.EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

por muito pequenos que pareçam ser... NOTA - ESTE BLOG JAMAIS SERVIRÁ CAFÉS! ACABO DE DESCOBRIR QUE OS DOWNLOADS SE PAGAM CAROS...

Quarta-feira, 2 de Novembro de 2016

SONETILHO COM VISTA PARA OS MARES DA LUA

FullMoon2010.jpg

 

 

Hoje a Lua está tão perto

Que quase posso tocá-la!

Dela só quero esse incerto

Das marés que irão banhá-la

 

 

E julgo ter descoberto

Que é desse mar que ela fala,

E  é nessas marés, decerto,

Que eu hei-de, um dia, alcançá-la…

 

 

Da janela em que repouso

Olho esses mar`s que mal ouso,

Quando ouso ao longe, avistá-los

 

 

E lá por serem lunares

Não deixarão de ser mares

Nem eu vou deixar de amá-los...

 

 

Maria João Brito de Sousa – 01.11.2010 – 15.41h


rematado por poetaporkedeusker às 23:29
link do post | remate | adicionar ao produto final
|
Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2015

ATRÀS DE UM MURO...

images (33).jpg

Este poço não tem fundo

E é tal qual um labirinto

A que querem conduzir-nos!

Eu, nestas voltas do mundo,

Dizendo aquilo que sinto

Já nem os oiço mentir-nos…

 

Nesta escuridão global

A que o capital nos leva

Como gado ao matadouro,

Já nem a bem, nem a mal,

Há quem creia que tal treva

Seja o brilho de um tesouro…

 

Mesmo à beira do abismo

E ainda de olhos fechados?

Tem cuidado, abre-os depressa,

Que, a qualquer momento, um sismo

Vai fazer tombar telhados

Sem trazer-te outra promessa!

 

Ainda crês no sistema?

Tens assim tanto a perder

Que te impeça de pensar

Que, manter o velho esquema

De olhar sem nada fazer,

Nunca mais vai resultar?

 

Lutamos também por ti

Que ainda estás reticente,

Que te habituaste à “canga”

Que também eu já senti

Mas arranquei no repente

Do culminar de uma zanga!

 

Junta a tua voz à nossa

Por um mundo de equidade

Num planeta com futuro,

Não no lodo desta fossa

Onde escondem a VERDADE,

Disfarçada, atrás de um muro!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 16.10.2011 -17.00h


rematado por poetaporkedeusker às 12:21
link do post | remate | ver remates (2) | adicionar ao produto final
|
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2015

TRÊS DÉCIMAS AO ESPANTO

digitalizar0012.jpg

 

Deste espanto de pensar,

deste imenso desconcerto

de, olhando a morte de perto,

poder pela vida optar,

ainda que pr`a adiar

um final que dei por certo,

no dia em que, em grande aperto,

ela me tentou levar

e eu lutei pr`a conquistar

o espanto em que hoje desperto,



Bem como este de acender,

na luta de cada dia,

toda a chama de energia

que esse espanto conceder

e deste, de conceber

a batalha que se adia

mal a vida a contraria,

mas que faço por vencer...

Do mais, que eu nem sei dizer,

nasce, em espanto, a Poesia



Pois, cada verso que canto,

sendo ao espanto dedicado,

me parece estar espantado

por ter-me espantado tanto...

Não fosse, porém, o espanto,

que o tivesse originado,

como é que um verso, acossado,

se imporia se, em quebranto,

nascesse afogado em pranto,

em vez de em espanto gritado?





Maria João Brito de Sousa - 23.09.2015 - 17.02h

 


rematado por poetaporkedeusker às 20:15
link do post | remate | ver remates (2) | adicionar ao produto final
|
Terça-feira, 24 de Junho de 2014

SEM CENSURAS!

 

Décimas

 

Nunca embarco em “fingiduras,

Discursata, ostentações…

Sei que arrisco uns trambolhões

Quando, em tábuas mal seguras,

Enfrento, estando às escuras,

Ogres, bruxas e papões

Que me acenam com poções

Feitas de estranhas misturas

De ervas que prometem curas

Mas provocam comichões

 

E podem causar tonturas,

Dor de cabeça, aflições,

Enjoos e sensações

Cujos sintomas descuras

Mas que serão sempre obscuras

Causadoras de lesões

Se te esqueces das lições

Deixadas por ditaduras

Que ninguém diria impuras

Antes das infestações…

 

Venham já vacinações

Porque as coisas estão tão duras,

Andam pr`aí  tais loucuras,

Tremedeiras e sezões

A afectar tantos milhões

Dos que sentem as securas

Nas dolorosas agruras

Destas cruas convulsões

Que nunca atingem patrões,

Mas nos matam!!!  (SEM CENSURAS)

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 23.06.2014 – 22.59h

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 12:35
link do post | remate | ver remates (2) | adicionar ao produto final
|
Segunda-feira, 17 de Março de 2014

GNOSCE TE IPSUM

 

 

Mote

 

“O coração diz-me: - Sim!

Eu digo… nem sei o quê…

Para além do que se vê,

Eu não sei nada de mim…”

 

António de Sousa, 1944

 

 

Glosa

 

 

GNOSCE TE IPSUM

 

 

Eu procuro, à flor da pele,

Ao poema, o seu sentido

Pois julguei tê-lo perdido

E, não me encontrando nele,

Encontro, em cada papel,

Uma planície sem fim

Como se fosse um jardim

De tamanho desmedido,

Mas mal nel`escrevo, rendido,

“O coração diz-me; - Sim!”

 

Portanto, insisto em escrever-me,

Vou do contexto, à textura,

Escrevo de forma segura,

Da flor da pele, chego à derme,

Vou mais fundo, sem perder-me,

E, conforme aqui se lê,

Se encontro alguém que o não crê

Que, pervertendo a procura,

Com mil farpas me perfura,

“Eu digo… nem sei o quê…”

 

Bastar-vos-ia que, ao ler-me,

Lembrásseis que essa leitura

Nunca dispensa ou descura

Uma intenção de entender-me

E eu não recuso bater-me

Por tudo quanto em mim é

Feito da força e da fé

Que escapa à gente imatura

Cuja inconstância tortura

“Para além do que se vê”…

 

Mal este frio me congele

Antes do tempo devido,

Em vez de ter-me vendido,

Terei provado o tal fel

Que é servido a todo aquele

Que esteja perto do fim

E se isto for desmentido

Por quem, ao tê-lo bebido,

Me diga não ser assim,

“Eu não sei nada de mim…”

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 06.11.2013 – 13.21h

 

 

 

Nota importante para o leitor - Quadra de António de Sousa glosada em décimas

 

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 21:49
link do post | remate | adicionar ao produto final
|
Terça-feira, 8 de Outubro de 2013

SEIS QUADRAS PARA CANTAR QUATRO QUINTOS DE UMA VIDA

Quem canta um corpo, e não mente,

Se o corpo inteiro lhe dói?

Quem, estando o corpo doente,

Exalta a dor que o destrói?

 

Eu, se canto, é na lembrança

De um viver menos dorido,

Quando recordo a pujança

De um tempo nunca esquecido

 

Porque, chorá-lo... não choro!

Trago as lágrimas guardadas

Num limbo onde, hoje, decoro

Ruas, canteiros e estradas

 

E, nel`, trago um mar imenso

De vagas encapeladas

Onde uso a rima em consenso

Com sensações mal explicadas,

 

Pois... quem canta, sem mentir,

O que mais lhe vai doendo

Se o silêncio permitir

Que da dor se vá esquecendo?

 

Porém, do beijo mais tolo

Que dei na boca da vida,

Ficou-me, grato, o consolo

De a ter sentido rendida!


 

Maria João Brito de Sousa – 08.10.2013 – 17.53h

 

 

NOTA DA AUTORA – As primeiras cinco quadras foram encontradas já manuscritas, sem data nem título, numa pequena “acção de limpeza de papéis velhos”. Não faço a menor ideia se já foram ou não publicadas online.

A última nasceu hoje, conforme data e hora transcritas. Foram feitas pequenas reformulações, nas cinco quadras casualmente encontradas.

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 18:11
link do post | remate | adicionar ao produto final
|
Sábado, 4 de Maio de 2013

POEMETO CONTRA-RELÓGIO

 

 

POEMETO A “CONTRA-RELÓGIO”

 

 

 

 

A noite chega tão tarde

Que nem o verso aproveita

Toda a chama que nele arde

Quando tão tarde se deita

E a simples compensação

De dormir “mais um pedaço”,

Só basta aos que não farão

Nem metade do eu faço!

 

Tudo o que faço me custa

Muito mais que a qualquer um

Por comparação, “mui” justa,

Com quem não “fizer nenhum”…

 

Tenho a tensão “abalada”,

Tenho anticorpos no sangue,

Estou anti coagulada…

Dou dois passos… fico exangue!!!

 

Mas, mesmo exangue, não paro

Pois meus queridos animais

Estão, também, num tal “preparo”

Que exigem cada vez mais…

 

Agora, cheia de sono,

Terei de ir buscar areias

Pr`aqueles que não abandono

Pelas ruas sempre cheias

Dos casos de negligência

Ou mesmo incapacidade

De quem, face à indigência,

Os “descarta” na cidade…

 

Ando tão devagarinho

Apesar de muito querer

Apressar o meu caminho

Pr`a depressa os socorrer

Que, às vezes, me sinto farta

Dos vagares do próprio passo

Mas se o corpo me descarta

Toda esta pressa em cansaço

Nem vale a pena ter pressa

Porque a “mazela” é mais forte;

Não há nada que a impeça

De me impor; Vagar ou… Morte!

 

 

Maria João Brito de Sousa – (a contra-relógio) 21.04.2013- 17.27h


Imagem - Eu, o Kico e o Garfield - Fotografia de Carlos Ricardo

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 12:48
link do post | remate | adicionar ao produto final
|

SEM GRANDES FILOSOFIAS...

 

Sextilhas em redondilha maior

 

 

 

 

SEM GRANDES FILOSOFIAS…

 

 

Foi na vivência dos dias,

Sem grandes filosofias

Nem sombra de frustrações

Que deixei pr`a trás os medos

E desdenhei dos segredos,

Intrigas, contradições,

 

Pois, persistente e madura,

Impus, à minha procura,

Rumos de anseio e canseiras,

Diferentes de quanta gente

Os busca sofregamente

Sem vislumbrar-lhes fronteiras…

 

Já no respaldo dos anos,

Se a mim causei alguns danos,

A ninguém prejudiquei

Pois, dê lá por onde der,

Farta de tanto saber,

Sei que muito pouco sei,

 

Mas que essa sabedoria

Brota da rima tardia

De uns “porquês” mal perguntados

Pela espera que não cansa

Da voz altiva, mas mansa,

De alguém desfeito em bocados

 

Pelas mãos de um mero acaso

Que nasceu fora de prazo,

Mas tornou determinante

A escolha, muito precoce,

Do sentido - amargo ou doce! -

Que aponte um céu mais distante…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 01.04.2013 – 18.44h

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 12:42
link do post | remate | adicionar ao produto final
|
Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013

MAR DE POESIA - Sonetilho

Quanto “Mar de Almas" existe,

Espraiando, entre ondas cavadas,

Lamentos de gente triste,

Versos, rimas, gargalhadas...

 

Nesse mar, que em nós resiste,

Quantas ilhas encantadas

Já encontraste ou já viste

Pelas ondas naufragadas?

 

Navego, mesmo perdida,

Contra ventos e marés,

Sobre a onda indesmentida

 

De um mar que só me convida

A nele ir molhar os pés

E onde eu "molho", inteira, a vida…



 

 

Maria João Brito de Sousa -



Escrito há pouco, de improviso, no http://ligeirinha.blogs.sapo.pt/ em resposta ao sonetilho "Mar de Almas" do http://poetazarolho.blogs.sapo.pt/ .


Publicado, neste blog, depois de ligeiramente reformulado.

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 17:32
link do post | remate | ver remates (6) | adicionar ao produto final
|
Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012

VERDADE E... CONTRÁRIOS

Bebi verdade e contrários

De um milhão de versos vários

Nascidos de uma tal sorte

Que formaram corolários

De uns julgamentos primários…

Ninguém me adivinha o Norte!

 

Mil poemas, como este,

Da mesma doçura agreste,

Foram por mim cinzelados…

Tu, que me julgas a Leste,

Espelhas nos versos que leste

A mulher feita em bocados,

Mas nem mesmo adivinhaste

Donde lhe vem tal contraste,

O que a move ou por que escreve…

Dirás que talvez lhe baste

Enfrentar todo o desgaste

De quem a escrever se atreve…

 

Bebi mentira, invenção,

Mastiguei quanta ficção

Se engendra na “esfera azul”

Silenciando a razão

Pela qual, à criação,

Ninguém descortina o Sul…

 


 

Maria João Brito de Sousa – 06.09.2012 – 17.48h

 

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 18:24
link do post | remate | ver remates (8) | adicionar ao produto final
|

.OS PORQUÊS...

.pesquisar

 

.Setembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
28
29
30


.posts recentes

. SONETILHO COM VISTA PARA ...

. ATRÀS DE UM MURO...

. TRÊS DÉCIMAS AO ESPANTO

. SEM CENSURAS!

. GNOSCE TE IPSUM

. SEIS QUADRAS PARA CANTAR ...

. POEMETO CONTRA-RELÓGIO

. SEM GRANDES FILOSOFIAS...

. MAR DE POESIA - Sonetilho

. VERDADE E... CONTRÁRIOS

.ARMAZÉNS DO FUTURO

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Dezembro 2014

. Outubro 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Maio 2013

. Fevereiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

.tags

. todas as tags

.PROMOÇÕES:

. CONVERSANDO COM MARIA DA ...

. É a arte, solidão?

. SO(LAS)

. “A Linha de Cascais Está ...

. CANTIGA PARA QUEM SONHA -...

. Our story in 2 minutes

. «A TAUROMAQUIA É A ÚNICA ...

. Novidades a 13 de Dezembr...

. LIMPAR PORTUGAL

. Ler dos outros... (cróni...

.links

http://www.avspe.eti.br/poesias/MariaJoaoBritodeSousa/Poesias.html http://www.avspe.eti.br/poesias/Sonetilhos.htm

.Remates

.subscrever feeds