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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

HÁ FOME NO MEU PAÍS!

Há fome no meu país

E alguém me veio dizer

Que Abril já fora esquecido

E arrancado à raiz

De um ideal por colher,

Que o país estava perdido…

 

Longínquo, evoco o perfil

De um dia de liberdade

Com carabinas nas ruas;

Recordo os cravos de Abril

Florindo numa cidade

Que acenava de mãos nuas

 

E, do mais fundo de mim,

Renasce um cravo qualquer

Dessa memória evocada…

Portugal não morre assim

Enquanto entre nós houver

Gente sã, gente acordada!

Há fome no meu país,

E alguém me veio lembrar

Que os cravos de Abril murcharam…

Com ou sem fome, o que eu fiz

Foi “dar a cara” e mostrar

Que houve alguns que perduraram!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

I`m crazy for::

rematado por poetaporkedeusker às 15:41
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10 comentários:
De Chicailheu a 15 de Maio de 2011 às 00:35
Mais um POEMA muito verdadeiro!
Doa a quem doer...aos poetas ninguém pode calar!
beijos e amizade

da amiga
Chicailheu


De poetaporkedeusker a 16 de Maio de 2011 às 15:58
Obrigada, minha amiga! :)
Acreditas que trazia uma ou duas coisitas para publicar e ainda não consegui? E só tenho andado de roda do correio... acho que estou lenta de mais!


De poetazarolho a 9 de Junho de 2011 às 09:34
“Trinta e sete anos”

Trinta e sete anos Abril madrugada
Tudo bem espremido não resta nada
Nem cravo esquecido na espingarda
Assistimos ao passar duma cambada

Amanhã aperaltado eu falarei ao povo
E com palavras gastas eu me promovo
Que escolhi para não causar estorvo
A quem agora financia o estado novo

É que precisamos dos milhões da troika
Para alimentar os filhos da nação valente
E prosseguir nossa caminhada heróica

Rumo a mais dez anos de estagnação
Na avenida gritaremos energicamente
Troika ao poder para salvar esta nação.


De poetaporkedeusker a 9 de Junho de 2011 às 15:15
Desculpa, amigo poeta,
Mas não posso acreditar
Que a Troika não comprometa
O povo que eu sei amar!

E, tanto quanto acredito,
Se nos não pomos a pau,
Dá o dito por não dito,
Não nos sobra nem a nau...

Eu amo esta minha terra
E amo o povo que faz dela
Um país, uma nação...

Serei como o cão que ferra
E, pr`a dar a ferradela,
Vejo a Troika e digo; -Não!


:) Abraço e obrigada!


De poetazarolho a 9 de Junho de 2011 às 18:18
“Comam bolos”

Com oito letrinhas apenas
Escrevo a palavra Portugal
São oito séculos de historial
O pior são as últimas cenas

Da CEE vieram uns milhões
Chegou a crise internacional
Onde está o dinheiro afinal?
Aplicado na terra de Camões

Em betão e em belas estradas
Algumas já estão esburacadas
Pescar e semear é pr’os tolos

Não há peixe, comam empadas
Com o chá em vez de torradas
Se não há trigo, comam bolos.


De poetaporkedeusker a 13 de Junho de 2011 às 11:32
Nem pr`a bolos, meu amigo,
Nos sobrou o necessário...
O nosso parco salário
Vai pr`as mãos do "inimigo"...

Nem sinais do mundo antigo
Em que, havendo algum erário,
O português proletário
Prosperava em seu abrigo...

Agora só resta a esperança
De voltar a conquistar
A soberania perdida,

Ou, então, voltar pr`a França,
Pr`a nas Bidon Ville morar
E reconstruir a vida... :)... :/.... :(


Abraço grande!



De poetazarolho a 13 de Junho de 2011 às 23:22
Obrigado crise profunda
Que minha alma afogou
Assim desta forma eu vou
Rejeitar-te de tão imunda

Levaste todos os valores
Estarão em parte incerta
Deixa a porta entreaberta
Quererão enviar-te flores

Flores cheias de espinhos
Que não morremos d’amores
Vão-te comer os bichinhos

Morrem intoxicados tadinhos
Minh’alma esquece as dores
Afoga-te com uns tintinhos.

Saudações alentejanas!


De poetaporkedeusker a 14 de Junho de 2011 às 11:51
:))!

Apesar dessa vantagem,
Não lhe quero agradecer!
Aposto mais na viragem
E seja o que Deus quiser...

Aos valores que ela levou,
Tentarei ressuscitar
E aos bens que nos roubou,
Farei por recuperar...

Pode ser idealismo,
Teimosia ou, talvez, sonho
Mas não quero desistir

E farei do optimismo
Meu ex-libris mais risonho
A bem do que está por vir...


Saudações alentejanas e poéticas! Abraço oeirense! :)


De poetazarolho a 14 de Junho de 2011 às 22:03
“Econocracia”

Deputados pediram auxílio
Para a dolorosa reintegração
Outros pediram a subvenção
Enquanto o povo pede pão

São assim as nossas elites
Onde podem jogam a mão
Enquanto espremem o povão
Vozes de burro não se ouvirão

Tu que nasceste para ser asno
Por favor não fiques pasmo
Isto faz parte da democracia

Agora capítulo da economia
Se deste lucro na governação
És untado como compensação.

Do meu mais ácido,
http://profetablognot.blogspot.com/

Saudações alentejanas!


De poetaporkedeusker a 15 de Junho de 2011 às 12:26
Vou já ao seu blog, amigo! Obrigada por me deixar o link!


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