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Sexta-feira, 4 de Agosto de 2017

O MEU NOME

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Sou João. Se vês Maria

Precedendo o meu João,

Não tem esse outra razão

Senão... a burocracia

Que nunca permitiria

A meu pai, homem bem são,

Que quebrasse a tradição

Que para os sexos havia...

Hoje, tudo a contraria

Mesmo quando o faz em vão...



Bazilio, vem-me da mãe

E surge, agora, com “z”

Sem que eu perceba porquê,

Nem que graça é que isso tem

Pois com “s” se mantém

Sempre que o possa escrever;

Dizem que logo ao nascer

Ficou escrito... e estava bem,

Por isso o “z” me convém...

Mas isso depois se vê!



Vem-me o Brito de meu pai;

Trouxe a pintura consigo

E é, por isso, um nome amigo,

Um nome que se não trai,

Que nunca oscila, nem cai,

Como é próprio de um abrigo,

Muito qu`rido, muito antigo...

Deixai-o ficar, deixai,

Porque é firme e não se esvai,

Nem foge ao primeiro p`rigo.



O “de” surge a harmonizar,

Nunca serviu pr`a mais nada,

Mas... a coisa harmonizada

É bem melhor de se olhar!

Del` não consinto abdicar,

Nem que me sinta obrigada

A assinar-me abreviada;

Esse “de” tem de constar!

Sou mulher pr`a me zangar,

Se por isso for “gozada”...



Sousa... quem sou eu sem Sousa?

Uma poeta qualquer?

Uma tonta? Uma mulher

Que ousa demais só porque ousa

Pôr, no papel ou na lousa,

O João... se lhe aprouver?

O Sousa deu-me o saber

E a paz em que hoje repousa...

Deu-me tanto e tanta cousa*

Que as nem posso descrever!



Maria João Brito de Sousa – 04.08.2017 – 13.06h

 

 

* António de Sousa, o meu avô poeta, nasceu no Porto, na Calçada das Virtudes.

 

À Helena Teresa Ruas A. S. Reis que me inspirou estas décimas.

 


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Sexta-feira, 8 de Novembro de 2013

(CON)TRASTE - Seis décimas para desafiar a mo(r)te sem glosar mote algum

Voz do comando final

Destoutra rebelião,

Mesmo que eu diga que não,

Que te erga o punho e proteste

Negando que aqui vieste

Sem bater, nem dar sinal,

Pôr fim, a bem ou a mal,

A quanto sobre à função

De ir conjugando alma e mão

Em versos que me não deste

E, decerto, não escreveste,

Mas nas quais deixaste o sal,

 

De nada me servirá,

Mas… que fazer, se esta vida

Me pede pr`a ser vivida

Toda do lado de cá?

Sei que, nem boa, nem má,

Esse teu ciclo cumprindo,

Não te orgulhas de ter vindo

E, à força de tão cumprida,

Tanto te faz que eu decida

Dizer que de ti prescindo…

 

Alguns chamam-te destino,

Eu, muito pelo contrário,

Dar-te-ei, de modo vário,

Um nome menos latino,

Mais simples, mais pequenino,

Em jeito de desafio

Pois, já que morro de frio,

De ti cobro o estranho erário

De mudar-te o corolário

Nas contas que aqui desfio!

 

Aqui deixo, à revelia

Da vontade que nem tens,

Como se escólio de bens,

O nome que me ocorreu

Pois, nem inferno, nem céu,

Antes sal de humana origem,

Me surge em estranha vertigem

Num verso a que não convéns

Já que terminá-lo vens

Quando o sei ser muito meu,  

 

Ponto final que resultas

De um percurso acidentado,

Circunstância, tempo errado,

Poder no qual nunca exultas,

(Sei que as pessoas mais… “cultas”

criticarão quanto digo,

mas, “isto” nasceu comigo

e trago-o tão bem pensado,

tão sentido e tão estudado,

que ouso e desdenho um tal p`rigo!)

 

Coisa comum que magoas,

Banalidade inclemente

Que arrebatas são, doente,

Gentes mesquinhas e boas,

Que, num segundo, atordoas

E noutro te retiraste

De quanta dor cá deixaste,

Só sei que fico contente

Por saber fazer-te frente

Quando te chamo “(con)traste”!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 08.11.2013 – 14.31

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