.EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

por muito pequenos que pareçam ser... NOTA - ESTE BLOG JAMAIS SERVIRÁ CAFÉS! ACABO DE DESCOBRIR QUE OS DOWNLOADS SE PAGAM CAROS...

Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

CRIPTIDENTIDADES

 

 

Sou estranha, já percebeste…

Sou tonta como a criança

Que dá dois passos de dança

E, logo a seguir, te afiança

Que tem um dom que é celeste…

 


Sou esquiva como um felino;

Territorial, ciosa

Dessa coisa misteriosa,

Insondável, preciosa

Que é o seu próprio destino…

 


Sou qual pássaro nocturno

Que não deixa de cantar

Se a noite o quiser calar

Ou se o Inverno chegar

Gelado, irado e soturno…

 


Sou de sonho, fogo e terra

Mas, se me fecho, sou ostra

Que não fala, não se mostra

E, mesmo que dê à costa,

Só morrendo se descerra…

 

 

 


Maria João Brito de Sousa - 20.11.2010 – 16.33h

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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

ILAÇÕES E OUTRAS BANALIDADES

 

Nunca tirando ilações

De ilações que outros tiraram

Sem que eu soubesse porquê,

Vou tomando as decisões

Que em acções se transformaram

Sempre que um de vós me lê…


Das acções – estes meus gestos

dos rituais de uma escrita –

Nascem sonetos, sextilhas

E toda a espécie de textos

Numa sequência infinita.

Todos eles pequenas ilhas,

Todos eles quais mares sem fundo,

Todos eles sempre girando

Como gira este planeta…

Quantas vezes não confundo

Os versos que vou rimando

Com a cauda de um cometa?


Tanta metáfora vejo

Em tudo aquilo que crio,

Como podeis comprovar,

Que outras coisas não desejo

- e em mais nenhuma me fio… -,

Dessas, banais, que encontrar…

 

 


Maria João Brito de Sousa

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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

AI, TANTA DOR!!!!

 

Tanta dor, tanto problema,

Tanta coisa por escrever…

Mas… a mim, quem me condena

Se o não conseguir fazer?


Nas costas tenho uma faca,

Nas pernas, a anestesia

De quem perdeu robustez…

Sinto-me dorida e fraca,

Tão estragada e doentia

Quanto… O Paciente Inglês!


Tanta dor, tanto problema,

Tanta coisa por escrever!

Mas… a mim, quem me condena

Se o não conseguir fazer?


Tenho febre e tenho tosse,

Espirro tanto que parece

Que cheirei o pimenteiro…

Quem me dera que isto fosse

Uma coisa que pudesse

Pôr-me, no bolso, dinheiro!


Tanta dor, tanto problema,

Tanta coisa por escrever!

Mas, a mim… quem me condena

Se o não conseguir fazer?


Mas não! Não é nada disso!

Provavelmente é só gripe

E eu estou a ficar piegas…

[se fosse pão com chouriço

tirava-me o apetite

pr`o jantar de beldroegas…]


Tanta dor, tanto problema,

Tanta coisa por escrever!

Mas… a mim, quem me condena

Se o não conseguir fazer?  :)

 

 


Maria João Brito de Sousa – 14.11.2010 – 20.54h

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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

ABSOLVIÇÃO

 

Eu só te absolvo

Se a tua alma deixar, se arrependida

Chorar ajoelhada e decidida

A resolver o que eu já não resolvo.


Eu nada peço

Senão este luar de horas de espanto

Que me traga mais luz noutro recanto

Do que a do estranho encanto em que me teço.


Só te recordo

Quando alguém me falar dessoutro tempo

Em que leguei ao mundo o meu talento

Sem desfazer, mais tarde, o louco acordo


E parto,

Pois nunca mais ninguém irá obstar

A que venda os meus dias de luar

Por tão absurdo, inalcançável preço…

 

 

Maria João Brito de Sousa

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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

POETA É...

 

Com tanta gente vulgar

A dizer que pinta e escreve,

Aparecer um ser lunar,

Que já nem paga o que deve,

A viver da poesia,

Parece ser tão esquisito

Que se torna uma heresia

E alguém diz: - Não acredito!

Não acredito, nem quero,

Sequer, que seja verdade!

Poeta a viver no mero

Limiar da dignidade?


Artista é “gente” importante

Bem vestida e bem calçada,

Nunca esse insignificante

Sem aparência, sem nada!


Poeta é “gente” bonita,

Com carro” topo de gama”

E um livro novo, com fita,

Pousado à beira da cama…


Artista, acima de tudo,

É pessoa endinheirada!

Não aquele velho barbudo

Que pede à beira da estrada!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 04.09.2010 -17.51h

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

CUIDADOS DOBRADOS

 

 

Diz-me alguém: - “Tu estás em perigo!

Tem cuidado, um velho amigo

Diz que o é, mas nunca o foi!”

Mas, a mim, já me não dói…

Tenho é de tomar cuidado

Não vá ele ter-se enganado

E o perigo nem existir…

Mas agradeço. A sorrir.


Podem vir dar-me conselhos

Os mais e os menos velhos,

Exibindo os próprios medos.

Eu, que não tenho segredos,

Acabo por transformar

Coisas que fazem chorar

Na própria matéria-prima

Com que teço a minha rima…


Afinal, a poesia

Não nos traz tanta harmonia

Quanto podemos julgar

A não ser quando mostrar

A chave da nossa essência…

Poetas, tenham paciência,

Sei o que estou a dizer;

No princípio… é a doer!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 04.09.2010 – 16.06h

 

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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

OBRAS NO TELHADO...

 

 

O telhado deste prédio

Ficou todo esburacado;

Faz chuva, chove cá dentro…

Eu não tenho outro remédio

Senão deixar que o telhado

Me dê conta do talento…

Foram horas, vão ser dias,

Tanta canseira… eu só espero

Que o telhado fique bem,

Que não dê mais arrelias…

No fundo, aquilo que eu quero

Todos vós o quereis, também…


Um chapéu de viga e telha

Toda a casa tem de ter

Pr`a se tornar habitável…

Mas se a casa já está velha

Pode sempre acontecer

Poder ser inevitável

Fazer furos, repor vigas,

Mudar telhas e caleiras,

Reforçar aqui e ali…

Se as nossas próprias barrigas

Também nos trazem canseira...

Ao menos casa… eu escolhi!

 


Maria João Brito de Sousa – 02.09.2010 – 11.47h

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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

TOCAR, SONDAR, PRESSENTIR...

 

Tocar, sondar, pressentir

Tantas coisas intangíveis,

Como são alguns segredos,

Pode fazer ressurgir

Fantasmas bem mais temíveis

Que os rastos de antigos medos…

 


No entanto, seduzido,

Já não consegues parar

E a “sondagem” continua

Até que, por fim rendido,

Estarás a imaginar

Que estás a brincar na rua,

Que chegou um estranho vulto,

Que ele entrou na brincadeira,

Que a rua é grande demais…

E depois, como um insulto,

A cena é tão verdadeira

Que corres para os teus pais…

Não lhes falas do que viste

- ou do que julgaste ver… –

Mas tens medo e vais ficando…

Podes dizer que estás triste

Ou cansado de correr,

Mas só estarás constatando:

 


“- Tocar, sondar, pressentir

Tantas coisas invisíveis

Com a ponta dos meus dedos,

Fez-me, agora, descobrir

Monstros enormes, terríveis,

E eu… protegi-me dos medos!”

 

 


Ao menino que brincava perto da janela do quarto,

ao processo natural de aprendizagem, aos traumas infantis, aos mineiros chilenos que ainda estão subterrados e à Vida. A essa extraordinária aventura que é a Vida e da qual tudo isto faz parte.

Para o bem e para o mal.

 

 

Maria João Brito de Sousa - 26.08.2010 - 22.31h

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Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010

NÃO ME LEVEM A SÉRIO!

 

Não me levem muito a sério!

[levem-me a sério demais…]

Posso ser perturbadora,

Deitar abaixo um império

Só por causa de uns pardais

E, a seguir… ir-me embora!


Nunca se importem comigo!

Tudo o que digo é loucura

[tudo o que digo é verdade…]

E, mesmo que esteja em perigo,

Pinto o quadro, ato a moldura,

Sem achar que isso é vaidade…


Não me ouçam porque, se ouvirem,

[ouçam mesmo que eu me cale…]

Incorrerão em pecado

Pois se as palavras caírem

Nos ouvidos de um que fale…

[não liguem… está tudo errado!]

 

 


Maria João Brito de Sousa – 15.08.2010 – 14.42h

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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010

DIGITALIZANDO,ANDO,ANDO...

 

Sempre a digitalizar

Horas e horas sem fim,

Temo poder-me enganar,

Digitalizar-me a mim…


Se me torno digital

Quem digitalizará

Este universo real

Das imagens que aqui há?


Devo ter muito cuidado,

Trabalhar com parcimónia

Sem descurar o teclado

Mas sem fazer cerimónia,


Pois são tantas as imagens

Que as nem posso imaginar!

Passo as horas na contagem

Do que aqui tento guardar…


Uma antiga, outra nem tanto…

E devo, ou não, separá-las?

Guardar uma em cada canto

Pr`a poder, depois, estudá-las?


Se recordar é viver,

Eu estou a viver mil vidas…

Que bem me está a saber!

E tenho honras garantidas!


O pior é encontrar,

Neste caos que me rodeia,

Matéria pr`a navegar

Nesta histórica epopeia…


É que, sempre a trabalhar,

Tenho receio de, assim,

Ficar confusa, trocar,

E arquivar-me antes do fim…

 

 

 


Maria João Brito de Sousa – 10.08.2010 – 19.11h

 

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