.EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

por muito pequenos que pareçam ser... NOTA - ESTE BLOG JAMAIS SERVIRÁ CAFÉS! ACABO DE DESCOBRIR QUE OS DOWNLOADS SE PAGAM CAROS...
Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

NÃO ME FALES DOS VERSOS QUE TRAZES

Não me fales dos versos que trazes

tresnoitados na ponta dos dedos,

nem dos dias que não são capazes

de ocultar-te, guardando segredos…

 

Não me fales se trazes mais medos!

 

Não me fales da força perdida

nem da dor que estrangula as gargantas,

nem da causa jamais conseguida

pelos tais amanhãs que não cantas…

 

Não me fales se ainda não cantas!

 

Não me fales no dia seguinte

que não nasce, nem deixa nascer,

nem procures o estranho requinte

dos discursos que sabes fazer…

 

Não me fales! Não quero saber!

 

Não me fales - mas podes gritar! –

do que o tempo cinzento anuncia,

nem das mãos que não vais levantar

se essas mãos te não servem de guia!

 

Não me fales, que eu não te ouviria!

 

Não me fales mas nunca te esqueças

desses tantos que ainda acreditam

e que tentam, por mais que os impeçam,

murmurar-te as palavras que gritam…

 

Não me fales daqueles que te imitam!

 

 

Maria João Brito de Sousa – 10.06.2011 – 22.19h

 

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 11:36
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26 comentários:
De PaperLife a 14 de Junho de 2011 às 18:50
Mas eu vou falar, e vou dizer que adorei!
E se for preciso, gritarei ;)

Oh, obrigada por votares :')
Eu só ando cansada... esta época de exames e frequências mata-me :/


De poetaporkedeusker a 15 de Junho de 2011 às 12:40
:) Nem queiras saber, Paper... hoje sou eu que estou mais morta do que viva... "caiu-me" em cima das maleitas crónicas uma malvada duma infecção respiratória que eu nem te conto! Agora vou tentar almoçar e, depois, visito-te.
Abraço grande!


De PaperLife a 15 de Junho de 2011 às 18:49
Então, como estás? :/
Devias ter ficado em casa :S
Tens de ter cuidado, para isso não agravar...


De poetaporkedeusker a 16 de Junho de 2011 às 14:34
E fiquei, Paper... mas não foi por ter decidido ficar, foi porque a malfadada gripe não me deixou andar senão a 10 à hora, o Kico também está pior e eu não consegui acabar de tomar duche senão à hora do almoço... isto é uma tristeza! Mal me mexo! :) Mas agora estou por cá e só saio quando isto encerrar... ou se, por falta de equipamento e muito utilizadores, me puserem na rua... :) Até trago um sonetozinho muito apagadito... mas é soneto e o Poetaporkedeusker está parado há alguns dias... vou tentar publicá-lo!
Bjo!


De PaperLife a 16 de Junho de 2011 às 14:38
Oh, anda tudo mal :/
Mas hoje já te sentes melhor? :)
Quando publicares diz que eu passo por lá ^^
As melhoras para ti, e para o Kico ^^


De poetaporkedeusker a 16 de Junho de 2011 às 15:05
:) Não te preocupes! Isto há-de melhorar! :)
Agora estou na caixa de correio... daqui por meia hora publico! :)


De poetazarolho a 14 de Junho de 2011 às 23:55
“Palavras”

O importante é a rosa
O demais são espinhos
Versos estes mansinhos
Deve importar a prosa

Podem mostrar bravura
Se desponta a ocasião
São motivo de rebelião
Logo regressa a ternura

São farpas pontiagudas
São falsas, não te iludas
São abraços de carinho

Quase sempre desnudas
Num dia quedam-se mudas
No outro apontam caminho.


De poetaporkedeusker a 15 de Junho de 2011 às 12:22
... e, agora, fiquei eu sem palavras! Vou ler o próximo...


De poetazarolho a 16 de Junho de 2011 às 00:18
“Poesia na tasca”

Portugal tem talento
E hoje venceu a poesia
Há muito que não se via
Um tão belo momento

Afinal não somos rasca
Afinal ainda há esperança
Encheu-me de confiança
Eu que escutava na tasca

Venha mais uma rodada
A transbordar de energia
A malta sai embriagada

Por degustar esta poesia
E afinal não custa nada
Acabar com a anestesia.


De poetaporkedeusker a 16 de Junho de 2011 às 14:42
Acabar com a anestesia
É tudo o que mais almejo,
Mas estou com uma "avaria",
Vai-me faltando o traquejo...

Tomei Paracetamol,
Pus os pingos no nariz
E rezei para que o sol
Me pusesse mais feliz...

Embora sendo velhota
Sinto-me "à rasca" também
- por isso é que eu luto assim -

E, não sendo uma garota,
Tento, mais do que ninguém,
Trabalhar até ao fim! :))

Obrigada, Poeta!


De poetazarolho a 17 de Junho de 2011 às 00:05
“Quinto dos infernos”

Une a saúde à segurança social
Une a defesa ao contra-ataque
Desarranjo intestinal ao traque
Trabalho deves unir ao carnaval

Não necessita ser unida a cultura
Economia e finanças fazem união
O ambiente deves unir à poluição
Os nabos unes com a agricultura

Feita a contabilidade até à exaustão
Seis ministros são quanto bastará
E na verdade o povo nem notará

Resultado da brilhante governação
Ocupado nestes tempos modernos
Andará, lá pró quinto dos infernos.


De poetaporkedeusker a 17 de Junho de 2011 às 12:22
... andará lá pr`ó quinto dos infernos
Esta vida que temos pela frente...
Mas afinal não somos mesmo eternos
E, apesar de poetas, somos gente!

Que mais hão-de eles poder privatizar?
Se os próprios versos forem sonegados
Como será que o estro irá cantar?
E os astros fazem greve, revoltados!

Contabilizada seja, em cada estrofe,
Esta nossa ironia que não cessa
A menos que nos levem deste mundo!

O mundo terá sempre quem lhe prove;
Poeta cumpre sempre uma promessa
A não ser que outro alguém o deite ao fundo... :)


Abraço!


De poetazarolho a 17 de Junho de 2011 às 22:00
“Escrito no céu”

Fukushima meu amor
Apelo ao teu coração
Liga lá a refrigeração
Arrefece esse reactor

Usa esse poder nuclear
Como um dom especial
Pr’o bem e não pr’o mal
Não nos queiras dilacerar

Japão meu coração chora
No céu apareceu escrito
A homenagem nesta hora

A estes irmãos devastados
Soltem um profundo grito
Ficámos todos prostrados.


De poetaporkedeusker a 21 de Junho de 2011 às 14:39
Ficámos todos prostrados
Quando os reactores cederam
E os irmãos, contaminados;
Quantos deles nem perceberam,

Quantos deles mal informados...
Porém, de quantos morreram,
Dirá a história; - "Coitados!"
Sem falar do que sofreram...

Evitemos acidentes
E a morte cruas e sangrenta
Das guerras que são escusadas!

Sejamos bem mais prudentes!
Quando o nuclear nos tenta
Fazemos coisas erradas...


Maria João
Aqui vai e obrigada, Poeta! :)




De poetazarolho a 18 de Junho de 2011 às 19:35
“O império contra-ataca”

Prenderam a Jesus Cristo
Lá para os lados de Atenas
Ou um descendente apenas?
Nunca tinha visto estas cenas

Os soldados do imperador
Tinham uns cascos do baril
Usavam filtros no trombil
Distribuíam a mais de mil

Usava um casaco vermelho
Que envolvia cada joelho
Arrearam-lhe com jeitinho

Para quando se vir ao espelho
Ter intacto o seu corpinho
E ajudaram-no no caminho.


De poetazarolho a 19 de Junho de 2011 às 21:56
“Os palhaços”

Resolver a crise financeira
Crescimento a seguir vem
E o estado social também
Acabar com a bandalheira

Preparar a nossa juventude
Estancar os esbanjamentos
Anular os constrangimentos
Que a justiça também mude

Tornar toda a malta saudável
Correr com todos os bandidos
Parece uma lista louvável

O pior é que estamos falidos
Quem será o responsável
Por mater-nos divertidos?


De poetaporkedeusker a 20 de Junho de 2011 às 14:43
Meu caro Poeta Zarolho, eu hoje não estou mesmo em condições de escrever nada de jeito. Cheguei do hospital e as coisas pioraram... não precisava de ter ido ao hospital para o saber, mas tive mesmo de ir porque já tinha consulta marcada. Estou a fazer um enorme sacrifício para estar aqui a responder-vos e poemas... em pensar! Estou mal e cheia de dores, não dá... mas espero que volte a dar!
Um abraço e desculpe-me.


De poetazarolho a 20 de Junho de 2011 às 23:37
Melhoras sinceras, qué isso de desculpas?
"Exijo" se posso fazer algo para ajudar.

Saudações alentejanas.


De poetazarolho a 21 de Junho de 2011 às 00:13
Errata
Onde se lê "Exijo", deve ler-se "Exijo" saber.


De poetaporkedeusker a 21 de Junho de 2011 às 13:19
:) Poeta amigo, eu tenho de pedir desculpas sempre que me sinto diminuída... sai-me naturalmente porque considero um privilégio ter amigos que me lêem, que se dão ao trabalho de deixar poemas nas minhas caixinhas de comentários e a quem eu, porque me sinto mais morta do que viva, não consigo responder condignamente... e hoje continuo... vá lá que as frases já me vão saindo com algum sentido. Nem sei como, porque continuo cheia de dores e, enquanto não se resolver esta agudização do problema intestinal, não posso comer nada de nada... só muita água, muito chá e uns golinhos de leite. Vim até cá porque sou mais teimosa do que uma parede de granito :)) Mas, para ser muito sincera, também não consigo ter muito descanso em casa porque o Kico consegue estar ainda pior do que eu e o Beethoven - o gato preto - também não está nada bem da barriga e lá tenho eu de andar de gatas a limpar o chão... mas pronto! Chega de desgraças! Bem bastam as dores que não há forma de se cansarem de me atazanar... vou responder aos mails e eventuais comments do Poetaporkedeusker e, depois, tento responder aos seus poemas, nem que seja com uma quadrazinha de pé quebrado. Sinto-me tão estúpida que nem imagina! Tinha sempre umas rimas na ponta dos dedos e, agora, pareço uma palerma que nem serve para nada... mas tenho esperança de que isto melhore. Pelo menos a tensão arterial, hoje, já estabilizou... o resto é que está desastroso!
Muito obrigada pela disponibilidade. Agora penso que ninguém me poderia ajudar muito, embora não fosse nada mau se a segurança social me enviasse depressa o vale dos correios :) Já está, outra vez, atrasado e quem recebe a miséria que eu recebo, fica logo aflito quando há um atraso. Eu volto cá, Poeta, para tentar responder-lhe!
Abraço grande!


De poetazarolho a 22 de Junho de 2011 às 00:09
“O chicote”

Eu sou da segurança social
Não venho ouvir ninguém
Trato a todos com desdém
Só quero ver o que está mal

Vejam se entram na linha
Que volto no mês que vem
Sigam a lista pr’a vosso bem
Ou mau tempo se avizinha

Verão que não estou a brincar
Não esqueçam que o relatório
Minha verdade deve espelhar

Voltarei com outro arsenal
E não admito mais falatório
Hão-de conhecer meu cabedal.


De poetaporkedeusker a 22 de Junho de 2011 às 13:36
Amigo Poeta... conseguiu fazer-me rir! Baixinho, porque estou sem força, mas ri-me! Credo! Essa assistente social parece uma verdadeira Nazi!
Que pena que eu tenho de não conseguir, agora, responder à desgarrada! E olhe que me lembrei de que tenho uns relatórios para ir entregar e não estou, nem pouco mais ou menos, em condições disso... ai, que complicação que isto vai ser!
Abraço grande!


De poetaporkedeusker a 21 de Junho de 2011 às 14:42
Este terá de ficar para amanhã... estou tão lenta que até a mim me faz confusão... :)
Abraço!


De poetazarolho a 23 de Junho de 2011 às 15:59
“Diabo à solta”

É grande a consonância
São tempos que já lá vão
Todos juntos eles lutarão
Longe vai a dissonância

Para alguns a abundância
A outros ainda falta o pão
Não te rales eu também não
Para outros é só militância

Se tens fome não o dirão
Importante é a fragrância
Que esconde a podridão

Não mostres a arrogância
Se é preciso lambe o chão
Adapta-te à circunstância.


De poetazarolho a 24 de Junho de 2011 às 21:21
“Camões à espreita”

Caro amigo Passos Coelho
Já falei aqui com o Camões
Ambos temos boas impressões
Das tuas primeiras actuações

Agora só é preciso continuar
Nessa senda de sucesso sem par
Para este Portugal desencravar
Nada se faça em cima do joelho

Já fomos inclusive saudados
Por todos os outros estados
Que estão a ficar reconfortados

É necessário fazer diferente
Não desiludir este mar de gente
E o Camões principalmente.


De poetaporkedeusker a 27 de Junho de 2011 às 16:12
:)) Isso, portem-se bem senão o nosso Camões ainda vos dá com o Os Lusíadas na cabeça!
Que pena eu não ter tempo nem "cabeça" :)) para responder em desgarrada...
Beijinho!


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