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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

A OPINIÃO

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Nunca desisto de nada,

Mas poucos sabem, de mim,

Tão depressa estar calada,

Como dar corpo ao motim…

 

Conforme as voltas do vento,

Assim mudo o meu sentido

E de razões me sustento

Quer vista calça, ou vestido...

 

Vivo dentro de vós todos,

Mas ninguém pode prever

Se com bons, se com maus modos,

Eu me irei fazer valer

 

Pois... desistir, não desisto!

Serei sempre uma constante

De alguém com quem coexisto,

Mais meiga ou mais arrogante…

 

Por vezes chamam-me “luz”

Quando, numa discussão,

Dou vida ao que me traduz

E deixo uma OPINIÃO…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – Agosto, 2009

 

Nota - Poema reformulado a 10.07.2015

 

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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

BREVÍSSIMO AUTO DOS INDIGNADOS

auto da barca 2.jpg

 

"- Quedai-vos! Tende pudor!

Quanto a mim, pudor me obriga

Se não vos quedais, senhor,

 Furo-vos já a barriga!"

 

Isto dizia a serva, exacerbada,

E a fúria comandava a sua voz,

Alegando a postura respeitada

Que haviam conquistado os seus avós.

 

E, empunhando uma faca de cozinha,

Ameaçava o amo que tentara

Roubar-lhe uma carícia, uma festinha,

De que ela, certamente, não gostara…

 

"- Tu, Maria, és um encanto!

Quem te pode resistir?

Quero despir-te esse manto

Para contigo ir dormir…"

 

Assim falava o amo, em sobressalto,

Hesitando entre o medo e o desejo,

Enquanto se esticava e, lá do alto,

Tentava conquistar-lhe um doce beijo…

 

"- Recuai, senhor meu amo,

Se tendes amor à vida!

Que eu sou tal e qual me chamo;

Maria Comprometida!"

 

Avança o pinga-amor e logo abraça

O corpo que Maria assim defende,

Mas dá-se, de repente, uma desgraça

Porque a Comprometida não se rende!

 

Jorra o sangue do peito do bandido,

Grita Maria a dor da grave ofensa

E entretanto surge o seu marido

Que estivera escondido na despensa:

 

"- Mas que tragédia está a acontecer?

Agora é que estou mesmo desgraçado!

Quem nos vai dar o pão, se ele falecer,

E quem é que me paga o ordenado????"

 

 

                               MIF

 

 

(Tragi-comédia de inspiração vicentina...)

 

 

Maria João Brito de Sousa - 26.11.2009 - 13.54h

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

O SINDICATO DO HOMEM-BARATO

 

o_auto_da_barca_do_inferno_de_antonio_neto_3.jpg

 

 

(Poema jocoso)

 

 

 

Sou do sindicato

Do homem-barato.

 

Vendo-me por tudo,

Vendo-me por nada...

Sinto-me, contudo,

Quase imaculada

Pois sou o produto

Dessa alma castrada,

Vestida de luto,

Sempre amargurada,

Dentro do reduto

Em que fui gerada.

 

Sou do sindicato

Do homem-barato.

 

Vendo-me por muito,

Vendo-me por pouco…

 

Se tens o intuito

De chamar-me louco,

Não venhas fortuito

Porque eu cresci mouco

Dentro do circuito…

Penso que estás rouco

Inda me descuido,

Vais corrido a soco…

Nem pouco, nem muito;

Nunca em ti, me foco!

 

Sou do sindicato

Do homem-barato.

 

Se alguém me promete

O que quer que seja

Logo se derrete,

Em mim, esta inveja

E o Diabo- a-sete…

Onde quer que esteja

Faço logo o frete;

Largo esta cerveja,

Escondo o canivete

Onde ninguém veja!

 

Sou do sindicato

Do homem-barato.

 

Eu porto-me bem,

Sou mulher decente!

Escolho o que convém

Mais a toda a gente…

Sinto-me refém,

Mas não estou doente

E o homem não vem,

Mas eu estou contente

Pois há sempre alguém

Menos indolente…

 

Sou do sindicato

Do homem-barato.

 

Visto a saia nova,

Vou p`ró arraial.

Vou fazer a prova

Porque eu, afinal,

Levei uma sova

Daquele animal!

Ninguém me reprova,

De um modo geral,

Por deixar a cova

Para o funeral…

 

Sou do sindicato

Do homem-barato.

 

Somos criaturas

Muito sonhadoras!

Temos armaduras

P`ra todas as horas

E almas muito puras,

Sogros, filhos, noras,

Nestas nossas luras

De procriadoras...

Nada de aventuras!

Nós somos senhoras!

 

Sou do sindicato

Do homem-barato.

 

Nós somos pacatos

E temos paciência,

Lavamos os pratos

Com eficiência

E, nos nossos actos,

Fingimos clemência…

Não há desacatos

Nem há turbulência!

Temos belos fatos

E boa aparência!

 

(Ai, o sindicato

Deste homem-barato...)

 

 

Maria João Brito de Sousa - 25.11.2009 - 15.30h

 

 

Nota - A palavra sindicato, neste poema jocoso, não tem o seu sentido denotativo comum, referindo-se - neste caso, friso - a diferentes tipos ou variantes de características humanas, evidentemente caricaturadas e ficcionadas, muito embora retiradas da vida real.

 

 

 

 

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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

NOS DEDOS DO TEMPO

Pedi aos dedos do tempo

Que viessem libertar-me

E o tempo não teve alento

Nem tempo para escutar-me…

 

Pedi às noites sem sono,

Às horas da nostalgia

E ao segredo mais guardado

Por um momento sem dono,

Um segundo de harmonia,

Um vislumbre do passado…

 

Pedi aos dedos do tempo

Que viessem libertar-me

E o tempo não teve alento

Nem tempo para escutar-me…

 

Pedi, depois, aos meus dias

De privações e canseiras,

De fome e de tentações

Mas nem mesmo as alegrias

Saltaram essas barreiras

Das humanas frustrações…

 

Pedi aos dedos do tempo

Que viessem libertar-me

E o tempo não teve alento

Nem tempo para escutar-me…

 

 

 

 

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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

PINTADO DE FRESCO

Pinto de branco o cansaço

Da minha essência lunar

E, em tudo aquilo que faço,

Ponho um raio de luar…

 

Pinto de fresco e pintando

Descubro que o que pintei

Em vez de vir, vai ficando…

Ou sou eu que já não sei?

 

Deixo de mim, recebendo,

Em troca, a cor que não tinha

E, aos poucos que o forem vendo,

Deixo esta cor que era a minha…

 

Pinto de branco o cansaço

Da minha essência lunar

E, em tudo aquilo que faço,

Deixo um raio de luar!

 

Não sei que estranha alquimia

Me faz proceder assim…

Quantas cores, que hipercromia

Vislumbro dentro de mim?

 

Pinto de branco o cansaço

Da minha essência lunar

E, em tudo aquilo que faço,

Deixo um raio de luar…

 

Neste estranho mecanismo

 [Admito; um tanto grotesco!]

Que desconheço, em que cismo,

Eu pinto o mundo de fresco!

 

 

 

 

 

 

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