.EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

PERFEIÇÕES E IMPERFEIÇÕES

Ser “poeta sem saudades”,

Sem prantos, nem desventuras,

Pode ser pouco comum,

Mas… só sei dizer verdades

E essas nunca serão duras

Para poeta nenhum…

 

Numa vida que, em passando,

Me deixou, em vez de rugas,

Negras letras de impressão

Que desejo e não comando,

Todos os versos são fugas,

Do meu “ego”… à tentação…

 

Mas, se perdida por dez…

Fico perdida por mil

Pois, dê lá por onde der,

Eu escolho as rimas em vez

Da perfeição mais subtil

Que alguém me possa oferecer!  

 

 


Maria João Brito de Sousa

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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

HÁ FOME NO MEU PAÍS!

Há fome no meu país

E alguém me veio dizer

Que Abril já fora esquecido

E arrancado à raiz

De um ideal por colher,

Que o país estava perdido…

 

Longínquo, evoco o perfil

De um dia de liberdade

Com carabinas nas ruas;

Recordo os cravos de Abril

Florindo numa cidade

Que acenava de mãos nuas

 

E, do mais fundo de mim,

Renasce um cravo qualquer

Dessa memória evocada…

Portugal não morre assim

Enquanto entre nós houver

Gente sã, gente acordada!

Há fome no meu país,

E alguém me veio lembrar

Que os cravos de Abril murcharam…

Com ou sem fome, o que eu fiz

Foi “dar a cara” e mostrar

Que houve alguns que perduraram!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

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Terça-feira, 3 de Maio de 2011

AGORA É IMPOSSÍVEL...

 

Se à frente de mim houvera

Sete mil anos de vida

No alvor da Primavera

Da estrada já percorrida…

 

Se nas minhas mãos houvera

Mais força, maior talento,

Se nelas inda coubera,

Como antes, o pensamento…

 

Se na minha pele houvera

Brilhos de seda e veludo

Onde nenhum Tempo espera

Por quem fez tanto de tudo…

 

Se no meu “histórico” houvera

As devidas sinergias

Na construção da quimera

De ser “eu” todos os dias…

 

Se no meu percurso houvera

Essa passagem de nível

Da tábua que alguém estendera…

[Mas… agora? É impossível!]

 

Maria João Brito de Sousa

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AGORA É IMPOSSÍVEL...

Se à frente de mim houvera

Sete mil anos de vida

No alvor da Primavera

Da estrada já percorrida…

 

Se nas minhas mãos houvera

Mais força, maior talento,

Se nelas inda coubera,

Como antes, o pensamento…

 

Se na minha pele houvera

Brilhos de seda e veludo

Onde nenhum Tempo espera

Por quem fez tanto de tudo…

 

Se no meu “histórico” houvera

As devidas sinergias

Na construção da quimera

De ser “eu” todos os dias…

 

Se no meu percurso houvera

Essa passagem de nível

Da tábua que alguém estendera…

[Mas… agora? É impossível!]

 


 

Maria João Brito de Sousa

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Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

RAIOS, CORISCOS E VERSOS BANAIS

Ele são raios e trovões

A desenhar pelo céu

Os coriscos e clarões

Que a trovoada acendeu!

 

Nestas trovas “poetando”,

Quase não oiço o barulho

Que fica muito mais brando

Assim que em versos mergulho…

 

Esta veio adiantada…

Estamos, ainda, em Abril

E a cidade habituada

A banhar-se em “águas mil”…

 

Faz trovoada! Recordo

Os meus maios de menina

E, a cada trovão, concordo

Que esta é forte e repentina…

 

Faz trovoada lá fora

E eu aqui, sem ver um raio…

Eu, que fui dona e senhora

Das trovoadas de Maio!

 

Lisboa, toda granizo,

Não fugiu à saraivada

Que apagou cada sorriso

Da gente muito assustada,

 

A princesa Cinderela

Casou com o seu “princês”

E eu não olhei pr`a ela,

Nem sequer uma só vez!

 

Já farta de ser banal

Dizendo o que todos sabem,

Ponho-lhe um ponto final.

[Versos? Só os que me “agarrem”!]

 

 

Maria João Brito de Sousa – 29.04.2011 – 20.41h

 

 

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2011

PERFIL DE MULHER

Percorro o mesmo caminho

Que um outro humano qualquer

[meu céu tem forma de ninho

como um ventre de mulher…]

 

Quando o dia se aproxima

Ergo, à luz do que farei,

Um templo à estranha menina

Que fui, que sempre serei…

 

Canto as horas e os minutos

Em palavras que improviso

Como se fossem os frutos

Com que alimento o meu riso,

 

Salto na corda dos dias

E, ao saltar, fico parada

Rememorando arrelias

De quem nunca arriscou nada

 

Nuns dias, de barro humano,

Noutros, feita de papel,

Fiz nascer asas de pano

No dorso do meu corcel

 

Quis então soltá-lo ao vento

Mas ele nem tentou partir…

Deu-me em troca algum talento

Que ninguém queria assumir…

 

Mais tarde, quando ele morreu,

Peguei nas asas, voei,

Fui levar quanto era seu

Ao céu que eu nunca encontrei

 

Procurei com mais jeitinho

E acabei por perceber

Que o céu cabia, inteirinho,

Neste perfil de mulher…

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 27.04.2011 – 18.21h

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Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

DEMASIADO LONGE?

 

Lá longe e voa sozinho

Aquele pardal de cidade

Que nunca largara o ninho

Nem gozara a mocidade…

 

Tão longe! Ninguém diria

Que uma avezinha banal

Chegasse onde não podia

Chegar mais nenhum pardal…

 

Voou tão longe e tão alto

Que ninguém o viu passar;

Cá em baixo, o duro asfalto,

Por cima, o brilho lunar…

 

Não parou… se não podia!

Se a Natureza o chamava

Nos tons de uma melodia

Que nenhum outro escutava…

 

Voou! Foi além da Lua,

Viu passar estrelas cadentes

Sem se opor à força crua

Que assim tentava inocentes…

 

Estava já longe demais

Quando, em vão, tentou voltar...

[eu, como os outros pardais,

voo o que posso voar!]

 


 

 

Maria João Brito de Sousa – 26.04.2011 – 19.18h

(Tão repentino como um jorro de torneira…)

 

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

FICA TÃO PERTO SONHAR...

Nada compro e não me vendo.

Pouco tenho, na verdade…

Mas serei quem, nada tendo,

Se multiplica em vontade!


Um pouco de tempo agora,

Um bocadinho, depois,

E, antes de me ir embora,

Consegui escrever por dois!


Quase nada vos darei

Mas, desta humilde pertença,

Sei muito bem que farei,

Muito mais tarde, a dif`rença…


Posso nunca ter certezas

Mas, não me faltando a fé,

Transformo em força as fraquezas

Escrevendo da proa à ré!


Angústias e depressões

Foram ficando pr`a trás,

Noutras quaisquer dimensões;

Se “poeto”, é sempre em paz!


Talvez tão estranha existência

Me coloque em situação

De provocar turbulência

Neste mar de multidão,


Mas, de tudo o que fizer,

Quero estar muito segura

De ser poeta e mulher;

Uma escreve… a outra é pura.


Enquanto, nisto, for útil,

Pr`a quê forçar o caminho?

Tudo o mais parece fútil

E um Poema é sempre um ninho…


Se nele me puder deitar

Depois de cada passada…

Fica tão perto sonhar

E é tão longa a caminhada!

 

 


Maria João Brito de Sousa – 14.02.2011 – 18.45h

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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

AI, TANTA DOR!!!!

 

Tanta dor, tanto problema,

Tanta coisa por escrever…

Mas… a mim, quem me condena

Se o não conseguir fazer?


Nas costas tenho uma faca,

Nas pernas, a anestesia

De quem perdeu robustez…

Sinto-me dorida e fraca,

Tão estragada e doentia

Quanto… O Paciente Inglês!


Tanta dor, tanto problema,

Tanta coisa por escrever!

Mas… a mim, quem me condena

Se o não conseguir fazer?


Tenho febre e tenho tosse,

Espirro tanto que parece

Que cheirei o pimenteiro…

Quem me dera que isto fosse

Uma coisa que pudesse

Pôr-me, no bolso, dinheiro!


Tanta dor, tanto problema,

Tanta coisa por escrever!

Mas, a mim… quem me condena

Se o não conseguir fazer?


Mas não! Não é nada disso!

Provavelmente é só gripe

E eu estou a ficar piegas…

[se fosse pão com chouriço

tirava-me o apetite

pr`o jantar de beldroegas…]


Tanta dor, tanto problema,

Tanta coisa por escrever!

Mas… a mim, quem me condena

Se o não conseguir fazer?  :)

 

 


Maria João Brito de Sousa – 14.11.2010 – 20.54h

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Terça-feira, 28 de Setembro de 2010

TIA MARIA DAS PULGAS

 

Tia Maria das Pulgas

Deixou duas “cagadelas”

Na barriga do meu cão

E eu fui logo atrás dela

- sou mais lesta do que julgas! –

Para lhe dizer que não;


- Está quieto, ó bicho "ourado"

Que tens a barriga cheia

Do sangue que foi roubado

À minha nobre alcateia!


Mas a pulga era teimosa

E só queria usufruir

Da refeição copiosa

Que ali estava a descobrir…


- Se me quiseres expulsar

Vais ter muito que fazer

Pois se eu começo a pular,

Tu nem me consegues ver!


`Inda hoje a “caça “prossegue,

Eu estou quase a desistir

E o meu cão diz que consegue

Ouvir a pulguita a rir…

 

 

 


Maria João Brito de Sousa – 26.09.2010 – 16.39h

 

 

Mais um poema para os mais pequeninos

 

Imagem retirada da internet

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