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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

A PRIMEIRA VIAGEM DO POETA

pes.jpg

I



Percorreu o mundo inteiro

quando esse mundo era, ainda,

uma selva agreste, infinda...

Caiu em muito atoleiro,

perdeu pé quando o ribeiro

que atravessava, na vinda,

de uma terra amena e linda,

num repente traiçoeiro

transbordou do seu carreiro,

teve a vida na berlinda,



II



Resistiu, sobreviveu

a mil coisas que eu nem sonho,

provou do que é mais medonho,

mas nem assim se rendeu...

Não houve terra, nem céu,

que não beijasse, risonho,

ou, vez por outra, tristonho,

não suspirasse, qual réu

de um tribunal* muito seu,

onde agora o pressuponho,



III



Pois cabe-me a mim, poeta,

fazer, desta narrativa,

uma história presuntiva,

mas possível e completa,

verosímil e concreta

para que o poeta a viva

e, numa Barca cativa,

se faça à rota secreta

que foi sua predilecta,

porquanto imaginativa...



IV



Aqui dou por terminada

esta primeira Odisseia

de um Poeta que se estreia

e que, sendo acidentada,

bem sei ser dura e ousada,

mas não bonita, nem feia;

Nunca ninguém a refreia,

mesmo quando ameaçada,

punida ou chantageada

por quem, de fora, a falseia...





Maria João Brito de Sousa - 24.09.2016 - 19.28h



*alusão à consciência

 

 


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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2016

VIAGEM...

ICARO.jpg

Não sei em que dia, ou noite,

cheguei ao topo do mundo...

Dormira o sono profundo

de quem fora del`se acoite

e, quando acordo, este açoite

dum espanto mais que fecundo!

 

Roída a dor - ou surpresa? -

da coisa por conhecer,

rói-me a mim, quase a doer,

esta (in)grata, mas coesa,

sensação de, estando presa,

poder voar, se o quiser...

 

E vôo, mantendo os pés

bem firmes neste meu espaço...

Vejo, pedaço a pedaço,

o mundo, de lés a lés!

Viajo dentro de mim,

mas, sempre que vôo assim,

tenho a força das marés...

 

Lá do fundo, um chão qualquer

que nunca dantes olhara,

não vendo a dor que me vara,

vem compelir-me a descer...

Não tendo nada a perder,

recuso... viro-lhe a cara!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 01.09.2016 - 18.21h

 

 

 


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Segunda-feira, 4 de Maio de 2015

AI, SE A LUCIDEZ ME FALHA...

big_21575313_0_300-294.jpg

 

“Pobre de mim que sou só,

dentre os mais magra migalha,

se esta lucidez me falha

ao ponto de inspirar dó

quando a rudeza da mó

que espreme, humilha e retalha,

diz, de mim; “peste grisalha...”

e, reduzindo-me a pó

ou chamando-me “totó”,

me aponta e crava a navalha...”

 

Nunca o disse, mas pensei-o!

Mais; senti-o já na pele!

Venha um verso que protele

tão estranho e perverso meio

de mudar bonito em feio

antes que o destino o sele

estando, eu, colada a ele,

mesmo quando, em verso, anseio

tudo quanto não falseio

por mais que, a mim, me atropele...

 

Noite e dia mergulhada

neste mar de mil marés,

resisto em cada convés

de uma barca imaginada

em cujo bojo, selada,

rema a força de quem és

quando em mim, que morro aos pés

do que creio.... e porque nada

pode ter-me ajoelhada

aos presságios de outras fés!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 04.05.2015 – 15.05h

 

 

 


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