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Terça-feira, 28 de Abril de 2015

O ALMOÇO

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Minh`alma, tal qual borralho,

quando entendo pô-la à prova,

toda brilha e se renova;

cresce a chama em cada galho,

dando-me a saber que valho

quanto valha a minha trova

sempre que em rimas me mova

dedicando-lhes trabalho...

nisto, raramente eu falho

e, hoje, afasta-me da cova.

 

Sendo tal como eu dizia,

Minh`alma – ou seja o que for... -,

Polarizadando-se em cor,

recarrega a bateria,

fica atenta à melodia

da vida em seu derredor

e transmite-me o melhor

do que engendra essa energia;

tanto à dor, quanto à alegria,

dá todo um novo sabor...

 

Minh`alma/tranquilidade

já desbravou matagais

de conjunturas banais

que, em busca de uma verdade,

perderam simplicidade

ao cair nos rituais

das vestes ornamentais

que transpiram falsidade;

a sua imensa vontade

dispensa ornamentos tais,

 

Mas exulta, engalanada,

se um simples versito a prende...

Alma, eu sei, ninguém te entende;

cantas por tudo e por nada

e, mesmo estando cansada,

sorris quando alguém te estende

um olhar que te apreende

a cadência sincopada...

bem te vejo, iluminada

pela chama em que te acende...

 

Terás – sei-o! - os teus defeitos

pois, como eu, de carne e osso,

não podes mais do que eu posso

contra humanos preconceitos

mas... das normas, dos preceitos...

visa o fruto, aplaina o fosso,

separa polpa e caroço,

saboreia... são confeitos!

Não será dos mais perfeitos,

mas... conquistaste este almoço!

 

 

Maria João Brito de Sousa – 27.04.2015 – 17.07h

 

Nota – Estas cinco décimas foram manuscritas na sala de espera do CSO. Registo porque há muitos meses que não manuscrevo uma única estrofe.


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Domingo, 26 de Abril de 2015

MAR - Dissecação de um conceito

Anchor-leito-marinho-naufragio_540.jpg

 

Por teimosia, ou paixão,
galguei-te, ó mar que me sondas,
à revelia das ondas
e contra a própria razão...

 

Vi espólios de mil naufrágios
onde quer que mergulhei
e, onde eu própria naufraguei,
desprezando os maus presságios,
dei com paixões que eram estágios
do que nunca alcançarei
pois nunca, nunca sonhei
fazer delas meros plágios,
ou suscitou tais contágios
quanto ali presenciei...

 

Nas clareiras abissais,
tão profundas, tão escondidas,
onde se acolheram vidas
que agora não vivem mais
pois sob as ondas letais
estão, pr`a sempre, adormecidas
e há tanto tempo esquecidas
que não voltarão jamais,
vislumbrei restos mortais
de mil estradas percorridas

 

E, sem chorar – pois... pr`a quê? -,
guardei, no fundo do peito,
mais a noção que o conceito
do que, afinal, um mar é;
a todo o que se lhe dê,
tenha ou não tenha defeito,
conserva em funéreo leito
junto à jangada ou galé
em que ousou, com ou sem fé,
moldá-lo ao seu próprio jeito...

 

Por teimosia... - e paixão! -,
ó mar que ousaste sondar-me,
vou fugindo à tentação
de, pr`a cruzar-te, afundar-me...

 

 

Maria João Brito de Sousa – 26.04.2015 – 22.16h


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