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Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

APOGEU POÉTICO AVL

Aleixo - com flores.JPG

 

APOGEU POÉTICO AVL

 

"CELEBRANDO O ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO DO POETA ANTÓNIO ALEIXO, PATRONO DA AVL".

 

Patrono: Florbela Espanca

Académica: Maria João Brito de Sousa

Cadeira: 06

 

 

ONDE NASCERAM A CIÊNCIA E O JUÍZO?



MOTE

- Onde nasceu a ciência?...
- Onde nasceu o juízo?...
Calculo que ninguém tem
Tudo quanto lhe é preciso!

GLOSAS

Onde nasceu o autor
Com forças p'ra trabalhar
E fazer a terra dar
As plantas de toda a cor?
Onde nasceu tal valor?...
Seria uma força imensa
E há muita gente que pensa
Que o poder nos vem de Cristo;
Mas antes de tudo isto,
Onde nasceu a ciência?...

De onde nasceu o saber?...
Do homem, naturalmente.
Mas quem gerou tal vivente
Sem no mundo nada haver?
Gostava de conhecer
Quem é que formou o piso
Que a todos nós é preciso
Até o mundo ter fim...
Não há quem me diga a mim
Onde nasceu o juízo?...

Sei que há homens educados
Que tiveram muito estudo.
Mas esses não sabem tudo,
Também vivem enganados;
Depois dos dias contados
Morrem quando a morte vem.
Há muito quem se entretém
A ler um bom dicionário...
Mas tudo o que é necessário
Calculo que ninguém tem.

Ao primeiro homem sabido,
Quem foi que lhe deu lições
P'ra ter habilitações
E ser assim instruído?...
Quem não estiver convencido
Concorde com este aviso:
- Eu nunca desvalorizo
Aquel' que saber não tem,
Porque não nasceu ninguém
Com tudo quanto é preciso!

 



António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

 

***

 

 

RESPOSTA(S)

 

 

"- Onde nasceu a ciência?...",

Perguntaste abruptamente...

Respondi: - Nasceu de gente

Que viu pr`além da aparência...

Teve, a questão, pertinência

E eu fiquei muito contente

Por saber ter pela frente

Alguém cuja inteligência

Já roçava uma insurgência

Ampla, profunda, abrangente.

 

"- Onde nasceu o juízo?..."

Perguntaste-me a seguir,

Melhor qu`rendo discernir

Se a resposta era um sorriso,

Ou se o dissertar conciso

Que o verso me permitir...

Sem sequer ousar sorrir,

Respondi com muito siso:

- Ah, não foi no Paraíso,

Nem nos´sonhos de dormir`!

 

"Calculo que ningúem tem"

Melhor forma de explicar

Que o juízo não tem lar,

Ninguém sabe de onde vem,

Nasce em todos nós, também,

E não se pode expulsar

Essa coisa de ajuizar

Que serve o mal e o bem...

Ninguém o sabe, ninguém!

Nem quem julga não julgar!

 

"Tudo quanto lhe é preciso"

É, contudo, equilibrar-se,

Ir aprendendo a julgar-se

A si mesmo, a ser conciso,

Em vez de armado em Narciso,

Julgar e, depois, gabar-se...

É questão de moderar-se

Porque, aos fracos, nunca eu piso;

Sem condenar, estudo e gizo

Se algo pode aproveitar-se...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 17.02.2017 - 12.54h

 

 

 

NOTA - Poema glosado em décimas, a partir do mote original de António Aleixo.

 


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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016

APOGEU POÉTICO AVL

Aleixo - com flores.JPG

 

Patrono : Florbela Espanca
Acadêmico : Maria João Brito de Sousa
Cadeira : 06




Apogeu Poético : Homenagem Póstuma a António Aleixo.




Tema : Poeta Visionário.



MOTE



"Sem ter chicote nem vara

Manda-me a minha razão

Atirar versos à cara

Dos que me roubam o pão."



António Aleixo



In "Este Livro Que Vos Deixo"





 

SEM TER CHICOTE, NEM VARA...



(Décimas)



I



"Sem ter chicote, nem vara",

Tenho, porém, munições

E sobejam-me razões

Pr`afirmar, de forma clara,

Que, à má-fé, ninguém me pára

Com lentilhas... nem milhões!

Há pr`aí tantos ladrões

Que a gente já nem repara

Se com ladrões se depara

Nos caudais das multidões!



II



"Manda-me a minha razão",

Que é excelente conselheira,

Que não vá sem vara à feira,

Porém, se vejo um ladrão

Vir na minha direcção,

Sigo em frente, sorrateira,

Nunca caindo na asneira

De baixar, de todo, a mão

Onde guardo a "munição"

Esculpida à minha maneira;



III



"Atirar versos à cara"

- nunca pedindo perdão! -

Deixa mossa no vilão

Que pr`á fuga se prepara...

Mais o firo, sem ter vara,

Do que com vara, ou bastão!

"Dá de frosques"*, o poltrão,

Que um bom verso é coisa rara;

Fere, infecta e forma escara,

Nem que acerte de raspão...



IV



"Dos que me roubam o pão",

Não terei misericórdia!

São escória dessa mixórdia**

Que envergonha uma nação

E, tendo uma rima à mão,

Assim que surja a discórdia

- se se não lembra recorde-a

porque a não recorda em vão... -,

Zurzirei cada ladrão

Com mil quadras de (in)concórdia!





Maria João Brito de Sousa - 12.11.2016 - 17.12h









* Dar de frosques (popular) - Fugir, bater em retirada...



** Mixórdia - Misturada, bagunça, miscelânea...

 


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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2015

LOUVOR DE OURO DA ACADEMIA VIRTUAL DE LETRAS

medalha_1949_antonio_aleixo_fr.JPG

ANIVERSÁRIO DA DATA DO FALECIMENTO DO MESTRE ANTÓNIO ALEIXO

 

Patrono: Manuel Maria Barbosa du Bocage

Académica: Maria João Brito de Sousa

Cadeira: 06

 

A TORPE SOCIEDADE ONDE NASCI

 

 

I

Ao ver um garotito esfarrapado
Brincando numa rua da cidade,
Senti a nostalgia do passado,
Pensando que já fui daquela idade.

II

Que feliz eu era então e que alegria...
Que loucura a brincar, santo delírio!...
Embora fosse mártir, não sabia
Que o mundo me criava p'ra o martírio!

III

Já quando um homenzinho, é que senti
O dilema terrível que me impôs
A torpe sociedade onde nasci:
— De ser vítima humilde ou ser algoz...

IV

E agora é o acaso quem me guia.
Sem esperança, sem um fim, sem uma fé,
Sou tudo: mas não sou o que seria
Se o mundo fosse bom — como não é!

V

Tuberculoso!... Mas que triste sorte!
Podia suicidar-me, mas não quero
Que o mundo diga que me desespero
E que me mato por ter medo à morte...



António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

 

EU

 

I

Ao ver, duma criança que brincava,

Do gesto, a natural vivacidade,

Senti que desta vez me emocionava

"Pensando que já fui daquela idade."

 

II

E que alegrias tive... ou que loucura!

Fui poeta-menina, ardi, qual círio,

No verbo em chama, ao som da partitura

"Que o mundo me criava, pr`ó martírio."...

 

III

 

Depois, já crescidinha, é que entendi

A força que há num rio que alcança a foz

Tão farto como o meu, tal como o vi,

"De ser vítima humilde ou ser algoz..."

 

IV

 

Mas se, hoje, me norteia a poesia,

E, em quaisquer tribunais, me sinto ré,

Sei bem que culpa alguma sentiria

"Se o mundo fosse bom - como não é!"

 

 

V

 

E, sem hesitação, escolho o meu norte!

Eu quero lá saber de quem me diga

Que oponho corpo e alma a quem me obriga

"E que me mato por ter medo à morte..."!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 10.11.2015 - 15.10h

 

 

 

Postado em 20 novembro 2015 às 8:47


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