.EIS AS MONTANHAS QUE OS RATOS VÃO PARINDO

por muito pequenos que pareçam ser... NOTA - ESTE BLOG JAMAIS SERVIRÁ CAFÉS! ACABO DE DESCOBRIR QUE OS DOWNLOADS SE PAGAM CAROS...
Sábado, 15 de Abril de 2017

A CEIA DO POETA II

picasso the frugal repast 1904.jpg

Décimas

 

São cinco e meia da tarde,

Mas o Sol arde num grito

Sobre um esboço de infinito

Que eu espero que alguém me guarde,

Sem choros, nem grande alarde,

Sob um bloco de granito…

Espero, espero, mas… hesito,

Sabendo bem que o Sol arde,

Sei que às vezes sou cobarde

Quando o fito, ou porque o fito…

 

Como não esperar de alguém

Essa mesma hesitação,

Quando eu, com tanta paixão,

Chego a hesitar, também?

E quem sabe o que lá vem

Desta humana condição,

Quando o que trai um irmão,

Também trai o pai, a mãe,

E tudo o que lhe convém,

Sem consciência da traição?

 

Nesta tarde, às cinco e meia,

Quanto ficou por nascer

Do que alguém tentou escrever?

Quanta estrofe é mera ideia?

Nos quadris de cada aldeia,

Quantos versos por colher?

Que rimas, das de comer,

Sobram de um poeta, à ceia?

E, se já nada o refreia,

Parará quando morrer?

 

Maria João Brito de Sousa – 15.04.2017 – 11.44h

 

"Le Repas Frugal" - Pablo Picasso


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Terça-feira, 21 de Março de 2017

PRIMAVERA

1746420_bnOGC.jpeg

SONETILHO



Por não ter quem a saudasse,

Por nem ter o Sol à espera,

Chegou, sem que eu a notasse,

Uma nova Primavera



E, por muito que eu gostasse

De não parecer severa,

Vendo-a chegar neste impasse

Prefiro ser-vos sincera;



Quem me dera, ai, quem me dera

Que, agora, o Sol se mostrasse

Rompendo a abóboda austera,



Que esta nuvem se afastasse

E que não fosse quimera

Crer que este Inverno amainasse...



Maria João Brito de Sousa - 21.03.2017 -08.13h

 

 

 


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Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

APOGEU POÉTICO AVL

Aleixo - com flores.JPG

 

APOGEU POÉTICO AVL

 

"CELEBRANDO O ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO DO POETA ANTÓNIO ALEIXO, PATRONO DA AVL".

 

Patrono: Florbela Espanca

Académica: Maria João Brito de Sousa

Cadeira: 06

 

 

ONDE NASCERAM A CIÊNCIA E O JUÍZO?



MOTE

- Onde nasceu a ciência?...
- Onde nasceu o juízo?...
Calculo que ninguém tem
Tudo quanto lhe é preciso!

GLOSAS

Onde nasceu o autor
Com forças p'ra trabalhar
E fazer a terra dar
As plantas de toda a cor?
Onde nasceu tal valor?...
Seria uma força imensa
E há muita gente que pensa
Que o poder nos vem de Cristo;
Mas antes de tudo isto,
Onde nasceu a ciência?...

De onde nasceu o saber?...
Do homem, naturalmente.
Mas quem gerou tal vivente
Sem no mundo nada haver?
Gostava de conhecer
Quem é que formou o piso
Que a todos nós é preciso
Até o mundo ter fim...
Não há quem me diga a mim
Onde nasceu o juízo?...

Sei que há homens educados
Que tiveram muito estudo.
Mas esses não sabem tudo,
Também vivem enganados;
Depois dos dias contados
Morrem quando a morte vem.
Há muito quem se entretém
A ler um bom dicionário...
Mas tudo o que é necessário
Calculo que ninguém tem.

Ao primeiro homem sabido,
Quem foi que lhe deu lições
P'ra ter habilitações
E ser assim instruído?...
Quem não estiver convencido
Concorde com este aviso:
- Eu nunca desvalorizo
Aquel' que saber não tem,
Porque não nasceu ninguém
Com tudo quanto é preciso!

 



António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

 

***

 

 

RESPOSTA(S)

 

 

"- Onde nasceu a ciência?...",

Perguntaste abruptamente...

Respondi: - Nasceu de gente

Que viu pr`além da aparência...

Teve, a questão, pertinência

E eu fiquei muito contente

Por saber ter pela frente

Alguém cuja inteligência

Já roçava uma insurgência

Ampla, profunda, abrangente.

 

"- Onde nasceu o juízo?..."

Perguntaste-me a seguir,

Melhor qu`rendo discernir

Se a resposta era um sorriso,

Ou se o dissertar conciso

Que o verso me permitir...

Sem sequer ousar sorrir,

Respondi com muito siso:

- Ah, não foi no Paraíso,

Nem nos´sonhos de dormir`!

 

"Calculo que ningúem tem"

Melhor forma de explicar

Que o juízo não tem lar,

Ninguém sabe de onde vem,

Nasce em todos nós, também,

E não se pode expulsar

Essa coisa de ajuizar

Que serve o mal e o bem...

Ninguém o sabe, ninguém!

Nem quem julga não julgar!

 

"Tudo quanto lhe é preciso"

É, contudo, equilibrar-se,

Ir aprendendo a julgar-se

A si mesmo, a ser conciso,

Em vez de armado em Narciso,

Julgar e, depois, gabar-se...

É questão de moderar-se

Porque, aos fracos, nunca eu piso;

Sem condenar, estudo e gizo

Se algo pode aproveitar-se...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 17.02.2017 - 12.54h

 

 

 

NOTA - Poema glosado em décimas, a partir do mote original de António Aleixo.

 


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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017

SECAR-TE O PRANTO - Décimas

secar o pranto III.jpg

I

 

Pudesse eu secar-te o pranto

Sem precisar de mentir-te

E, sem te amar, redimir-te

Desse amargo desencanto

Dizendo que te amo enquanto

Tudo o que posso é vestir-te,

Aconchegar-te e cobrir-te

Com metade do meu manto

Que é de amizade, porquanto

Só esse amor sei exprimir-te...

 

II

 

É outro, o amor que te trai,

Bem o sei, bem mo disseste,

Mas eu que só tenho deste

Em que o tempo se me esvai,

Já provei do que subtrai,

Apaixonado e agreste,

Do de aparência celeste,

Do que se eleva... e que cai,

Sem te avisar que "água vai",

Do próprio altar que lhe ergueste.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 17.02.2017 - 09.59h

 

 


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Sábado, 31 de Dezembro de 2016

PLANO B

Plano b.jpg

PLANO B

(A apresentar, pelos amigos, a 2017, caso eu adormeça antes da sua chegada...)

*



Provavelmente adormeço

Sobre as teclas do teclado

Muito antes de ter chegado

Este ano do qual começo

A achar que não paga o preço

De um sono contrariado...

*



Se entretanto acontecer

Que aos encantos de Morfeu

Rendida, sucumba eu,

Que um de vós possa dizer:

"Desculpa a pobre mulher

Que, a esperar-te, adormeceu

*



De cansaço... que fazer?

Foi o sono que a venceu

E nem sequer Prometeu

Nisto lhe pôde valer;

Pôs-se, decerto, a escrever

E... foi um "ar que lhe deu"!

*



Maria João Brito de Sousa - 31.12.2016 - 19.18h



(Para terminar 2016 com um "poucochinho" de humor em sextilhas e em redondilha maior) ;)

 

 


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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2016

FELIZ NATAL!!!!

O FILHO DO HOMEM.jpeg

 

(décimas)





I



Será que há mesmo Natal

Sempre que "um homem quiser"(*)?

Assim deveria ser,

Mas, vendo o mundo real

Cada vez mais desigual

E tantos sem nada ter,

Que mais me resta dizer

Neste mundo virtual,

Senão que tudo vai mal

No Natal que esse Homem quer?



II



Cada vez mais e mais fundo

Se vai cavando este abismo

- que hoje oscila, em paroxismo... -

Entre os tais donos do mundo

E os que o tornaram fecundo...

É por isso qu`inda cismo,

Que creio no Socialismo,

Que o sonho e que o não confundo;

Mesmo quando em sonho abundo,

Renego o proselitismo!



III



Quando este mundo mudar

E houver natais ´a valer`

Sempre que um homem nascer,

Então, mais do que sonhar,

Muito mais do que enfeitar

As mesas pr`ós receber,

Poderemos, sim, escrever

E, com certeza, afirmar

Que há Natal, sempre a brotar

Do "ventre de uma mulher"!(**)







Maria João Brito de Sousa - 08.12.2016 - 14.26h







(*) e (**) - Do poema "Quando um Homem Quiser" de José Carlos Ary dos Santos.

 

Tela de minha autoria "O Filho do Homem"

 

 


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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016

DE JUBA NEGRA A ESFREGONA

Esfregona.jpg

 

 

Nem espanador, nem vassoura...

Mais me parece um esfregão

Desses de limpar o chão,

O meu, que não viu tesoura

E há vários anos me agoura

Uma estranha antevisão;

Crescer tanto que a razão

Se me perca, porque estoura...

(atenção! Nunca fui loura,

antes foi côr-de-carvão,

negrinha como um tição,

a minha juba de moura...)

 

Agora, sal e pimenta,

Mas muito mais do primeiro,

Que o tempo é bom salineiro

E eu entrei pelos sessenta,

Há já quatro... macilenta,

Mas sem tempo, nem dinheiro

Para investir num tinteiro,

Desses em que a tinta assenta

Sobre esta ´massa cinzenta`

Que é o meu cabelo inteiro.

 

Quis "responder-lhe" em soneto,

Mas só assim foi nascendo

E em décimas crescendo

Como este cabelo preto,

Despenteado, obsoleto

Que aqui lhe fui descrevendo

E que já branco vai sendo

Porque um tempo bem concreto

Lhe deu conta do aspecto,

A "resposta" que eu pretendo...

 

 

Maria João Brito de Sousa- 05.12.2016 - 15.19h

 

 

 

(Na sequência do soneto "DE ESPANADOR A TIGELA" de Maria da Encarnação Alexandre)

 

 

 

 

 



 

 

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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016

APOGEU POÉTICO AVL

Aleixo - com flores.JPG

 

Patrono : Florbela Espanca
Acadêmico : Maria João Brito de Sousa
Cadeira : 06




Apogeu Poético : Homenagem Póstuma a António Aleixo.




Tema : Poeta Visionário.



MOTE



"Sem ter chicote nem vara

Manda-me a minha razão

Atirar versos à cara

Dos que me roubam o pão."



António Aleixo



In "Este Livro Que Vos Deixo"





 

SEM TER CHICOTE, NEM VARA...



(Décimas)



I



"Sem ter chicote, nem vara",

Tenho, porém, munições

E sobejam-me razões

Pr`afirmar, de forma clara,

Que, à má-fé, ninguém me pára

Com lentilhas... nem milhões!

Há pr`aí tantos ladrões

Que a gente já nem repara

Se com ladrões se depara

Nos caudais das multidões!



II



"Manda-me a minha razão",

Que é excelente conselheira,

Que não vá sem vara à feira,

Porém, se vejo um ladrão

Vir na minha direcção,

Sigo em frente, sorrateira,

Nunca caindo na asneira

De baixar, de todo, a mão

Onde guardo a "munição"

Esculpida à minha maneira;



III



"Atirar versos à cara"

- nunca pedindo perdão! -

Deixa mossa no vilão

Que pr`á fuga se prepara...

Mais o firo, sem ter vara,

Do que com vara, ou bastão!

"Dá de frosques"*, o poltrão,

Que um bom verso é coisa rara;

Fere, infecta e forma escara,

Nem que acerte de raspão...



IV



"Dos que me roubam o pão",

Não terei misericórdia!

São escória dessa mixórdia**

Que envergonha uma nação

E, tendo uma rima à mão,

Assim que surja a discórdia

- se se não lembra recorde-a

porque a não recorda em vão... -,

Zurzirei cada ladrão

Com mil quadras de (in)concórdia!





Maria João Brito de Sousa - 12.11.2016 - 17.12h









* Dar de frosques (popular) - Fugir, bater em retirada...



** Mixórdia - Misturada, bagunça, miscelânea...

 


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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016

REPENTES...

Chá de urtiga.jpg

 

Pois bem. Estive para não publicar este "repente" que me nasceu de uma pontualíssima dorzita de barriga e, muito provavelmente, da "ambiência" decorrente das recentíssimas eleições lá pelas terrras do tio Sam... mas mudei de ideia!

 

 

REPENTES...

 

 

De repente, na barriga,
Sinto uma dor lancinante,
Qual guinada acutilante
Que cruelmente a castiga
E que a curvar-me me obriga
No exacto e preciso instante
Em que tomava um laxante,
Sonhando uma jeropiga...
Apendicite? Lombriga?
Tomo um desparasitante,
Ou espero? Fico hesitante
Sempre que algo assim me intriga...
- " Tem lá tino, rapariga,
Não há nada de intrigante!
Logo a dor se te mitiga
Em bebendo um chá de urtiga
Sem açucar... nem picante!"
Já cantava uma cantiga,
Muito simples, muito antiga,
Quando oiço, um tanto distante,
O som distinto e vibrante
De um telemóvel cantante...
Fui buscá-lo. Era uma amiga
Que, antes do tempo, desliga...
Decerto nada importante,
Penso, por não ser amante
De ligar-me a quem me liga...
Espero que, depois, consiga
Fazer chá contra a fadiga,
Deste folhedo urticante...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 09.11.2016 - 14.16h


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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2016

SONETILHO COM VISTA PARA OS MARES DA LUA

FullMoon2010.jpg

 

 

Hoje a Lua está tão perto

Que quase posso tocá-la!

Dela só quero esse incerto

Das marés que irão banhá-la

 

 

E julgo ter descoberto

Que é desse mar que ela fala,

E  é nessas marés, decerto,

Que eu hei-de, um dia, alcançá-la…

 

 

Da janela em que repouso

Olho esses mar`s que mal ouso,

Quando ouso ao longe, avistá-los

 

 

E lá por serem lunares

Não deixarão de ser mares

Nem eu vou deixar de amá-los...

 

 

Maria João Brito de Sousa – 01.11.2010 – 15.41h


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