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Terça-feira, 18 de Outubro de 2016

GLOSANDO A POETISA ALICE MENDES

coração.jpg

LEILÃO

 

 

Está à venda um coração                                           

Já no próximo leilão                                   

P'ra quem o quiser comprar.                        

Ainda está em bom estado,                         

Nunca ele esteve parado,                             

Motor... Sempre a trabalhar.                       

                                                                    

Tem a cor avermelhada

Cor de sangue acentuada                     

Em momentos de paixão.                              

Batimentos desiguais,                                    

Estremecem por demais                               

Para alterar a tensão. 

 

Tem quatro partes distintas

Já não é de meias tintas

Está treinado no amor…

Tem uma capa de ternura

Sabe sorrir com doçura

Chora com saudade e dor…

 

Está à venda por bom preço,

Só não se vira do avesso

Isso não faz… Jamais!

Ora calmo ora agitado,

Espera que seja do agrado,

Dos senhores… QUEM DÁ MAIS!?

 

 

 Alice Mendes

 

15.10.2016

 

 

 

 REMATE

 

 

"Está à venda um coração"?

Eu não te digo que não,

Mas só to peço emprestado

Pois, comprar, compro a cabeça

Pr`a sondar, peça por peça,

As razões deste legado...

 

"Tem a cor avermelhada",

Que é a mais adequada

Ao bom músculo estriado

Que nos serve o corpo inteiro,

Mas... se eu não tiver dinheiro,

Não to compro, nem estragado...

 

"Tem quatro partes distintas",

Condiciona quanto sintas

E bombeia sem cessar

O sangue que te dá vida;

Sem coração, estás perdida,

Ninguém te pode salvar...

 

"Está à venda por bom preço",

Dizes, logo no começo,

Deste teu estranho leilão,

Não sabendo - ou por sabê-lo... -

Qu`esse órgão, sendo singelo,

Cumpre uma vital função...

 

Maria João Brito de Sousa - 18.10.2016 - 09.35h


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Domingo, 25 de Setembro de 2016

GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE VII

digitalizar0114.jpg

 



CASA VELHINHA

Aquela casa velhinha

Foi um terno lar outrora

Teve nela uma rainha

Mas está sozinha agora


A entrada está fechada

Seco está o seu jardim

Nunca está iluminada

À volta, só tem capim


Sem cortinas nas janelas

Nem a roupa no estendal

Até as próprias estrelas

Parecem lhe querer mal


Às vezes olho pra ela

Oiço o riso das crianças

Percebo como foi bela

E tão cheia de esperanças

À noite à luz duma vela

Uma sopa fumegante

Saidinha da panela

Era seu manjar, bastante

 

Quando o dia clareava

Saltitavam de alegria

Até o galo cantava

Uma nova melodia

 

Quanto amor ali floriu

Debaixo daquele tecto

Porque será que partiu

Qual seria o seu trajecto


Aquela casa velhinha

Está só, abandonada

Deixou-a, sua rainha

Para sempre está fechada


Maria da Encarnação Alexandre

20/01/2016



CASA-MÃE



"Aquela casa velhinha"

Que, em tempos, me viu crescer,

Mora em mim, ainda é minha,

Mesmo sem nela eu viver...

 

"A entrada está fechada",

Mas há sempre uma saída,

Pr`a quem olha enamorada

A casa da sua vida;

 

"Sem cortinas nas janelas",

Posso entrar mais facilmente,

Através de todas elas,

Tanto em casas, quanto em gente...

 

"Às vezes olho pr`a ela"

E só de olhá-la, já estou,

Toda eu, dentro daquela

Que habitei, que me habitou...

 

"À noite, à luz duma vela",

Que em faltando outra energia,

Havia sempre, à cautela,

Forma de alongar-se o dia...

 

"Quando o dia clareava",

Entrava a luz, num rompante,

Na casa onde eu conquistava

Meus direitos de habitante

 

"Quanto amor ali floriu",

Quão desmedido esse enlevo...

Tão pouco a Casa pediu

E eu, à Casa, tanto devo...

 

"Aquela casa velhinha"

Que hoje é casa de outro alguém,

Era minha, era tão minha,

Quanto a minha própria Mãe...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 25.09.2016 - 10.59h

 


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Sábado, 24 de Setembro de 2016

GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE VI

Progressos.jpg



FLOR SILVESTRE

 

Sou filha dos verdes campos

Neta talvez dos pinhais

Cresci vendo pirilampos

Rodeada de animais

 

Sou flor arisca e silvestre

No meio de ervas nascida

Rebento verde e campestre

Na cidade ando perdida

 

Andei descalça na rua

Comi uvas sem lavar

Empurrei uma charrua

Na hora de cultivar

 

Protegida plos sobreiros

Dormi sestas de Verão

Embalada plos chilreios

E a folhagem por colchão

 

Quando urtigada, dei ais

Comi azedas, murtinhos

Corri entre milheirais

Subi árvores, vi ninhos

 

Nas silvas do meu valado

Comi as amoras pretas

Sentei no chão com agrado

Mirei lindas borboletas

 

Fiz do gato travesseiro

Nas horas de descansar

E do cão meu companheiro

Em tempo de passear

 

Na confusão da cidade

Sente falta a flor silvestre

Daquele ar de liberdade

Nesse espaço tão campestre

 

Maria da Encarnação Alexandre

28/01/2016 



"PROGRESSO(S)"



"Sou filha dos verdes campos"

Mas fui, fora de contexto,

Ficando presa com grampos,

Já não sei por que pretexto...



"Sou flor arisca e silvestre"

Transformada em rocha dura

Pelo sopro louco, agreste,

De uma vontade imatura...



"Andei descalça na rua"

Depois de amadurecer,

Uivando às fases da Lua,

Sem da Terra me esquecer...



"Protegida plos sobreiros",

Inventei-me, eu, protectora

Da glória de uns abrunheiros

De que fui dona e senhora...

 

 

"Quando urtigada, dei ais",

Mas não quis voltar atrás;

Desafiei, pedi mais,

Mostrei do que era capaz!

 

"Nas silvas do meu valado"

Deixei preso o meu vestido...

Deixei-o por lá, rasgado,

Deixei-o ficar, esquecido...

 

"Fiz do gato travesseiro"

Sempre tentando entender

Como é que um simples rafeiro

É sábio, sem o saber...

 

"Na confusão da cidade"

Sempre avanço, mas confesso

Ter certa dificuldade

Em chamá-la de "progresso"...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 24.09.2016 - 13.15h

 

 


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