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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015

TRÊS DÉCIMAS MUITO (IR)REFLECTIDAS

Ideia Conceito.jpg

 

"Mais moral, menos moral..."

Ele há lá coisa pior

Que o juízo de valor

De alguém que, julgando mal,

Lance o seu ódio letal

Sobre quem, sendo melhor,

Se atreva a poder dispor

Do que quer que incite a tal,

Pois, com força desigual,

Sempre o mau se tenta impor...

 

Pouco importa que argumente,

Pois toda a argumentação

Perderá sustentação

Até que "o pior" contente

A razão com que sustente

Que a razão não tem razão...

Nunca ouve, do coração,

A vozinha persistente

Que suplica mansamente

Que aja com mais isenção

 

E, tomado de cegueira,

Jura, "a torto e a direito"

Que o coração "tem defeito"

E a razão prega a "rasteira"

De afirmar-se em cada asneira

Que alguém lhe "impinja"- com jeito,

Se tecida com preceito

E não de qualquer maneira... -,

Porque, até "na brincadeira",

Crê que pode impor respeito...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 27.10.2015 -14.18h

 


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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2015

DUAS DÉCIMAS AO PAI NATAL

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DUAS DÉCIMAS AO PAI NATAL



É grande a minha DESCRENÇA,

mas nunca digo que não

possa perder dimensão,

ou, então... tornar-se imensa!

Enquanto, de mim, pertença,

sustento-lhe a convicção;

Pai Natal? Pura invenção!

Já não há quem me convença

de que ocorra desavença

sobre tal opinião



E nem pedirei perdão

de ir declarando a sentença,

ou me quedo muito tensa

à espera de execução;

Nem Pai Natal, nem anão,

nem trenó na treva densa,

pois mesmo a criança pensa:

"- Só há pão se o vir na mão,

não basta a CONFIRMAÇÃO

da mãe, que o tem na despensa! "



Maria João Brito de Sousa - 22.10.2015 - 18.27h

 

 


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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2015

QUATRO DÉCIMAS INEXPLICÁVEIS

 

QUINO.jpg

 

Isto que ferve - ou me gela.. -

no que me resta das veias

espraiado pelas areias

do que um poema revela,

este meu sangue sem sela,

nem rédeas - pois recusei-as,

libertei-me, ou libertei-as

a mim, às rédeas a ela... -

este meu sangue, à cautela,

preso à vida por ideias,

perde-me, a mim, preso às teias

de uma mera Klebsiela



Mas, porque um sopro lhe resta,

quer galopar, o teimoso,

investe ao sabor do gozo

que o fogo do verbo empresta,

mais corre e mais se encabresta,

por instantes glorioso

se o verso vem pressuroso

fazer-lhe uma simples festa

e a rima lhe acorre, honesta,

esquecendo o sangue viscoso...



E nasce! Tinha razão,

o verbo, em não desistir,

em ser teimoso e fruir

da sua imensa paixão...

Tanto pode a compulsão

que consegue desmentir

tudo quanto reduzir

fronteiras ou dimensão

do que, sem ter explicação,

consiga fazer-se ouvir...



Razões pr`a ser-se poeta?

Não as conheço, mas quis,

por instantes, ser feliz,

correr sem ter uma meta

das que, com razão, prometa

fazer aquilo que diz...

E faço um rabisco a giz

ou traço a forma inconcreta

da cauda de algum cometa

sem rota, nem directriz...



Maria João Brito de Sousa - 09.10.2015 - 16.08h





 


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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2015

DIGNIDADE

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Dignidade, ó dignidade,

quanto mais por ti lutando,

mais longe tu vais ficando

do que entendo ser verdade

e, se a dúvida me invade,

como posso ir-te encontrando

se, assim foges ao comando

da minha própria vontade

e, ao verbo, me vai faltando

força e combatividade,

 

Se, a cada excessivo brilho,

mais te sinto acorrentada,

menos tu, mais deturpada,

como se o meu duro trilho,

não sendo, tão só, meu filho,

fosse coisa alienada

feita de honras... e mais nada,

presas por festivo atilho

no qual toda me ensarilho

tanto mais, quanto enfeitada

 

Te vou vendo, em demasia?

Como atrever-me a pensar

se esta lucidez falhar

ou me faltar energia?

Como emular a alegria

quando só quiser chorar?

Como estar, quando não estar

é quanto me apetecia?

Quem serás tu, Poesia,

quando o Verbo to negar???

 

E avanço, uma vez mais...

Como é forte esta paixão

a que não sei dizer não,

mesmo quando diz demais...

diz mil coisas, das banais,

e só lhes porá travão

quando é finda a compulsão!

De todas deixa, em sinais,

as impressões digitais

que há na voz de cada mão...

 

Dignidade! Essa esquecida

que ao poema deu começo,

esta, onde agora tropeço

numa absurda recaída;

- Nunca te sintas traída,

mesmo quando assim te esqueço

pois, bem mais do que ao que peço,

te devo... e devo-te a vida!

Dóis-me, sim, pois foste f`rida,

mas, por ti, paguei o preço

de dar-me a quem nem conheço

pr`a manter-te, a ti, escondida!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 01.10.2015 - 16.59h

 

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SONHEI CONTIGO... (Quatro décimas dedicadas a PPC)

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Sonhei contigo! Quem dera

que nem sequer o lembrasse

ou que, logo que acordasse,

me esquecesse de quem era

esse que, em sonho, estivera

pedindo que me esforçasse,

de pronto me levantasse

da cama onde me estendera,

porque estava à minha espera

e urgia que eu caminhasse!

 

Eu, nesse sonho "entrevada",

afirmei que não podia,

que nem um dedo mexia,

quanto mais fazer-me à estrada

para a longa caminhada

que o fulano me exigia!

Mas logo el`me desmentia

dizendo; "Já está curada!

Só não quer é fazer nada

e o que sente... é só mania!"

 

Se eu pudesse, vos garanto,

dar-lhe c`um pano encharcado,

fá-lo-ia! O desgraçado

talvez se julgasse um "santo",

um "milagreiro", portanto,

capaz de ter-me "curado",

quando me tinha irritado

tanto, tanto, tanto, tanto,

que, não fora o tal quebranto,

tê-lo-ia era insultado!

 

Frustrante, este pesadelo,

em que impotente me vi

pr`a gritar: - "Sai-me daqui,

ou chego-te a roupa ao pêlo!"

Já não podendo nem vê-lo,

acordei... logo senti,

quando da cama desci,

ao dedo, poder mexê-lo,

e, ao pézito, inda estendê-lo,

mas... esquecer, nunca esqueci!

 

Maria João Brito de Sousa - 30.09.2015 - 11.32h

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