho por bem certo!

Dizem sábios e sabidos

Que estando o céu encoberto,

O mar entra em desconcerto,
Nem aos deuses dá ouvidos...

*

Sem nada poder fazer,

Sem ninguém pra me valer,

Morri nesse exacto dia

À hora do recolher

Dos toques de Avé Maria;

Uma onda me lavaria

Perdões, pecados e ser...

*



Morri, como tantos mais,

Mas sem protestos, nem ais,

Porque posso garantir

Que, nos momentos finais,

Vendo não poder fugir,

Me calei pra reduzir...

Impactos ambientais!

*



Maria João Brito de Sousa – 29.07.2018 – 17.12h

 

 

(Imagem retirada da net, via Google)

 


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Sábado, 7 de Julho de 2018

"CONSUMMATUM EST!"

Consummatum est.jpg

 

“CONSUMMATUM EST!”

*











Veste, a rainha, a preceito,

Levando o príncipe ao lado;

Olha o povo embasbacado

E um paparazzo, com jeito,

*





Tenta “flagrar” um defeito

No que foi protocolado,

Ensaiado e programado

Até estar mais que perfeito...



*



Do hemisfério direito,

Salta-me um neurónio atreito

Ao gargalhar bem troçado

*



Que me fervilha no peito...

 Bem pensado, melhor feito;

Eis o “crime” consumado!















Maria João Brito de Sousa – 07.07.2018 – 20.05h









 


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Segunda-feira, 2 de Julho de 2018

NÃO ESTAMOS SÓS? - ENCÉLADO

ENCELADO- Satélite de Saturno.jpg

NÃO ESTAMOS SÓS?



(Encelado)





Vão-se os anéis, fique a lua,

Se Encelado nos promete

Estágios que a Vida repete

Quando em si mesma se estua!

Mas, muito embora eu duvide

Das provas e até das fontes,

Vou espreitando os horizontes

Sobre os quais o foco incide;



Satélite natural,

Lua, não, que essa é da Terra,

Lá por Saturno se encerra,

Ou nasce o velho ideal

Da vida pr`além de nós

(mais provável que provada...)

Sempre é melhor do que nada

E, assim... não estaremos sós! :)



Maria João Brito de Sousa – 01.07.2018 – 10.13h





 

 


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Quinta-feira, 28 de Junho de 2018

SE A DUQUESA CRUZA A PERNA...

SE A DUQUESA CRUZA A PERNA.jpg

 

SE A DUQUESA CRUZA A PERNA...

 

(Sonetilho para descontrair)

 

 

 

 

Se a duquesa cruza a perna,

Ou se deixa de a cruzar,

Nem me chega a perturbar;

Republicana e moderna,

 

Não vejo nisso “baderna”,

Nem razão pra me espantar

E, só pra contrariar,

Levo a duquesa à taberna,

 

Converso, pago-lhe um copo

E fico à espera do troco

Pois grão a grão, bem sabemos,

 

Enche uma galinha o papo

E, mosca a mosca, enche um sapo

O barrigão que lhe vemos... 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 27.06.2018-22.07h

 


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Sexta-feira, 15 de Junho de 2018

CROCÂNCIAS & TEXTURAS

CROCÂNCIAS E TEXTURAS.jpg

 

CROCÂNCIAS & TEXTURAS



(Em oitavas)



Verificada a crocância

E bem testada a textura,

Dá-se início à cozedura

Que terá muita importância

Por ser parte essencial

De refeição que se preze

(seja pra dois, três, ou treze...)

Do resultado final.



Deixe-se a chama conforme

Mais convenha ao que é cozido;

Baixinha, se fino enchido,

Alta, se este for enorme,

Muito rijo para o dente

E, qual pedra de calçada

Que não quebra nem pisada,

Intragável se apresente.



Depois de finda a cocção,

De empratado e já servido

O que antes fora cozido,

Só falta a opinião

Sobre a crocância, a textura

E o sabor do novo prato,

(seja tofu, soja ou pato...)

Que no palato perdura.



Nas receitas cá de casa,

Já que agora não cozinho

Nem um simples arrozinho

E um belo seitan na brasa,

Não darei tanta importância

Ao rigor da “fazedura”

E, se não ligo à textura,

Menos ligo à tal crocância.



Chef Sónia, são pra si

Estas rimas salteadas

Que aqui lhe sirvo enfeitadas

Com canela e chantilly...

Só não respondo por elas

Em termos nutricionais,

Pois têm ovos a mais

E nem sei se as salmonelas



Não chegaram lá primeiro...

Será melhor que as não coma

E que preserve o seu ´soma`

Pra pitéu menos rafeiro

E bem menos arriscado,

Que este, conforme confesso,

Está virado do avesso

E cru, de tão mal passado...

 

 



Maria João Brito de Sousa – 15.06.2018 – 17.36h

 

 


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Quinta-feira, 14 de Junho de 2018

ERA UMA VEZ....

ERA UMA VEZ - Orfeu.jpg

 

ERA UMA VEZ...



Era uma vez uma Musa

Que, ao sentir-se atormentada,

Resolveu ficar calada;

Já não canta. Aparafusa.

Aparafusa confusa

Por não estar habituada

Nem à tarefa almejada,

Nem à sorte, que recusa,

De servir quem, de contusa,

Já não serve pra mais nada...

 

 

MUSA-



Ó Poeta, estás magoada?

A minha pena te acusa

De em má sorte seres profusa,

Mais do que em rima cantada!

Não foras tão descuidada,

Tão teimosa e tão obtusa,

Cantasses só, alma lusa,

E serias preservada...

Assim, ficas condenada

E para sempre inconclusa!

 

 

POETA -



Ó Musa, se não me aceitas

Para o bem e para o mal,

Não mais minha mão te vale,

A ti mesma te rejeitas!

E agora, de que enfeitas

A tua nudez total?

Quem te tempera de sal

Se sozinha não te ajeitas?

Contas feitas e bem feitas

Nosso pacto era ideal!



MUSA -



Poeta, terás razão,

Mas deverás ter em conta

Que sou musa, mas não tonta,

E que, com tanta aflição,

Nunca sei que direcção

Tomar, sem sofrer afronta...

Deixo-te a lira já pronta;

Toma em tua própria mão

O compasso da canção

E uma sorte de tal monta!





Maria João Brito de Sousa – 14.06.2018 – 10.10h





Respondendo ao desafio da MEA – Maria da Encarnação Alexandre - , décimas sob o mote “ERA UMA VEZ”.



 


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Quarta-feira, 13 de Junho de 2018

UMA DÉCIMA A UM PARAFUSO DISFUNCIONAL

PARAFUSO FENDA PHILIPS MADEIRA PN SEM PONTA.jpg

 

No colete, um parafuso

Por rebeldia tomado,

Recusou ser enroscado,

Perdeu função, perdeu uso...

Ó parafuso, eu te acuso

De comportamento errado;

Tornaste-te relaxado

Quando eu de ti nunca abuso...

Terás ficado confuso

Por quase me haver esganado?





Maria João – 12.06.2018 – 23.13h





NOTA – A precisar desesperadamente do apoio técnico de quem seja especialista em parafusos de próteses ortopédicas e more perto de nova Oeiras.

 


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Segunda-feira, 23 de Abril de 2018

ABRIL - O TAL VINTE E CINCO

O TAL VINTE E CINCO.jpeg

 

O TAL VINTE E CINCO



Aos vinte e cinco foi dia

Quando era de madrugada

E nesse dia a alegria,

Toda a alegria que havia,

Explodiu quando libertada.



Aos vinte e cinco chorou-se

Pelo motivo contrário

Ao que o estado novo trouxe;

Aos vinte e cinco cantou-se,

Sonhou-se um poder operário!



Tantos mil, fomos vontade,

Que num grito, um grito só,

Saudámos a liberdade,

Todos em pé de igualdade

E a pisar o mesmo pó,



O pó de todas as ruas

Metro a metro percorridas

Por chaimites, por charruas...

E sonhei, ou vi faluas

Trocar mar por avenidas?



Aos vinte e cinco, sonhámos,

Aos vinte e cinco sentimos

O sabor do que criámos

E desse dia guardámos

O que hoje não permitimos.



Depois? Depois aprendemos,

Porque, pouquinho a pouquinho,

Percebemos que o que temos

São sobras do que fazemos,

Mas mais ninguém está sozinho,



Por isso é que sempre urgente

Lutar mais, com mais afinco,

Lutar, tendo bem presente

Que sempre há quem rosne à gente

Que fez o tal vinte e cinco!



Maria João Brito de Sousa – 23.04.2018 – 09.46h

 


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Terça-feira, 3 de Abril de 2018

MEIO MANTO, O DE MARTINHO...

ARMINHO.jpg

 

MEIO MANTO, O DE MARTINHO

I

Nunca quebro os pés da quadra,

Quebro os pés com que caminho

Ao longo do que adivinho

Ser uma anónima estrada

Já velha e mal empedrada

Onde, passinho a passinho,

Por vezes sem pão, nem vinho,

Prossigo esta caminhada

Ora neutra, ora enfeitada

Por algo bem comezinho;



II

Se é Natal, por azevinho,

Mas, na Páscoa, amendoada,

Num bom folar cozinhada

Com mestria, com carinho,

Não fique outro irmão sozinho

Quando eu farta, alimentada

E pla vida agasalhada,

Guardo o manto de Martinho

Inteiro, muito inteirinho,

Sem sentir-me, eu, espoliada.



III

Não quebro a pedra à calçada,

Quebro a vida, ninho a ninho,

Se usar seda em vez de linho

E for de ouro a minha espada;

Não sei de espada dourada

Que não matasse um vizinho,

Que respeitasse um velhinho

Quando desembainhada...

Eu, que não trespasso nada,

Uso um meio, o de Martinho.



III

Deixo que o pequeno arminho

Crie em paz uma ninhada

E, caso trema gelada,

Engendro as tramas de um linho

Que teço devagarinho

Ao tear, bem concentrada...

A chama mais apagada

Há-de aquecer-me, é certinho!

Meio manto, o de Martinho,

Meio, o meu...estou-lhe irmanada!





Maria João Brito de Sousa – 03.04.2018 -15.15h





 


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Segunda-feira, 2 de Abril de 2018

PESCARIA(S)

PESCARIA.jpg

 

A PESCARIA



I

Lanço a fateixa. A jangada

Estremece e fica parada

No meu mar de beira rio...

À rede, já remendada,

Lanço-a à água... é tudo ou nada,

Que trago o bote vazio;

Venha atum, raia e safio,

Quando a malha for puxada

E outro mar de água salgada

Dela escorrer, fio a fio!



II

Mas se entre as malhas da rede

Não há peixes de verdade

E eu cometo a veleidade

De usá-los como quem cede

À distância que se mede

Entre invenção e verdade

Quando o poema me invade,

Que sede dessoutra sede

Que a minha sede precede,

Traz e leva, a quem nem pede,

Filhos do meu mar de jade?



III

Cordas que apenas invento

Tecem-me as malhas da vida

E a barca foi-me erigida

Num mar que eu mesma sustento...

Meus remos? Sopros de vento

À espera do que eu decida;

Se quero a fateixa erguida

Sobre um mar tão turbulento,

Ou se imóvel me contento

E lanço a rede em seguida.



IV

Pra que banquete, afinal,

Nos convida este poema

Se a autora finge que rema

No mar do seu próprio sal?

Em que jangada irreal

Singra as ondas do fonema?

Quem nos diz que vale a pena?

Quem jura não ser por mal

Que estende no areal

Uma ilusão pura e plena?

 

V

Parábola, alegoria,

Mas não mera brincadeira,

Pois não é coisa ligeira

Criar-se a malha vazia

Que, mais dia, menos dia,

Se há-de tornar verdadeira

Já que sempre achou maneira

De dar corpo à pescaria;

Mais pesca quem mais porfia

E, esta, porfia-se inteira!

 



Maria João Brito de Sousa – 02.04.2018 – 19.52h

 

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