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Sábado, 30 de Julho de 2011

VIRÃO DE TODOS OS CANTOS!

 

Vejo chegar um operário,

Uma professora, um monge…

Vêm de perto e de longe

E alguns nem têm salário

 

Vêm mais; são multidões

Que, enchendo as veias das ruas,

Depressa as tornam tão suas

Como as letras das canções

 

São todos os que produzem

E os que o não podem fazer

Apenas por não saber

Evitar que outros os usem

 

Vêm de todos os lados

Lembrar que a democracia,

Se neles se consubstancia,

Os não quer tão defraudados

 

É deles a força dos braços,

Deles a rua conquistada,

Deles a vontade e a espada

Na bainha dos cansaços,

 

Deles que o sentem, deles que perdem

Quanto os fizerem pagar,

Mas ninguém pode obrigar

Porque o não querem… nem cedem!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 30.07.2011 – 15.57h

 

 

 

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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

O POEMA

Deste quase desespero,

Muito além do que eu comando

Num momento indescritível,

Nasce um verso que não espero,

Nunca sei como, nem quando,

De um parto quase impossível…


Mas surge e ninguém o trava,

Nem força alguma o impede

De dar voz à voz que tem!

Tudo oferece, mas gostava,

Que o pedisse quem não pede

Por nunca avisar que vem…


Com força avassaladora

Dá-me mais que o que promete

No segundo em que nascer

Mas, a seguir, vai-se embora

Tão veloz quanto um foguete

Que acabou de se acender…


É do mundo, e nunca o foi,

Sabe tudo, e nada sabe;

É sempre paradoxal!

Quantas vezes me não dói

E, muito embora se apague,

Queima-me e não me faz mal…


Ninguém lhe aponta uma estrada

Ou lhe propõe um caminho

A que queira dar ouvidos!

Sabe que a hora é chegada

E faz-se à vida sozinho,

Mesmo entre irmãos já nascidos…


Cabe em mim, mas dele me sobra

Mais do que em mim vai cabendo,

Embora o Tempo acrescente

Cada instante que ele me cobra,

Pois, quando o estiverem lendo,

Florirá como a semente!

 

 

 


Maria João Brito de Sousa – 19.01.2011 – 22.49h

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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

ANAMNESE

 

 Por aqui passo tão leve,

Num passo largo e tão breve,

Que ninguém me vê passar...

 

Passo sem deixar pegada

Na terra ou na erva mansa,

Deixo aqui uma palavra,

Deixo ali uma ternura

Nos braços de uma criança...

 

E passo tão de repente,

Tão brevezinha e sumida,

Que, mesmo sem estar escondida,

Não passo por entre a gente...

 

Passo tão leve que o céu

Não está mais perto que eu

Das aves e das estrelas

E, de tão leve passar,

Eu já não sou eu... sou elas.

 

Poderia ser fantasma,

Erva do prado, criança,

Brisa que sopra no Verão

Ou leve sopro de esp`rança...

 

Um dia, quando chegar

A hora de não voltar

A passar, nem levemente,

Mesmo assim há-de ficar

Um pouco de mim a amar

Dentro de cada semente

 

E um pouco de mim no vento,

Quando sopra de mansinho

E um pouco de mim, sonhando,

No oco de cada ninho...

 

Hei-de ficar tão de leve

Quanto passei pela vida

E ninguém me encontrará

Mesmo sem eu estar escondida...

 

Que eu não quero ser ninguém

Pois ninguém me conheceu.

[por isso nunca fui Eu]

 

Se ninguém me conheceu,

Como posso ser esquecida?

 

 

Nota - Poema não datado, escrito aos meus vinte e poucos anos, se bem me lembro...

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Sábado, 14 de Março de 2009

RIMAS SOLTAS

Trinta dias me fugiram

Palavras que não escrevi.

Trinta dias me roubaram

À vid,a que já vivi...

 

Não peço muito ao caminho

Que percorro sem querer

Mas as asas que nasceram

Cresceram sem eu saber

E se as não deito a voar

Passo o tyempo a divagar

E perco o rumo ao dever...

 

Que escrever é um dever

Tão imperioso e urgente

Quanto a sede da semente

Acabada de nascer...

 

Alguém me ditou  fado

De nunca ter felicidade

Se negasse a liberdade

De quem me deu o legado

De um Barco-meio-Acabado

E de um Mar-de-Tempestade...

 

Trinta dias me neguei,

Trinta dias castigada,

Lanço as velas da caneta,

Mergulho no mar que herdei

E escrevo... mesmo amarrada!

 

 

 

 

 

Imagem retirada da internet

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