.EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

por muito pequenos que pareçam ser... NOTA - ESTE BLOG JAMAIS SERVIRÁ CAFÉS! ACABO DE DESCOBRIR QUE OS DOWNLOADS SE PAGAM CAROS...

Domingo, 9 de Dezembro de 2012

SEXTILHAS A UMA ESTIRPE PARTICULARMENTE VIRULENTA DE E. COLI

É só um Coli, senhor,

Mas provoca uma tal dor,

Tanto ardor, tanta agonia,

Que parece um ditador

Traçando um plano invasor

Que a Merkel lhe invejaria!

 

Estando já pronta a cultura,

Na caixinha de Petri,

Mostrou ser estirpe sem cura,

Uma entendida em tortura

Que, acima de tudo, jura

Haver de instalar-se aqui…

 

Tem seu jogo arquitectado;

Dar-me conta da paciência

E ir-me às poupanças de Estado!

Em despesas de mercado

Foi um ror que, bem contado,

Cobriria outra emergência!

Nem com cefalosporinas

De terceira geração,

Benurons, chás, aspirinas,

Cortisol, balas e minas,

Mezinhas, grossas ou finas,

Ele aceita a rendição!

 

É só um Coli, vos juro,

Mas porque é que me não curo,

Porque é que o estranho ocupante

Não morre, redondo e duro,

Por aí, num canto escuro,

E prossegue triunfante?

 

Coisas deste imperialismo

Que anda pr`aí a grassar…

Ocupando um organismo,

Boicota-lhe o mecanismo

E aproveita o conformismo

Para a vida lhe sugar…

Pobres das minhas defesas!

Meu sistema imunitário

Caiu no rol das tais presas

Que nem revoltas, nem rezas,

Nem poemas, nem certezas,

Livraram de tal fadário!

 

Um Coli, simples, banal,

Que, em desgoverno total,

Me devassa a conjuntura

E ascende, em modo imperial,

Ao despudor infernal

De me impor tal ditadura!!!


 

 

Maria João Brito de Sousa – 09.12.2012 – 11.54h



NOTA - Este poema baseia-se numa infecção real  e sofrida, no presente, pela autora. Quaisquer semelhanças com o momento político que o nosso país, ou qualquer país europeu, atrevesse, é mera coincidência...

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Sexta-feira, 22 de Junho de 2012

POETA-CORUJA...

 

Talvez  vá, ou... talvez fuja...

Não posso jurar que vou!

Sou poeta-mãe-coruja

Dos versos em que me dou,

 

Pois não me afasto do ninho

Onde os versos me eclodiram,

Nem deixo um pinto sozinho

Por temer que outros o firam

 

E se consumo alimento

Que eleve as aves do céu,

Voo, mas voo por dentro

Daquilo que sei ser meu,

 

Que eu, pardal de asa pequena,

Se voei longe demais,

Vi cair, pena por pena,

As penas originais...

 

Mentiria se evocasse

Outra desculpa qualquer

E morreria se achasse

Forma exacta de o fazer...

 

 
Maria João Brito de Sousa -  22.06.2012 - 02.16h

 

Imagem retirada da net

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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012

ANTES E DEPOIS DE TODAS AS COISAS (pequenas e grandes)

 

Antes de todas as coisas
Que poderia ter feito,
Fui ver o ramo em que poisas
E ouvi teu canto perfeito

Tão sublime me soou,
Tão pleno de melodia,
Que, só de ouvi-lo, exultou
Meu corpo em pura harmonia

Com este pulsar da terra
E das marés do seu mar
Vencendo os donos da guerra
Num tempo que é de lutar

Já não penso em desistir,
Que a hora é de acreditar
Nas coisas que estão por vir
Quando outro amanhã chegar

Quando, colhidos os frutos
Que são nossos, por direito,
Lembrar-me-ei, por minutos,
Desse teu canto perfeito…

Desse raminho em que poisas
E donde o teu canto vem,
Depois de todas as coisas,
Hei-de lembrar-me, também…



 

 

Maria João Brito de Sousa – 05.04.201 – 11.39h

A um melro que mora perto de mim, feito à pressa, depois de o escutar… por alguns minutos


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AS TEIAS QUE O LUAR TECE

 


Nas teias que o luar tece
Por cima dos pinheirais,
Vez por outra me acontece
Ver longe e ver muito mais,
Mas, de quanto me aparece,
Nunca vi – nunca, jamais! –,
Nessas visões que ele m`oferece,
Razões que fossem normais…

Vi segredos bem guardados
De vontades por escrever
Atrás de mil cadeados
Qu`inda estão por conceber
Nos traços desencontrados
De enigmas por resolver,
Tão estranhamente esboçados
Que eu nunca pude entender
Por que me foram mostrados
Se não pedira pr`ós ver…

Vi, nessas teias benditas
Que o luar teceu pr`a mim,
As mil coisas nunca escritas
Por mãos que fossem assim…

Vi verdades, nessas teias
Que o luar me quis mostrar
E, depois de as ler, deixei-as
Pr`alguém que as soubesse achar…

Vi letras de prata pura
Descrevendo esses pinheiros
Com a toda a casta ternura
Dos seus rebentos primeiros…

Vi a vida que começa
No recomeço da vida!
Vi puzzles, peça por peça,
Sem me apressar na partida
E, como alguém que tropeça
Em causa desconhecida,
Vi tudo a crescer sem pressa
Ou foi-me a vista traída
Tal qual fosse apenas essa
A razão de eu estar perdida,
Sem certezas nem promessa
De encontrar uma saída…


Nas teias que o luar tece
À noite, sobre os pinhais,
Vez por outra me acontece
Ver longe e ver muito mais,
Mas, de quanto me aparece,
Não pude encontrar, jamais,
Nas transgressões que fornece,
Questões que fossem banais…

 

 

 

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 04.04.2012 – 23.13h

 

Poema submetido a ligeiras emendas em 07.04.2012



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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

MUDANÇA

Somos de um tempo em mudança

Pois mudança sempre foi

Passar o tempo na esperança

De ir mudando o que mais dói

 

Horas, minutos, segundos,

Numa passagem constante

Terão gerado outros mundos

No culminar deste instante

 

Em torno do eixo estável

De um milagre de carbono

Somos o fruto improvável

De um universo sem dono

 

Se na vida se define

A mudança que aqui canto

E se viver nos redime,

Vida é mudança, portanto!


 

 

Maria João Brito de Sousa – 01.08.2011- 08.47h

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Domingo, 31 de Julho de 2011

FADO DE CADA UMA DAS NOSSAS CAMINHADAS

 

 

Não sei negar meu caminho

E contorná-lo, não sei…

Afirmo, embora baixinho,

Que jamais o negarei!

 

Se eu me perder na jornada

Que me importa? Caminhei

Ao longo da mesma estrada

Em que um dia me encontrei…

 

Os passos que já lá vão

Nunca os darei por perdidos…

Quanta vez em contramão,

Negando os cinco sentidos,

Descobri que as transversais

Estavam todas ocupadas

Por quem sabia bem mais

Das suas próprias passadas…

 

Leve-me ele onde levar,

Irei de boa vontade

E os passos que eu souber dar

Serão a minha verdade,

A que desabrocha em fruto

A cada metro que avanço

E a que me estende o produto

Do futuro em que me lanço

 

Não sei negar esta estrada

E, das que nego, direi

Que nenhuma outra é talhada

Pelos sonhos que eu sonhei…

 

Se eu me perder na jornada

Em que um dia me encontrei,

Perdi-me e fui encontrada

Em cada passo que dei!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 31.07.2011 – 21.39h

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Terça-feira, 3 de Maio de 2011

AGORA É IMPOSSÍVEL...

 

Se à frente de mim houvera

Sete mil anos de vida

No alvor da Primavera

Da estrada já percorrida…

 

Se nas minhas mãos houvera

Mais força, maior talento,

Se nelas inda coubera,

Como antes, o pensamento…

 

Se na minha pele houvera

Brilhos de seda e veludo

Onde nenhum Tempo espera

Por quem fez tanto de tudo…

 

Se no meu “histórico” houvera

As devidas sinergias

Na construção da quimera

De ser “eu” todos os dias…

 

Se no meu percurso houvera

Essa passagem de nível

Da tábua que alguém estendera…

[Mas… agora? É impossível!]

 

Maria João Brito de Sousa

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AGORA É IMPOSSÍVEL...

Se à frente de mim houvera

Sete mil anos de vida

No alvor da Primavera

Da estrada já percorrida…

 

Se nas minhas mãos houvera

Mais força, maior talento,

Se nelas inda coubera,

Como antes, o pensamento…

 

Se na minha pele houvera

Brilhos de seda e veludo

Onde nenhum Tempo espera

Por quem fez tanto de tudo…

 

Se no meu “histórico” houvera

As devidas sinergias

Na construção da quimera

De ser “eu” todos os dias…

 

Se no meu percurso houvera

Essa passagem de nível

Da tábua que alguém estendera…

[Mas… agora? É impossível!]

 


 

Maria João Brito de Sousa

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Terça-feira, 29 de Março de 2011

DA ÁGUA AO FOGO

 

Se cristalizo

No verde destas plantas orvalhadas,

Já fui um lago de águas prateadas

Em pérolas geladas convertido

Por decisão de imparcial juízo

Sem ter alternativa, nem sentido 

 

Então divago

Na vertigem do cume a que ascendi

Tentando vislumbrar o que não vi

Aquando do percurso horizontal

E tudo o que me resta é quanto trago

Nos cristais da memória mineral

 

Depois ascendo

E estou por toda a parte e sou enorme,

Nada vive sem mim, sou gás informe,

Ninguém respira sem ter-me aspirado

E já nem sei dizer se o que pretendo

É saber-me, afinal, justificado…


Mas, logo, logo,

Revolvo-me, infernal, em mil fogueiras,

Devoro, sem pudor, casas inteiras

Tentando alimentar a louca chama

Dessa razão de me chamarem Fogo,

Que irrompe, se enfurece e tudo inflama…

 

 

Maria João Brito de Sousa – 26.03.2011 – 21.40h

 

 

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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

A PALETA DAS HORAS

 

Horas não podem saber

Mais do que delas sabias

Quando, à hora de esquecer,

Dessas horas te perdias

 

Passam horas, ficam delas

Pequenos rastos, uns nadas

De esbatidas aguarelas

Já velhas e desbotadas…

 

Horas que nunca se esquecem

Também as há, mas são raras

Aquelas que não esmorecem

Nas cores que lhes foram caras

 

São as que jamais se rendem,

De traço firme e cor viva,

E são elas que nos prendem

Quando a tela nos cativa

 

Horas, horas e mais horas,

Umas breves, passageiras,

E outras presas às demoras

De durar vidas inteiras…

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

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