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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

BOTÕES DE MAIO

 

Não eram botões de Maio

Nem estrelas, nem sóis, nem luas,

Nem cometas, nem quimeras…

Foi tão só um papagaio

Subindo destas mãos nuas

Sem a bênção de uma espera…


Foi capricho de um destino

Que levava atrás de si

Sem que a razão mo pedisse,

Corpo e alma de um menino

Que partiu assim que ouvi

O que essa voz me não disse…


Foi num Maio em mil botões

De mil rosas por florir,

Sem promessa de raiz,

Na pior das solidões,

Sem a esperança de um porvir,

Sem perceber que mal fiz!

 

 

 


Maria João Brito de Sousa – 07.01.2011 – 18.15h

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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

ILAÇÕES E OUTRAS BANALIDADES

 

Nunca tirando ilações

De ilações que outros tiraram

Sem que eu soubesse porquê,

Vou tomando as decisões

Que em acções se transformaram

Sempre que um de vós me lê…


Das acções – estes meus gestos

dos rituais de uma escrita –

Nascem sonetos, sextilhas

E toda a espécie de textos

Numa sequência infinita.

Todos eles pequenas ilhas,

Todos eles quais mares sem fundo,

Todos eles sempre girando

Como gira este planeta…

Quantas vezes não confundo

Os versos que vou rimando

Com a cauda de um cometa?


Tanta metáfora vejo

Em tudo aquilo que crio,

Como podeis comprovar,

Que outras coisas não desejo

- e em mais nenhuma me fio… -,

Dessas, banais, que encontrar…

 

 


Maria João Brito de Sousa

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Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010

POUCA-TERRA, POUCA-TERRA...

 

“Pouca-terra, pouca-terra”…

Tanta terra falta ainda,

Tanto rio por navegar,

Tanto cume de alta serra,

Tanto trilho que não finda,

Tanta estrada e tanto mar!


 

E, do comboio que passa,

“Pouca-terra, muita-pressa”,

Na melopeia de infância,

Não consinto uma ameaça;

Tento ver que terra é essa,

Quero medir-lhe a distância!


 

“Pouca-terra” – mais que fosse! –

Quanta insondável lonjura

Vai no triste olhar que fica…

Tanta curva amarga ou doce

Na transitória procura

A que o mundo se dedica…


 

“Pouca-terra”… e, afinal,

Tanto, ainda por cumprir

Nas distâncias que prevejo…

Pouca terra? Não faz mal,

Muito mais terra há-de vir!

[pouca terra e... tanto Tejo!]

 

 


 

 

Maria João Brito de Sousa – 08.08.2010 – 15.35h


 

Aos comboios da “Linha do Estoril”, sempre presentes, desde os primórdios da minha infância.

 

Revisto e ligeiramente reformulado a 24.11.2013

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Quarta-feira, 16 de Junho de 2010

MENINOS

É na rua, Deus Menino

 Que eu descubro os pequeninos

Que têm frio, têm fome.

Outro tempo, outros destinos,

Partilhando um mesmo nome;

Não são Deus, são só Meninos.

 

Todos crianças pequenas,

- quem sabe se irão crescer… -

Tantos anos, tanto tempo

Que podem nunca viver

Só por falta de alimento…

[…ou excesso de outro Poder?]

 

 

Maria João Brito de Sousa

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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

O ADIAMENTO DA SAUDADE

 

Olho sem ver,

Vago olhar ligeiramente alienado,

Os ponteiros do meu relógio

Três minutos e meio adiantado.

 

Tica-taca, tica-taca,

Implacavelmente decidido

A não parar.

 

Olho sem ver

Mas vislumbro no vidro

Uma lágrima teimosa

Que deixei escapar…

 

Vislumbro

Uma saudade adiantada?

Atraso os ponteiros

Decididamente, devagar…

Retardo a hora

Mas não retardo o tempo

Porque era o tempo inteiro

De uma vida

Que afinal quereria retardar…

 

Sorrio àquela lágrima traída

E fico vagamente distraída

A atrasar, a atrasar, a atrasar…

Atrasando eu vou acreditando

Que o tempo, um destes dias

                                       Vai parar…

 

 

Na madrugada do conhecimento -1995

 

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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

METADE DE TI

Olha!

Reconheces-me ainda

Na maçã de todas as noites de desejo?

Reconheces-me agora

No nardo puro que derramei no teu cansaço?

Reconhecer-me-ás depois

Quando o teu filho te souber olhar nos olhos?

 

Olha!

Repara que continuo serena e imutável.

Repara como oscilo entre a verticalidade

Da minha fé e a horizontal do teu desassossego…

Repara em mim!

Repara em mim que sempre estive à tua espera

No desconforto do parto, na saudade da partida,

Na urgência dos sentidos e na solidão da viuvez…

 

Repara!

Nos sulcos que as lágrimas me lavraram na face,

No ventre sempre em flor que te dei na Primavera,

No seio que te ofereci quando menino e homem,

Nas mãos que, dia a dia, te amassaram o pão…

 

Repara,

Repara em mim! Filha, companheira, irmã e mãe…

Eu sou essa metade de ti que não conheces!

 

 

 

 

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

AB INITIO II

evolucao-origem-da-vida-christian-jegou-publiphoto

 

Sinto que estou - nunca estando... -
No ponto exacto e concreto
Em que foi principiando
O meu caminho secreto

Que comunga das paixões
Dos tempos primordiais
Quando a lava dos vulcões
Reinava sobre o demais

Temperando dessa vontade
Cada instinto natural
Mas preparando, em verdade,
O berço a cada animal...

Se era dif`rente de mim,
Como agora me descrevo,
Tal como eu, tinha um fim
Desde o tempo mais primevo

E percorre, insaciável,
Mil caminhos tortuosos
Sonhando, ainda que instável,
Mil sonhos ambiciosos...

Nisto ficciono os "mutantes"
Que despertam, cá no fundo,
Posturas desconcertantes
Desde o princípio do mundo...

 

Maria João Brito de Sousa - Maio, 2009

NOTA - Poema em quintilhas, reformulado a 08.07.2015

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