.EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016

SONETILHO III

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Que tens tu, poeta triste?

Não te bastava a paixão

ter-te apanhado à traição,

no mesmo instante em que a viste,

 

Quando passou, verso em riste,

rima fácil - de canção... -,

para exercer a atracção

que ousou, quando resististe?

 

Eu não te vi de outra forma,

senão assim, grande, imenso...

e sempre fugindo à norma,

 

Tal como eu, segundo penso,

sou quando um verso me adorna,

desde que, em mim, seja intenso...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 31.08.2016 - 18.59h

 

 

Ainda ao meu avô poeta, António de Sousa

 

 

(na fotografia, ao colo de seu pai, António Joaquim de Sousa Júnior)

 

 

 


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SONETILHO III

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Que tens tu, poeta triste?

Não te bastava a paixão

ter-te apanhado à traição,

no mesmo instante em que a viste

 

Passar por ti, verso em riste,

rima fácil - de canção... -,

para exercer a atracção

que ousou, quando resististe?

 

Eu não te vi de outra forma,

senão assim, grande, imenso...

e sempre fugindo à norma,

 

Tal como eu, segundo penso,

sou quando um verso me adorna,

desde que, em mim, seja intenso...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 31.08.2016 - 18.59h

 

 

Ainda ao meu avô poeta, António de Sousa

 

 

(na fotografia, ao colo de seu pai, António Joaquim de Sousa Júnior)

 

 

 


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Terça-feira, 30 de Agosto de 2016

SONETILHO II

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SONETILHO II

 

Fui rei da vida e da morte

num tempo em que era menino,

mas nunca cri no destino,

embora cresse na sorte...

 

Se fiz, de um verso, o meu norte,

vi-me em total tal desatino

quando o poema - o ladino... -

me exigiu; - "Melhor, mais forte!"

 

Tomei as rédeas da vida

muito antes de estar perdida

a força que trago em mim

 

E lancei-me na corrida

sabendo ser-me a devida,

esta, tão longa... e com fim...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 30.08.2016 - 17.34h

 

Ao meu avô poeta, António de Sousa (saudando as águas, nesta fotografia)

 


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SONETILHO

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Poema, és razão supina

desta supina loucura

de ser poeta - e sem cura... -

desde que em tempos, menina,

 

Pois se era, então, pequenina,

travessa, alegre, imatura,

já nesse tempo à procura

de ir"dando a volta" à rotina,

 

Dobava as horas do dia

nas voltas que a fantasia

me fiava sem parar;

 

Nem sempre doba quem fia,

mas era já Poesia

quanto eu tecia, ao dobar...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 30.08.2016 - 12.56h

 

 


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Terça-feira, 23 de Agosto de 2016

SE QUISERES SABER DE MIM...

correria-1-620x450.jpg

 

SEGUINDO OS POEMAS DE DULCE SALDANHA, ROSANGELA ROCHA, MARIA ZÉLIA GOMES E JOAQUIM SUSTELO

 

 

SE QUERES SABER DE MIM...





Quando queres saber de mim,

Não sabendo onde encontrar-me,

É mais do que certo achar-me

A correr, num frenesim,

Mas não neste meu jardim;

Aonde queiram levar-me,

- enquanto possa aguentar-me... -

Compromissos tão sem fim

Que me vão deixando assim,

Quase à beira de calar-me...



No entanto, inda cá estou,

E, embora espaçadamente,

Não estarei, de todo, ausente

Dos versos em que me dou;

Estou no pouco que sobrou

De um tempo em que eu era gente...

Tudo faço urgentemente

E a mão já me tropeçou

Num verso que nem parou

Pr`a ver se estava "decente"!





Maria João Brito de Sousa - 23.08.2016 - 10.27h



(A correr muito, muito, muito, rsrsrsrs...)

 

 


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Sábado, 13 de Agosto de 2016

GLOSANDO UM MOTE DO POETA BENTO TIAGO LANEIRO

digitalizar0099.jpg

MOTE


FIZ UMA COVA NA AREIA
PARA AFOGAR MINHA MÁGOA
ENTROU NELA O MAR TODO
NÃO ENCHEU A COVA D’ÁGUA.

 

Bento Tiago Laneiro

De Vila Nova de S. Bento,
Amadora, 2016/ 08/ 11

 

GLOSAS

 

"Fiz uma cova na areia"

Quando era pequenininha

E senti-me uma rainha

Quando, em vindo a maré cheia,

Nadei nela, qual sereia,

Porque a cova era só minha!

Do que eu qu`ria, era o que eu tinha

E, quando nada se odeia,

Por pouca coisa se anseia,

Tudo e nada se adivinha...

 

"Para afogar minha mágoa",

Agora que envelheci,

Escrevo, à pressa, por aqui,

Pego em minha gata, afago-a,

Vou ao café... bebo água,

Releio o que já escrevi,

Re-reviso o que já li,

Engulo uma sopa - ou trago-a... -

Porque, à minha escrita, estrago-a

A correr daqui pr`ali...

 

"Entrou nela o mar todo"

E eu não posso devolvê-lo,

Pois mal consigo dizê-lo

Sem sentir que raso o lodo

Em que, já cansada, rodo,

Rodo sobre o cotovelo,

Não conseguindo sustê-lo,

Deste modo ou de outro modo...

Tenho sono e, se incomodo,

Peço desculpa por tê-lo...

 

"Não encheu a cova d`água",

Encheu-me a mim, toda inteira

E devo ter feito asneira

Pois não sinto dor, nem mágoa,

Essa que não trago - ou trago-a? -...

Tudo o que sinto é canseira

E pareço estar à beira

De uma incandescente frágua..

Não podendo mais, sufrago-a;

Levanto, branca, a bandeira!

 

 

Maria João Brito de Sousa - Oeiras, 13.08.2016

 


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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2016

A FALHA NO SISTEMA II

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(Sonetilho)

 

Com anjos não quero nada,

Com diabos, também não,

Pois, embora revoltada,

Quero é tecto e quero é pão

 

Que eu, mesmo velha e cansada,

Sempre cumpro uma função,

Nunca estou sem fazer nada,

Nem que tombe de exaustão;

 

Moldo a rima adequada

Ao poema em colisão

Com a voz que me é negada

Por quem cala, mas diz: - Não!

 

E - garanto! - nem esmagada

Agora me calarão,

Pois, mesmo estando eu calada,

Os meus versos falarão!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 28.07.2008

 

 


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Terça-feira, 2 de Agosto de 2016

A FALHA NO SISTEMA

Falha no sistema.jpg

 

Como se pode viver,

Nos tempos que vão correndo,

Com as falhas que vai tendo

Qualquer sistema... qualquer?

 

Cinco rolos de papel

De limpar o "sim-senhor",

Um gel de banho - a compor... -

E um sabonete de mel,

 

De atum, só duas latinhas,

De esparguete, um pacotão

E outra latinha de grão

Mas nenhuma de sardinhas...

 

De feijão-frade, um frasquinho,

Um quilo de arroz Europa,

Nada pr`a lavar a roupa,

Mais um sabonetezinho,

 

Dois pacotes "pevidinha",

Macarronete, um pacote

E mais nada a dar-me o mote;

Trinta dias de fominha!

 

Contas - tantas... - por pagar...

- Não tem ninguém que lhe empreste?

Que raio de lapso este!

Mal consigo acreditar!!!

 

E durante trinta dias,

Estique as latinhas de atum,

Que os grãos de arroz, um a um,

Sempre of`recem garantias,

 

Não causando indigestão,

Se assim forem doseados

Pois, quando bem mastigados,

Compõem a refeição

 

E também esse feijão,

Se dois a dois cozinhados,

Com esse azeite regados,

Podem ser a solução!

 

Ah! Faltou-me mencionar

A bela pasta de dentes

Pr`a que brilhem, sorridentes,

Os dentes... se algum sobrar!

 

 

Maria JoãoBrito de Sousa -28.07.2016

 


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