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Terça-feira, 25 de Outubro de 2016

GLOSANDO UM POEMA EM SEXTILHAS DA AUTORIA DE ALICE MENDES

Dona Morte 2.jpg

 

QUANDO EU MORRER...

de
Alice Mendes

 

 

Se eu pudesse escolher
Um dia para morrer
Queria-o solarengo
Assim como uma aguarela
Arco-íris em janela
De outra forma, não entendo.

Quando esse dia chegar,
Sei que não vou cá ficar
Quero ir bem esticadinha…
Bastam as rugas da vida
Quanto mais inda esta lida
De não ir bem bonitinha.

Para mim, chega uma flor
Que me acompanhe onde for
E perfume o meu caminho…
Sei que não vou andando
Ganhei asas, vou voando
Como um lindo passarinho.

Depois, lá onde eu estiver,
A minh’alma de mulher
Continuará a sorrir.
Irá olhar para o mundo
E num cantinho bem fundo
Verá outros a partir.

É sina que a todos cabe
Mas, o qu’inda ninguém sabe
É o que depois se passa…
Com os pés juntos iremos
Aqui, jamais os movemos
E lá? Será que tem graça?

 

Alice Mendes

25.10.2016

 

 

HISTÓRIAS DAS MIL E UMA NOITES


(Para "entreter" um pouco a dona Morte.)

"Se eu pudesse escolher,"
Quereria não morrer
Dentro dos próximos anos,
Porém, o que há de mais certo
É, vendo a morte por perto,
"Levá-la à certa", entre enganos...

 

Quando esse dia chegar,
Não mais podendo enganar
A velha da foice negra,
Que remédio posso ter,
Se não fazê-la entender
Que quero fugir à regra?

 

"Para mim, chega uma flor",
Mas ela sabe de cor
Estes "truques" dos mortais,
Vai fazer-me ouvidos moucos
E eu, que vou morrendo aos poucos,

Já gastei truques demais...

 

"Depois, lá onde eu estiver",
Faz de mim quanto quiser...
No que toca aos meus poemas,
Não lhes vá tocar, porém!

Mate, se isso lhe convém,

Não me arranje é mais problemas!

 

"É sina que a todos cabe";
Não há quem nunca se acabe
Nesta existência pautada
Por tristezas, alegrias,
Convicções e nostalgias
E uma ou outra gargalhada...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 25.10.2016 - 14.25h


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Domingo, 25 de Setembro de 2016

GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE VII

digitalizar0114.jpg

 



CASA VELHINHA

Aquela casa velhinha

Foi um terno lar outrora

Teve nela uma rainha

Mas está sozinha agora


A entrada está fechada

Seco está o seu jardim

Nunca está iluminada

À volta, só tem capim


Sem cortinas nas janelas

Nem a roupa no estendal

Até as próprias estrelas

Parecem lhe querer mal


Às vezes olho pra ela

Oiço o riso das crianças

Percebo como foi bela

E tão cheia de esperanças

À noite à luz duma vela

Uma sopa fumegante

Saidinha da panela

Era seu manjar, bastante

 

Quando o dia clareava

Saltitavam de alegria

Até o galo cantava

Uma nova melodia

 

Quanto amor ali floriu

Debaixo daquele tecto

Porque será que partiu

Qual seria o seu trajecto


Aquela casa velhinha

Está só, abandonada

Deixou-a, sua rainha

Para sempre está fechada


Maria da Encarnação Alexandre

20/01/2016



CASA-MÃE



"Aquela casa velhinha"

Que, em tempos, me viu crescer,

Mora em mim, ainda é minha,

Mesmo sem nela eu viver...

 

"A entrada está fechada",

Mas há sempre uma saída,

Pr`a quem olha enamorada

A casa da sua vida;

 

"Sem cortinas nas janelas",

Posso entrar mais facilmente,

Através de todas elas,

Tanto em casas, quanto em gente...

 

"Às vezes olho pr`a ela"

E só de olhá-la, já estou,

Toda eu, dentro daquela

Que habitei, que me habitou...

 

"À noite, à luz duma vela",

Que em faltando outra energia,

Havia sempre, à cautela,

Forma de alongar-se o dia...

 

"Quando o dia clareava",

Entrava a luz, num rompante,

Na casa onde eu conquistava

Meus direitos de habitante

 

"Quanto amor ali floriu",

Quão desmedido esse enlevo...

Tão pouco a Casa pediu

E eu, à Casa, tanto devo...

 

"Aquela casa velhinha"

Que hoje é casa de outro alguém,

Era minha, era tão minha,

Quanto a minha própria Mãe...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 25.09.2016 - 10.59h

 


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Sábado, 13 de Agosto de 2016

GLOSANDO UM MOTE DO POETA BENTO TIAGO LANEIRO

digitalizar0099.jpg

MOTE


FIZ UMA COVA NA AREIA
PARA AFOGAR MINHA MÁGOA
ENTROU NELA O MAR TODO
NÃO ENCHEU A COVA D’ÁGUA.

 

Bento Tiago Laneiro

De Vila Nova de S. Bento,
Amadora, 2016/ 08/ 11

 

GLOSAS

 

"Fiz uma cova na areia"

Quando era pequenininha

E senti-me uma rainha

Quando, em vindo a maré cheia,

Nadei nela, qual sereia,

Porque a cova era só minha!

Do que eu qu`ria, era o que eu tinha

E, quando nada se odeia,

Por pouca coisa se anseia,

Tudo e nada se adivinha...

 

"Para afogar minha mágoa",

Agora que envelheci,

Escrevo, à pressa, por aqui,

Pego em minha gata, afago-a,

Vou ao café... bebo água,

Releio o que já escrevi,

Re-reviso o que já li,

Engulo uma sopa - ou trago-a... -

Porque, à minha escrita, estrago-a

A correr daqui pr`ali...

 

"Entrou nela o mar todo"

E eu não posso devolvê-lo,

Pois mal consigo dizê-lo

Sem sentir que raso o lodo

Em que, já cansada, rodo,

Rodo sobre o cotovelo,

Não conseguindo sustê-lo,

Deste modo ou de outro modo...

Tenho sono e, se incomodo,

Peço desculpa por tê-lo...

 

"Não encheu a cova d`água",

Encheu-me a mim, toda inteira

E devo ter feito asneira

Pois não sinto dor, nem mágoa,

Essa que não trago - ou trago-a? -...

Tudo o que sinto é canseira

E pareço estar à beira

De uma incandescente frágua..

Não podendo mais, sufrago-a;

Levanto, branca, a bandeira!

 

 

Maria João Brito de Sousa - Oeiras, 13.08.2016

 


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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

ASTRO SEM ÓRBITA

 

Vi os céus de um outro mundo

Nesta luz de que me inundo,

Neste luar que não peço

E fiquei de alma perdida

Sabendo que fui vencida

Por um astro que não esqueço


Fui, desde a Lua até Marte

Por puro amor pela arte

Que me corre pelas veias!

Sempre que a vida me chama,

Envergo o manto de lama

Das seculares alcateias…


Saio depois, desse encanto,

Exibindo a cor do manto

Que a vida me permitiu

E, além da curva da estrada,

Não descubro mesmo nada

Senão que esse astro partiu!

 

 

 


Maria João – 15.01.2011 – 23.24h

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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

O MILITANTE

 

 

Tenho um gato militante

Dessoutra causa improvável

Que é tornar-se “comandante”

Dum terreno inconquistável…

 

Precisa de um espaço amigo

Qu`inda não esteja ocupado

E que não se torne um perigo

Pr`a sua causa, coitado!

 

Somos ambos militantes

De causas muito improváveis

Em espaços equidistantes…

Que situações reprováveis!

 

Tenho um gato militante

Dessoutra causa improvável

Que é tornar-se “comandante”

Dum terreno inconquistável…

 

 

 

NOTA - Este poema ao Spirit foi publicado em pré-datação

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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

A OPINIÃO

digitalizar0076.jpg

 

Nunca desisto de nada,

Mas poucos sabem, de mim,

Tão depressa estar calada,

Como dar corpo ao motim…

 

Conforme as voltas do vento,

Assim mudo o meu sentido

E de razões me sustento

Quer vista calça, ou vestido...

 

Vivo dentro de vós todos,

Mas ninguém pode prever

Se com bons, se com maus modos,

Eu me irei fazer valer

 

Pois... desistir, não desisto!

Serei sempre uma constante

De alguém com quem coexisto,

Mais meiga ou mais arrogante…

 

Por vezes chamam-me “luz”

Quando, numa discussão,

Dou vida ao que me traduz

E deixo uma OPINIÃO…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – Agosto, 2009

 

Nota - Poema reformulado a 10.07.2015

 

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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

NOS DEDOS DO TEMPO

Pedi aos dedos do tempo

Que viessem libertar-me

E o tempo não teve alento

Nem tempo para escutar-me…

 

Pedi às noites sem sono,

Às horas da nostalgia

E ao segredo mais guardado

Por um momento sem dono,

Um segundo de harmonia,

Um vislumbre do passado…

 

Pedi aos dedos do tempo

Que viessem libertar-me

E o tempo não teve alento

Nem tempo para escutar-me…

 

Pedi, depois, aos meus dias

De privações e canseiras,

De fome e de tentações

Mas nem mesmo as alegrias

Saltaram essas barreiras

Das humanas frustrações…

 

Pedi aos dedos do tempo

Que viessem libertar-me

E o tempo não teve alento

Nem tempo para escutar-me…

 

 

 

 

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