.EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

por muito pequenos que pareçam ser... NOTA - ESTE BLOG JAMAIS SERVIRÁ CAFÉS! ACABO DE DESCOBRIR QUE OS DOWNLOADS SE PAGAM CAROS...

Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

FAITH

 

Whenever the night

Comes into your heart

And asks you to stay,

Just look at the moon

And say: very soon

Comes another day...

 

Whenever the pain

Takes place in your soul,

Struggles and remains,

Remember tomorrow

There`ll be no more sorrow,

The sun shines again...

 

And even when old

With strenght for no more,

Some haze in your eyes,

Wrinkles on your face,

No crying or moaning!

There´s always a morning,

A new coming space!

 

Maria João Brito de Sousa - 2004

 

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 12:23
link do post | remate | ver remates (6) | adicionar ao produto final
|
Sábado, 11 de Abril de 2009

UMA ENXADA PARA M.C.V.

Chegado de um planeta

                                            indecifrável

O Mago, o Peregrino

                                            milenar

Trazia a fome de um desejo estranho

Que eu não sei definir nem sei explicar...

 

Fazia o seu Percurso Vertical

Na lentidão convulsa dos sentidos.

 

Poeta, libertário e de passagem,

 

                                             pintava na garagem.

                                             Vivia de subsídios.

 

 

 

Tela de Mario Cezariny de Vasconcelos

 

Imagem retirada da internet


rematado por poetaporkedeusker às 15:58
link do post | remate | ver remates (2) | adicionar ao produto final
|
Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

A TECEDEIRA DE BARCAS

Remador da eterna Barca,

Que trazes dentro de ti,

Dá-me novas do passado,

De um tempo que já esqueci...

 

Remador da Barca eterna

- líquidas mãos de cristal -

Dá-me novas desta espera,

Diz-me quem sou, afinal...

 

Tu que ao mar foste em pecado,

Na tua Barca encantada,

Do mar vens imaculado

Em corpo de água salgada...

 

Fico sentada na areia,

Olho os seus olhos de sal

E oiço uma voz que se estreia

Na condição de imortal:

 

- Mulher que teces as Barcas

Em que havemos de embarcar,

Venho do além-fronteiras

Depois do fundo do mar

E lá havia outra praia

Onde tu estavas sentada!

As mesmas mãos destroçaram

A minha Barca Encantada...

 

 

2004

 

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 23:41
link do post | remate | ver remates (8) | adicionar ao produto final
|
Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

TOO SOON/TOO LATE...

 

Ela não sabia

Nem viria a saber

Por que razão o acaso de viver

Parecia pedir-lhe, a cada segundo,

Que tomasse para si

As culpas este mundo

E o esquecimento

De outra razão de ser.

 

Ela não perdia.

Aceitava e fazia

Tudo o que este mundo lhe dizia

E,  mesmo sabendo, não pedia

O que os outros pediam sem saber.

 

Ela não cantava.

Apenas ouvia

E transformava a dor de cada dia

No tal pão que haveria de comer.

 

Se, ao menos,

Um Poeta-Encantado

Pudesse tocá-la,

Talvez a morte não viesse buscá-la

Tanto tempo antes do tempo

De morrer...

 

O casulo que tecera à sua volta

Era tecido da mesma revolta

Que sempre a impedira de viver...

Dentro do casulo,

Pensando ser ela,

Era apenas a porta ou a janela

Aberta à dor de quem visse sofrer...

 

Foi nessa condição

Que a Morte a encontrou

No mesmo dia em que ela procurou

Abrir janelas, portas ou saídas

Que lhe pudessem mostrar essa vida

Que havia em si e sempre se negou...

 

1994

 

 

Imagem retirada da internet

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 23:58
link do post | remate | ver remates (6) | adicionar ao produto final
|
Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

MULHER PORTUGUESA

Se eu for ao mar chorar por ti,

Se eu for ao mar de manto negro,

Talvez o mar perceba o que senti,

Talvez o mar entenda o meu segredo…

Se nesse mar eu me perder um dia,

Se mergulhar nesse seu sal sem fim,

Talvez possa encontrar o que queria,

Talvez descubra o mar dentro de mim…

E nesta condição de ser, no cais,

Mulher e mãe e filha e companheira,

Talvez o próprio mar me queira mais…

Se um dia for ao mar contar quem sou,

Talvez o mar, em mágoa verdadeira,

Chore comigo e abrace a minha dor…

 

 

Imagem retirada da internet

 

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 12:30
link do post | remate | ver remates (4) | adicionar ao produto final
|
Terça-feira, 31 de Março de 2009

A ÚLTIMA ESTRELA

Um anjo, de negro,

Recolhia do céu

As últimas estrelas da noite

Para que o sol

Nascesse quente e glorioso.

 

Uma mulher, de branco,

Recolhia, de uma qualquer janela,

O direito de fazer permanecer a noite.

 

O Anjo olhou a Mulher

[pequena estrela baça

teimando em ser estrela

para além da noite]

E, se os anjos são anjos,

São homens com asas

E sofrem das mesmas contradições...

 

O homem com asas

Não fez por maldade...

Fez por tradição,

Não se rouba ao sol

A glória do brilho!

Não se guarda a noite

Por trás da janela!

[e até ente os anjos

impera o conceito

de preconceito...]

 

Tocou-lhe, ao de leve,

Tão de levezinho

Que mal lhe tocou

E a mulher caiu...

                            Caiu, mas subiu

No segundo exacto,

                             No momento certo

De alcançar no alto

                              A Última Estrela...

 

 

 

1994 - In Memoriam

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 10:33
link do post | remate | ver remates (6) | adicionar ao produto final
|
Sábado, 28 de Março de 2009

DESTA ÁGUA NÃO MAIS BEBEREI

 

 

Rasgam-se montanhas.

Fundem-se correntes.

Gritam, metálicos gritos,

Engrenagens de um tempo

Que alguém transformou

Em rodas dentadas

E os meus braços, estendidos como limos,

Impotentes, cansados,

Pedem utopias

E alcançam memórias

De crianças que me amaram

Mal as pus no mundo.

 

Mãozinhas que me arranhavam a cara,

Pezitos minúsculos que eu beijava

Como se fossem a única coisa

Que merecesse a doçura do beijo.

Vozitas agudas que me chamavam Mãe...

 

Farrapos de memórias,

Fragmentos de um amor que não voltará,

As meninas que sobreviveram

Às crianças que foram,

Não sabem nem sonham

O quanto as amei...

 

As belas asas que lhes teci,

Dia após dia,

Arrancou-lhas o mundo lá de fora

Pena a pena

E eu choro por elas

E pela menina em mim

Que hoje não consigo ressuscitar...

 

 

1994

 

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 12:37
link do post | remate | ver remates (7) | adicionar ao produto final
|
Sexta-feira, 27 de Março de 2009

COISAS ANTIGAS

 

Não haverá deus ou homem

[seja poeta ou guerreiro]

Que me prenda a uma estrada

Ou me acenda uma fogueira,

Que eu fiz o voto-votado

De nunca ser cativada

Ou comprada por dinheiro.

 

Fiz o voto de ser Eu,

Não assumir dores alheias,

Prometi a Prometeu

Nunca adorar outro deus,

Nunca escrever epopeias...

 

Fiz o voto-votadinho

De me viver por inteiro

[muito longe do meu ninho,

tão longe do meu canteiro...]

Nunca mais corpo-de-pão,

Nunca mais sangue-de-vinho...

 

Ficou-me um vago cheirinho

De mel e de rosmaninho...

Memórias de feiticeira

Com fama, sem ter proveito,

De chama em seara-alheia...

 

 

1994

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 11:41
link do post | remate | ver remates (11) | adicionar ao produto final
|
Quinta-feira, 26 de Março de 2009

QUERO PODER QUERER

Quero poder ser eu!

Esquecer-me de ti,

Do mundo inteiro,

Matar antigos traumas no cinzeiro

E reviver o sonho que vivi.

 

Quer ser árvore, água, melodia,

Cristalizar um momento de alegria,

Ficar a olhar os passos lentos do rebanho.

 

Quero rodar no sentido oposto

Aos ponteiros do tempo aprisionado,

Abraçar as crianças dos meus tempos de menina,

Abrir as portas ao meu anjo da guarda,

Adormecer numa ilusão aquático, uterina...

 

Nunca quis nada...

Agora quer tudo!

Que o meu uivo de lamento

 Nunca seja mudo!

 

Quero ser ouvida,

Morar nos braços do vento,

Agradecer ao sol cada segundo de vida!

 

Quero a amizade da lua, das estrelas,

Dos rios e dos pardais

[de corpos... só astrais!]

E incendiar a dor em chamas belas...

 

 

1993

 

 

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 10:56
link do post | remate | ver remates (10) | adicionar ao produto final
|
Quinta-feira, 19 de Março de 2009

ANAMNESE

 

 Por aqui passo tão leve,

Num passo largo e tão breve,

Que ninguém me vê passar...

 

Passo sem deixar pegada

Na terra ou na erva mansa,

Deixo aqui uma palavra,

Deixo ali uma ternura

Nos braços de uma criança...

 

E passo tão de repente,

Tão brevezinha e sumida,

Que, mesmo sem estar escondida,

Não passo por entre a gente...

 

Passo tão leve que o céu

Não está mais perto que eu

Das aves e das estrelas

E, de tão leve passar,

Eu já não sou eu... sou elas.

 

Poderia ser fantasma,

Erva do prado, criança,

Brisa que sopra no Verão

Ou leve sopro de esp`rança...

 

Um dia, quando chegar

A hora de não voltar

A passar, nem levemente,

Mesmo assim há-de ficar

Um pouco de mim a amar

Dentro de cada semente

 

E um pouco de mim no vento,

Quando sopra de mansinho

E um pouco de mim, sonhando,

No oco de cada ninho...

 

Hei-de ficar tão de leve

Quanto passei pela vida

E ninguém me encontrará

Mesmo sem eu estar escondida...

 

Que eu não quero ser ninguém

Pois ninguém me conheceu.

[por isso nunca fui Eu]

 

Se ninguém me conheceu,

Como posso ser esquecida?

 

 

Nota - Poema não datado, escrito aos meus vinte e poucos anos, se bem me lembro...

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 10:15
link do post | remate | ver remates (6) | adicionar ao produto final
|

.OS PORQUÊS...

.pesquisar

 

.Abril 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. FAITH

. UMA ENXADA PARA M.C.V.

. A TECEDEIRA DE BARCAS

. TOO SOON/TOO LATE...

. MULHER PORTUGUESA

. A ÚLTIMA ESTRELA

. DESTA ÁGUA NÃO MAIS BEBER...

. COISAS ANTIGAS

. QUERO PODER QUERER

. ANAMNESE

.ARMAZÉNS DO FUTURO

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Dezembro 2014

. Outubro 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Maio 2013

. Fevereiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

.tags

. todas as tags

.PROMOÇÕES:

. CONVERSANDO COM MARIA DA ...

. É a arte, solidão?

. SO(LAS)

. “A Linha de Cascais Está ...

. CANTIGA PARA QUEM SONHA -...

. Our story in 2 minutes

. «A TAUROMAQUIA É A ÚNICA ...

. Novidades a 13 de Dezembr...

. LIMPAR PORTUGAL

. Ler dos outros... (cróni...

.links

http://www.avspe.eti.br/poesias/MariaJoaoBritodeSousa/Poesias.html http://www.avspe.eti.br/poesias/Sonetilhos.htm

.Remates

.subscrever feeds