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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2016

SEM LIMITE... (A Monforte)

Monforte.jpg

 

Cidade, eu mal te conheço...
Vi-te, era ainda criança
de melena armada em trança,
mas, cantar-te é bom começo
para o tanto que te peço
quando te ofr`eço a aliança
de escrever-te tendo a esperança
de, ver-te, ó terra sem preço,
pr`á qual um pedido teço;
Haja, em ti, franca abastança!


De ti, chegaram-me imagens,
descrições, memórias de outrem,
mas crê que te quero bem
e, vindas dessas paragens,
duas medalhas, quais vagens
dum fruto que de ti vem,
concedido por alguém
que leu as breves “mensagens”
que recordo, entre clivagens
do que a memória contém...


Fiz, não sei se bem, ou mal,
versos à fonte velhinha
que me disseram rainha
do teu largo principal,
que é dif`rente e quase igual
à bonita fontezinha
que ao povo se dá, fresquinha,
na minha terra natal
que, a partir da capital,
floresceu, formando a “Linha”...


Se algum dia, tarde ou cedo,
conseguir ver-te, Monforte,
-possa eu ter saúde e sorte! -
então te direi, sem medo,
que já vai sendo um degredo
viajar, pr`a Sul, ou Norte,
pois nada tenho de forte...


Nem “papoila”, nem “rochedo”,
como cantei, de arremedo,
só pr`a "fazer frente” à morte...
mas, conforme te dizia,
bem gostava de te ver
e de ficar a saber
se, de Inverno, serás fria,
no Verão, que calor faria
na praça, ao entardecer,
e aonde ir para comer
quando a barriga vazia
me inquirisse onde acharia
pitéu que a pudesse encher...


Quero crer que disse mais
do que o bom-senso permite
e a lucidez não me admite
tantas “tiradas” verbais,
portanto, e tarde demais,
vou-me embora antes que hesite
e, ainda que em verso evite
retratos dos mais banais,
deixo os meus traços gerais;
Como tu, sou... sem limite!

 

 

Maria João Brito de Sousa -01.09.2014 – 22.25h


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Sexta-feira, 1 de Novembro de 2013

1º PRÉMIO, NA CATEGORIA "POESIA OBRIGADA A MOTE", DOS XXI JOGOS FLORAIS DO OUTONO - MONFORTE, 2013

 

 

MOTE


 

“És vida, poema e cor,

Que sais da terra fresquinha,

Espelho, pureza, esplendor,

Fonte da vila, rainha.”


 

Rosa Pires


 

 

À velha fonte de Monforte


 

Dentre as fontes que não vi

Nas terras com que sonhei

Mas nunca visitarei,

Conta-se uma que, daqui,

Destes versos me sorri

E que evoco aberta em flor,

À qual teço o meu louvor

Numas rimas que ensaiei

E com as quais lhe direi;

“És vida, poema e cor”!

 

Imagino-te o perfil

Na branca pedra talhado,

Em contraluz recortado

Num céu de límpido anil,

Sobressaindo, gentil,

Como se tu fosses minha

E viesses, muito azinha,

Of`recer-te toda inteira,

Ó água tão verdadeira

“Que sais da terra fresquinha”!

 

Por tudo aquilo que vejo

Neste sonhar-te acordada,

Direi que és fonte encantada

Que, aproveitando este ensejo,

Tento louvar, mas fraquejo

Por falta do estranho ardor

De quem tem real valor,

E tu, acima de tudo,

És, do brilho em que eu me iludo,

“Espelho, pureza, esplendor”…

 

Portanto, fonte bendita

Que os olhos me deslumbraste

Com tão perfeito contraste,

Tal visão só me suscita

Jovem que, sendo bonita,

Por mim passasse, sozinha,

Derramando a pucarinha,

E menos não sei chamar-te

Do que sublime obra de arte,

“Fonte da vila, rainha”!

 

 

 

Joana Pardal (pseudónimo)


 

Maria João Brito de Sousa - 2013

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