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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2015

DIGNIDADE

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Dignidade, ó dignidade,

quanto mais por ti lutando,

mais longe tu vais ficando

do que entendo ser verdade

e, se a dúvida me invade,

como posso ir-te encontrando

se, assim foges ao comando

da minha própria vontade

e, ao verbo, me vai faltando

força e combatividade,

 

Se, a cada excessivo brilho,

mais te sinto acorrentada,

menos tu, mais deturpada,

como se o meu duro trilho,

não sendo, tão só, meu filho,

fosse coisa alienada

feita de honras... e mais nada,

presas por festivo atilho

no qual toda me ensarilho

tanto mais, quanto enfeitada

 

Te vou vendo, em demasia?

Como atrever-me a pensar

se esta lucidez falhar

ou me faltar energia?

Como emular a alegria

quando só quiser chorar?

Como estar, quando não estar

é quanto me apetecia?

Quem serás tu, Poesia,

quando o Verbo to negar???

 

E avanço, uma vez mais...

Como é forte esta paixão

a que não sei dizer não,

mesmo quando diz demais...

diz mil coisas, das banais,

e só lhes porá travão

quando é finda a compulsão!

De todas deixa, em sinais,

as impressões digitais

que há na voz de cada mão...

 

Dignidade! Essa esquecida

que ao poema deu começo,

esta, onde agora tropeço

numa absurda recaída;

- Nunca te sintas traída,

mesmo quando assim te esqueço

pois, bem mais do que ao que peço,

te devo... e devo-te a vida!

Dóis-me, sim, pois foste f`rida,

mas, por ti, paguei o preço

de dar-me a quem nem conheço

pr`a manter-te, a ti, escondida!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 01.10.2015 - 16.59h

 

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