.EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

por muito pequenos que pareçam ser... NOTA - ESTE BLOG JAMAIS SERVIRÁ CAFÉS! ACABO DE DESCOBRIR QUE OS DOWNLOADS SE PAGAM CAROS...

Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

EU, INCENSÁRIO

 

Tudo o que faço ou que digo,

Tudo o que sinto e que penso

Sempre que Deus o quiser,

Sobe em mim, cresce comigo,

Ardendo qual pau de incenso

Num incensário qualquer…


Há dias em que, calada,

Digo mais do que falando;

Noutros, falo sem parar

Mas não digo quase nada,

Falo apenas por falar

Daquilo que vou pensando


Mas, quer fale muito, ou pouco,

Dir-vos-ei sempre a verdade;

Falarei do que sentir

E, nesse incenso, só toco

Se alguma necessidade

Transcendentente, mo pedir…

 

 


Maria João Brito de Sousa – 22.01.2011 – 20.22h

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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

HOJE NÃO DESÇO À RUA!

 

Não, hoje não desço à rua

Porque a rua está cansada

De ali estar, sozinha e nua,

Chorando à beira da estrada!


As ruas são como braços

Das cidades que, em crescendo,

Sentem, como nós, cansaços,

Se rendem, como eu me rendo…


As mais das vezes pacatas,

Nunca foram elitistas;

Tanto acolhem alpercatas

Quanto as solas dos turistas


Ora estreitas, sinuosas,

Ora em amplas avenidas,

São sempre tão mais vaidosas

Quanto mais são conhecidas


Outras – quanta timidez… -,

Nem olham pr`a quem lá vem,

Remetem-se à pequenez

De ser “ruas de ninguém”,


Mas se, à noite, adormecidas,

Forem, por nós, acordadas,

Parecem-nos mais compridas,

Longas, lisas como estradas…


Não, hoje não desço à rua

Porque a rua está molhada;

Traz um rio pela cintura

De cada pedra alagada!

 

 


Maria João Brito de Sousa – 08.12.2010 – 18.13h

 

 

Imagem retirada da internet

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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

CRIPTIDENTIDADES

 

 

Sou estranha, já percebeste…

Sou tonta como a criança

Que dá dois passos de dança

E, logo a seguir, te afiança

Que tem um dom que é celeste…

 


Sou esquiva como um felino;

Territorial, ciosa

Dessa coisa misteriosa,

Insondável, preciosa

Que é o seu próprio destino…

 


Sou qual pássaro nocturno

Que não deixa de cantar

Se a noite o quiser calar

Ou se o Inverno chegar

Gelado, irado e soturno…

 


Sou de sonho, fogo e terra

Mas, se me fecho, sou ostra

Que não fala, não se mostra

E, mesmo que dê à costa,

Só morrendo se descerra…

 

 

 


Maria João Brito de Sousa - 20.11.2010 – 16.33h

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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

AI, TANTA DOR!!!!

 

Tanta dor, tanto problema,

Tanta coisa por escrever…

Mas… a mim, quem me condena

Se o não conseguir fazer?


Nas costas tenho uma faca,

Nas pernas, a anestesia

De quem perdeu robustez…

Sinto-me dorida e fraca,

Tão estragada e doentia

Quanto… O Paciente Inglês!


Tanta dor, tanto problema,

Tanta coisa por escrever!

Mas… a mim, quem me condena

Se o não conseguir fazer?


Tenho febre e tenho tosse,

Espirro tanto que parece

Que cheirei o pimenteiro…

Quem me dera que isto fosse

Uma coisa que pudesse

Pôr-me, no bolso, dinheiro!


Tanta dor, tanto problema,

Tanta coisa por escrever!

Mas, a mim… quem me condena

Se o não conseguir fazer?


Mas não! Não é nada disso!

Provavelmente é só gripe

E eu estou a ficar piegas…

[se fosse pão com chouriço

tirava-me o apetite

pr`o jantar de beldroegas…]


Tanta dor, tanto problema,

Tanta coisa por escrever!

Mas… a mim, quem me condena

Se o não conseguir fazer?  :)

 

 


Maria João Brito de Sousa – 14.11.2010 – 20.54h

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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

ABSOLVIÇÃO

 

Eu só te absolvo

Se a tua alma deixar, se arrependida

Chorar ajoelhada e decidida

A resolver o que eu já não resolvo.


Eu nada peço

Senão este luar de horas de espanto

Que me traga mais luz noutro recanto

Do que a do estranho encanto em que me teço.


Só te recordo

Quando alguém me falar dessoutro tempo

Em que leguei ao mundo o meu talento

Sem desfazer, mais tarde, o louco acordo


E parto,

Pois nunca mais ninguém irá obstar

A que venda os meus dias de luar

Por tão absurdo, inalcançável preço…

 

 

Maria João Brito de Sousa

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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

POETA É...

 

Com tanta gente vulgar

A dizer que pinta e escreve,

Aparecer um ser lunar,

Que já nem paga o que deve,

A viver da poesia,

Parece ser tão esquisito

Que se torna uma heresia

E alguém diz: - Não acredito!

Não acredito, nem quero,

Sequer, que seja verdade!

Poeta a viver no mero

Limiar da dignidade?


Artista é “gente” importante

Bem vestida e bem calçada,

Nunca esse insignificante

Sem aparência, sem nada!


Poeta é “gente” bonita,

Com carro” topo de gama”

E um livro novo, com fita,

Pousado à beira da cama…


Artista, acima de tudo,

É pessoa endinheirada!

Não aquele velho barbudo

Que pede à beira da estrada!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 04.09.2010 -17.51h

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

DIZ QUE DISSE

 

 

Alguma vez vós me ouvistes

Apoucar vosso trabalho

Mesmo com boas razões?

Deveríeis ficar tristes

Por apoucar o que eu valho,

Vós que, afinal, sois calões!


Este velho diz-que-disse

É um dos piores defeitos

Desta nossa humana raça,

Logo a seguir à crendice,

Ao massacre dos “eleitos”

E ao cultivo da desgraça…


Este ir e vir do café

Está-me a mudar o cariz

De cada um dos poemas

E bem pode ser que, até,

Me torne menos feliz

Ou me arranje alguns problemas…


O melhor é decidir-me

A ficar fechada em casa!

É que sou muito sensível

E acabo por sentir-me

Pior do que um bule sem asa!

[o diz-que-disse é ter-rí-vel!!!]

 

 

 


Maria João Brito de Sousa – 04.09.2010 – 15.27h

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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

CUIDADOS DOBRADOS

 

 

Diz-me alguém: - “Tu estás em perigo!

Tem cuidado, um velho amigo

Diz que o é, mas nunca o foi!”

Mas, a mim, já me não dói…

Tenho é de tomar cuidado

Não vá ele ter-se enganado

E o perigo nem existir…

Mas agradeço. A sorrir.


Podem vir dar-me conselhos

Os mais e os menos velhos,

Exibindo os próprios medos.

Eu, que não tenho segredos,

Acabo por transformar

Coisas que fazem chorar

Na própria matéria-prima

Com que teço a minha rima…


Afinal, a poesia

Não nos traz tanta harmonia

Quanto podemos julgar

A não ser quando mostrar

A chave da nossa essência…

Poetas, tenham paciência,

Sei o que estou a dizer;

No princípio… é a doer!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 04.09.2010 – 16.06h

 

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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

O MEU PREÇÁRIO

 

 

No que diz respeito às telas

E ao preço que está feito,

Não cedo nem um tostão!

O que eu senti ao fazê-las…

São amores com que eu me deito,

Valem mais do que um milhão!

Nenhuma foi concebida

Sem a estranha, absurda urgência

De quem está parindo um filho

E se a alguém eu devo a vida

É a essa incoerência

De persistir no meu trilho

Quando o mundo me pedia,

Urgentemente, o vulgar,

E as mãos mo recusavam,

Ninguém- ninguém! - poderia

Ocupar o meu lugar

Quando as telas me chamavam!


Por isso o preço das telas

Será aquele que está feito

Sem descontar um tostão

E ao pensar que vou vendê-las,

Fico amarga e não aceito

Fazê-lo a alguém sem paixão!

 


Maria João Brito de Sousa – 04.09.2010 – 17.14h

 

 

PS - Desculpem-me! Penso que já não vou ter tempo de abrir as caixas de correio...

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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

TOCAR, SONDAR, PRESSENTIR...

 

Tocar, sondar, pressentir

Tantas coisas intangíveis,

Como são alguns segredos,

Pode fazer ressurgir

Fantasmas bem mais temíveis

Que os rastos de antigos medos…

 


No entanto, seduzido,

Já não consegues parar

E a “sondagem” continua

Até que, por fim rendido,

Estarás a imaginar

Que estás a brincar na rua,

Que chegou um estranho vulto,

Que ele entrou na brincadeira,

Que a rua é grande demais…

E depois, como um insulto,

A cena é tão verdadeira

Que corres para os teus pais…

Não lhes falas do que viste

- ou do que julgaste ver… –

Mas tens medo e vais ficando…

Podes dizer que estás triste

Ou cansado de correr,

Mas só estarás constatando:

 


“- Tocar, sondar, pressentir

Tantas coisas invisíveis

Com a ponta dos meus dedos,

Fez-me, agora, descobrir

Monstros enormes, terríveis,

E eu… protegi-me dos medos!”

 

 


Ao menino que brincava perto da janela do quarto,

ao processo natural de aprendizagem, aos traumas infantis, aos mineiros chilenos que ainda estão subterrados e à Vida. A essa extraordinária aventura que é a Vida e da qual tudo isto faz parte.

Para o bem e para o mal.

 

 

Maria João Brito de Sousa - 26.08.2010 - 22.31h

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