.EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

VOSSO SUL, SEMPRE O MEU NORTE!

 

Vosso silêncio, vos juro,

Me soa desafinado…

Tanto assim que, no futuro,

Por cada silêncio impuro

Vos terei posto de lado…


Vossas conversas banais,

Dão-me náuseas e entorpecem!

De vós, os ditos “normais”,

Não quero ouvir muito mais…

Vou-me antes que recomecem!


Vossos sonhos, vos garanto,

São meus piores pesadelos!

Carros, jóias e bons mantos

São vossos maiores encantos

E eu cá não quero nem vê-los!

 

Vossas viagens grosseiras

Aborrecem-me de morte

E nas vossas brincadeiras

Não vejo senão canseiras…

Vosso Sul, sempre o meu Norte!

 

 


Maria João Brito de Sousa – 23.09.2010 – 09.20h

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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010

MONO-DUPLICIDADE...

Em todo e cada Poeta

Existe uma eternidade

Que a si mesma se completa

Em mono-duplicidade


Assim, desfolhando rimas

Como quem espalha sementes,

Semeia e colhe obras-primas

De versos inconsistentes,


Desdenha as cordas que o prendem;

Mesmo ferido, não desiste…

[poetas nunca se rendem

enquanto um verso persiste!]


Na mono-duplicidade

Que a si mesma se completa,

Existe uma eternidade

Em todo e cada Poeta!

 


Maria João Brito de Sousa

 

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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

BOLHAS NAS PALMAS DOS POEMAS...

 

 

Calham, por vezes, nascer-me

Bolhinhas de uso excessivo

Nas palmas de alguns poemas…

Pr`as curar, terão de ler-me

Que isto de ser criativo

Pode trazer-me problemas…


São feridinhas supuradas,

Fruto de um constante atrito

Entre o poema e os dias

Que me ardem quando infectadas,

Que eu sinto, logo acredito

Que não são simples manias…


Podem parecer pequeninas

Mas são muito dolorosas

E exigem tal tratamento

Que já não há aspirinas

Que aliviem as teimosas

Das bolhas… que sofrimento!!!

 

 

Maria João Brito de Sousa

 


 

Imagem retirada da internet

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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

SE VÊS, REPARA!

 

Repara, amigo, repara

Como os tempos vão mudando,

Como a voz me não sai clara,

Como os anos vão passando…

 

Repara nestes cabelos

Que se tingiram de branco,

Não mais os negros novelos

Dos tempos do riso franco…

 

Vê que as rugas já despontam

Nesta face e, demarcadas,

Quais leitos de rios, te apontam

Pr`a estrelas quase apagadas…

 

Portanto, amigo, repara

Que os anos foram passando…

Se a voz, a ti, te sai clara,

A minha vai rouquejando…

 

Repara nas minhas mãos,

Agora menos seguras…

Tempos houve em que a paixão

As tornou bem menos puras

 

E, se em verdade trabalham

Sem descansar um segundo

Por vezes, cansadas, falham

Nas exigências do mundo…

 

Eu, de cansada daquilo

Que a ti te pode interessar,

Escrevo poemas “ao quilo”

E só a eles me sei dar

 

Por isso, se vês, entende

Que me seria impossível

Aceitar, de quem mo estende,

Um amor tão perecível…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

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Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

A FALAR, COMO AQUI FALO

 

Em boa verdade digo

Que, às vezes, também me calo

Pois pode haver algum perigo

Em falar como aqui falo…


Eu sempre fui destemida,

Senhora do meu nariz,

Quando sei estar protegida

Por aquilo que Deus quis…


Disse coisas temerárias

Das quais nunca me arrependo

Pois sei que, de formas várias,

É a errar que eu aprendo.


É por isso que aqui digo

Que há coisas de que não falo

Muito embora haja algum perigo

Em calar como eu me calo…

 

 


Maria João Brito de Sousa – 04.07.2010 – 20.58h

 

 

 

"PRESO POR TER CÃO, PRESO POR NÃO TER..." - Vox Populi

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Quinta-feira, 8 de Julho de 2010

ESTA MINHA DESPENSA...

 

Destas mil coisas que arrumo

Nas prateleiras da vida

- sempre metodicamente –

De três quartos, perco o rumo

E, em querendo estar prevenida,

Deveria ser diferente…

 

Mas sou poeta! Afinal

Tenho sempre bons motivos

Para estes meus desnorteios…

Numa despensa normal

Costuma haver aditivos

Pr`a proteger o recheio…

 

Esta despensa, porém,

Vai-se enchendo das ideias

Com que construo os poemas

E, às vezes, fica também

Cheiinha das mesmas teias

Que aos outros causam problemas…

 

 

Maria João Brito de Sousa – 04.07.2010 – 19.50h

 

 

 

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Quarta-feira, 7 de Julho de 2010

ESTRELAS CADENTES

 

Trago poemas nas veias

E, dos poemas que trago,

Moldo o barro das ideias

De que nasce o mesmo barro…

 

São mil poemas-cadentes

Cravados como punhais,

Cicatrizes transparentes

De quem já viveu demais,

De quem desistiu da vida

Dos neutrões e dos protões

E, ficando assim, perdida,

Se alimentou de canções,

 

De quem não quis, querendo crer

Que o que na vida importava

Era só permanecer

Nas palavras que deixava,

Nesses poemas-cadentes,

Cravados como punhais

Com marcas inaparentes

De quem parte, mas quer mais…

 

Trago poemas nas veias

E, dos poemas que trago,

Moldo o barro das ideias

De que nasce o mesmo barro…

 

 

Maria João Brito de Sousa

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Segunda-feira, 5 de Julho de 2010

NÓS, OS HUMANOS MORTAIS

 

Nós só traremos na voz

Aquilo que nos sobrar

Da estranha reconstrução

Do que sendo, quando sós,

Pudermos, depois, deixar

À posterior geração.

 

Somos retalhos de vida,

Peças de um puzzle maior

A que sempre faltam peças,

Na procura indesmentida

Da razão, seja qual for,

Das incumpríveis promessas…

 

Somos, geneticamente,

Um genoma idealizado

Pronto pr`a sobreviver

Num planeta estranhamente

Complexo e organizado,

Que está sempre a renascer…

 

Alguns de nós são imunes

Às inclemências da morte

[quando a morte é esquecimento…]

Mas nunca fomos impunes

À lei que diz que o mais forte

Viverá muito mais tempo…

 

Constantemente oscilamos

Entre a dúvida nihilista

E a mais ingénua certeza

Sem saber por onde vamos,

Sem termos a menor pista

E, às vezes, sem pão na mesa…

 

Somos estranhas criaturas

Capazes da construção

De coisas tão excepcionais

Que vão desde ditaduras

À sua contradição…

E, afinal... simples mortais!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 29 de Junho de 2010

POEMAS DE PUNHO EM RISTE

 

Vem ler-me, amigo, não temas

Poemas de punho em riste!

Eu só te trago estes temas

Porque tu próprio os pediste…

 

Poemas são libertários

- está na sua natureza… -,

Pedem pão, querem salários,

Protestam contra a pobreza…

 

Por isso, amigo, não estranhes

Se também disso eu falar

Sabendo, embora, que ganhes

Muito mais do que eu ganhar…

 

Palavras, leva-as o vento

E eu pouco mais sei fazer,

Mas trabalho o meu talento

Nos versos que aqui escrever.

 

Decerto aceitas palavras…

Eu mais não tenho pr`a dar

E tu que constróis, que escavas,

Podes até protestar,

 

Podes pensar que não faço

Metade do que fizeste,

Mas, amigo, este meu braço

Já deu tanto quanto deste.

 

Não tenho nada a perder,

Portanto digo a verdade

E, em vez de repreender,

Vem ler-me à tua vontade!

 

Encontrarás, com certeza,

Palavras que sempre ouviste,

Mas, repara… que surpresa!

Trazem sempre um punho  em riste!

 

 

Maria João Brito de Sousa, 28.06.2010

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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

EU FAÇO SEMPRE O QUE DIGO E DIGO SEMPRE O QUE FAÇO

 

Amigo, eu sei o que digo

E digo sempre o que faço

Por isso, se és meu amigo,

Nunca me torças um braço…

 

Acredito na procura,

Na transcendência da vida,

Na lucidez da loucura,

Na pequenez da medida,

 

Na arquitectura das horas

Do misticismo pagão,

No canto de aves canoras,

No mito de Eva e de Adão.

 

Creio, amigo, ter explicado

Os riscos que irás correr

Se acaso fores tão ousado

Que me tentes conhecer…

 

Mas em verdade te digo

Que digo sempre o que faço

E, se queres ser meu amigo,

Não tentes torcer-me o braço!

 

 

Maria João Brito de Sousa – 27.06.2010 – 21.03h

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